quinta-feira, 14 de maio de 2015

Comer o pão amargo da estupidez

Não somos mais altos ao alto
do que a nossa postura.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: nepo.com.br
Sempre detestei frases feitas, assim do tipo receitas pindéricas de hipermercado; assim tipo “incentivar à natalidade é conciliar a vida profissional com a família”.
Não me fiz entender?
Perguntemos então ao senhor Rui Barreira que considera que tal desiderato (oh!, como adoro esta palavra!) é uma mudança “sobretudo muito ao nível cultural e de mentalidade”.
Atchim!
E andamos nós a correr com gente nova, viva, cheia de genica para fora do país, quando, aqui mesmo, à mão de semear (as próximas eleições estão já aí) temos a resposta oficial. Pomposa! Ter uma grande natalidade é só “conciliar a vida profissional com a família”?
Quem será o anjinho que que se dá ao trabalho de fazer que acredita nesta retórica, com palavras de Rui Barreira, mão de Mota Soares, agradecimento de Passos Coelho e bênção de Cavaco Silva?

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