terça-feira, 9 de junho de 2020

Olhar da semana

Foto: Miguel Figueiredo Lopes

O Presidente e o primeiro-ministro andam por aí em concertos, almoços e praias como se nada se tivesse passado, no torvelinho de regras de desconfinamento que obedecem a conveniências económicas e a contraditórias indicações da nova autoridade sobre as nossas vidas, a DGS.

Clara Ferreira Alves, E, 20.06.06


segunda-feira, 8 de junho de 2020

A outra normalidade

Foto: Horacio Villalobos (Corbis via Getty Images)
É preciso qualquer coisa no mundo que nos faça imaginar o outro e é só jogar esse jogo onde nos pomos esta pergunta: ‘vamos supor que’ sou ele, ou ela ou eles. O que sentem? O que querem? De que têm medo?
Amos OZ, Ípsilon, 18.10.12

Sob o título “há famílias como as nossas e há outras”, Amílcar Correia, escreve no seu texto de editorial (Público, 20.06.03): a intenção do presidente da câmara da Azambuja de estabelecer um cordão sanitário em redor de um prédio social onde residem “famílias de etnia cigana” e outras “famílias normais como nós” tem tudo para ser uma exceção aviltante.

Ops! Quem será este autarca?
Será um deus da miséria ou um desgraçado que perdeu a verticalidade da palavra e da ação?

Ah! É um eleito pelo povo!
Não queria, de maneira alguma ser eleitor de uma pessoa assim.

Mas pronto! Importa ler a peça Autarca da Azambuja insiste em cordão sanitário com famílias de “etnia cigana com a pena de Cristina Faria Moreira (Público,20.06.02). Percebermos, de certeza, como o autarca socialista olha para as realidades socais no município onde, parece, é rei.

domingo, 7 de junho de 2020

É só questão de tempo


Vivemos a época de maior liberdade opinativa de que há memória na História. Paradoxalmente, é essa mesma época que vê aumentar o número dos que se queixam de não poder fazê-lo.
Ana Cristina Leonardo, E, 18.11.24

Num texto com assinatura de Margarida Gomes – Isabel Moreira acusa governo de ignorar Parlamento – inserido na edição do jornal Público (20.06.03) pode ler-se estas palavras de Isabel Moreira: [António Costa] distribui competências aos ministros que são da ministra da Saúde. Restringe diretamente direitos, liberdade e garantias, quando não o pode fazer.
E pronto! Assim vai um governo em tempos pandémicos e de paraministros! Em Portugal.

Ah! Vítor Caldeira, presidente do Tribunal de Contas, numa conversa com Joana Nunes Mateus inserida no caderno de Economia do semanário Expresso (20.06.06) diz que as situações de emergência têm riscos que devem ser minimizados. E os primeiros responsáveis são os gestores públicos.

sábado, 6 de junho de 2020

Realidades em terrenos termais

Pensão Vilas (desce)



Um silêncio ensurdecedor à volta de um projeto que deu que falar durante uns bons anos e que agora, ninguém quer falar.
Reflexo, junho 2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

relação antiga


cantigas, cenas poéticas e corpos
suados – eis a aproximação ao mundo!
os pés; fetiches sexuais; tortuosidade
plena de lindeza

olhar no céu ou pés na terra?

quarta-feira, 3 de junho de 2020

sentido e recordado


as infinitas marés compõem
o devir – um tempo de mulheres; encanto
azul – em noites mágicas
navegando nas mesmas águas agitadas

do nascimento; o tempo é feminino.
jamais devemos esperar o pior!

terça-feira, 2 de junho de 2020

caminho acidentado


com as entranhas da nossa aldeia na mão

vejo-te lá em cima; à esquerda do campo santo

jamais sonharei divisões e resgates, é verdade!

mas vejo-te. não aceito algum ataque

 

assolador a tantos silêncios. jamais quero

um qualquer profeta da terra; por perto.

tudo, sempre insinuações brancas e frias

nos desejos quentes da nossa aldeia – nunca

nunca mesmo! vou. como sempre

 

mudar de olhar. pronto a respirar a ilha; um desejo

de tantas luas e luares lá no alto. um desejo

nascido mesmo ali. lembras quando abraçamos

 

os corpos e os destinos só nossos?


segunda-feira, 1 de junho de 2020

Olhar da semana



Foto Sebastião Almeida (Público)

Perceberá, caro Rui Rio, porque acabou o jornalismo internacional e de guerra, mesmo o dos freelancers. Não há dinheiro. E agora, com a paragem da economia, não há publicidade nem dinheiro para o jornalismo nacional. Aquele que, como diz Anderson Cooper na CNN, mantém os políticos honestos. E sustenta a democracia.
Clara Ferreira Alves, E, 20.05.30

olhando a cidade III

  O que ainda falta em Portugal é a presença vegetal. As cidades são muito cinzentas , especialmente na periferia. Sónia Lavadinho, consulto...