quinta-feira, 23 de julho de 2015

Um futuro que não foi

Os partidos políticos portugueses não escapam a esta tendência de desconfiança generalizada por parte dos eleitores, e razões, lamentavelmente, não faltam.
António José Seguro, in Compromissos para o Futuro
A vida é tão ingrata!
Para a maioria dos mortais, claro!, porque para outros – aqueles que passam a vida inteira à sombra dos papás, das juventudes partidárias ou dos fretes políticos de  ocasião – é (sempre) uma ilusão. De que se é melhor, feito deus (ainda que menor); que se pode tirar o tapete a quem sabe e faz e ajuda. Enfim, vale tudo para quem amada odiar o lado belo da vida.

A queda de um anjo é um retrato extraordinário sobre a forma como um certo morgado – Calisto Elói de Silos –, que Camilo Castelo Branco fez de uma certa burguesia que subiu e até ao parlamento português: uma burguesia rica, vazia e estúpida que tala como outro anda à deriva pela capital.
É perfeitamente atual esta realidade romanceada pelo senhor Camilo quando pensamos naqueles que, saídos das jotas partidárias, não passam de sonhadores vazios, ocos, sem provas dadas, no que quer que seja, se empupam por aí, convencidíssimos. Convencidos de donos da verdade, do mundo e do futuro.

E anda este país chamado Portugal com representes deste quilate!
Percebe-se, pois, tanta deriva que faz deste país uma coisa que não sai do sítio porque está presa sempre aos mesmo rabos de palha..

Ponto final: uns perdiam-se pela capital. Outros tempos! Outros já vão para lá perdidos; porque nunca fizeram nada na vida, para além da bajulação e do sorriso parvo, sabem lá o que é o dia-a-dia.

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