quinta-feira, 28 de maio de 2026

deusa fria

 

nos diálogos de um coração abatido

a palavra perde-se em equívocos

e é testemunha árida das chuvas na areia

onde te vi na viagem às réstias de luz

na palavra de um hóspede de solidão

 

encontro tua voz a cortar as ervas amargas

que criam as nuvens da deusa fria do destino

e sinto as guitarras que moram no banco do tempo

na selva densa da palavra o sol é violento

mas é lá que vivo à procura de ti!

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