nos diálogos de um coração abatido
a palavra perde-se em equívocos
e é testemunha árida das chuvas
na areia
onde te vi na viagem às réstias
de luz
na palavra de um hóspede de
solidão
encontro tua voz a cortar as
ervas amargas
que criam as nuvens da deusa fria
do destino
e sinto as guitarras que moram no
banco do tempo
na selva densa da palavra o sol é
violento
mas é lá que vivo à procura de
ti!
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