olha sempre em frente meu amor – como quem atravessa o campo adusto
depois do lume; há cinzas nas
momices: um rumor verde a crescer
onde ninguém ousa prometer o devir. caminhamos meu amor! não te angusties
por amansar a béstia das belezas antigas; memórias de lugares expirados.
não te detenhas nas margens do que fomos – há rios que só existem
esquecendo a nascente; e nós – feitos de tardes interrompidas –, aprendemos
a beber daquilo que nunca regressa. lembra-te: o silêncio não é ausência;
a forma mais inteira de dizer o mundo; quando as mãos
se encontram sem urgência e tudo o que arde se torna suportável.
em brito as casas – ainda –
respiram devagar, como se guardassem
o segredo de não partir; ou os resquícios dos olhares de “rex non est patronus”,
a pia batismal e nós, sentados à beira do que resta, inventamos um tempo
que não se mede pelos dias apressados onde vestias a liberdade – em brito;
sítio onde esqueço tudo o
que destrói os dias; os lugares onde bebemos
as cores gritantes de quem alimenta
os pelos de uma puberdade em lágrimas do mundo.
onde ninguém ousa prometer o devir. caminhamos meu amor! não te angusties
por amansar a béstia das belezas antigas; memórias de lugares expirados.
não te detenhas nas margens do que fomos – há rios que só existem
esquecendo a nascente; e nós – feitos de tardes interrompidas –, aprendemos
a beber daquilo que nunca regressa. lembra-te: o silêncio não é ausência;
a forma mais inteira de dizer o mundo; quando as mãos
se encontram sem urgência e tudo o que arde se torna suportável.
o segredo de não partir; ou os resquícios dos olhares de “rex non est patronus”,
a pia batismal e nós, sentados à beira do que resta, inventamos um tempo
que não se mede pelos dias apressados onde vestias a liberdade – em brito;
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