domingo, 24 de maio de 2015

silêncio que fica

com o tempo da distância; nós
perdemos o lugar e o momento do abraço
com o tempo da distância; vamos
agarrados a tempos sem rostos

as distâncias crescem; cada vez
mais vazias no buraco do tempo; ausente
em olhares trémulos
ardendo nas memórias mortíferas

com o tempo da distância; abraçamos
serenidade e a métrica solene
que desenha novos caminhos; aproximam-se
abraços. nós. no silêncio.

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Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )