terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Rochas fundas e a procura da luz

Os ditadores só usam canetas para assinarem condenações à morte.
José Saramago, in Alabardas
João Adelino Faria escreve um texto de opinião no Dinheiro Vivo (15.01.31) que justifica, só por si, a leitura daquela publicação. Por nada em especial, a não ser a realidade das pequenas coisas, como muito bem o jornalista da RTP sabe escrever. Ou seja, insignificantes insignificâncias que nos colocam os dias em dia na agenda por onde, cada vez mais, levitamos

Reparemos então:
Durante décadas, os governos quando queriam mostrar que estavam próximos dos eleitores e do povo tiravam as gravatas e faziam reuniões informais, às quais apareciam todos com roupas descontraídas. Trágico. Quase nunca resultou, pois quando despiam as faradas os ministros mais pareciam peixes fora do aquário”.

Quando olho em volta e vejo pescoços apertados em vaidades forçadas (sempre desfeitos depois das luzes quentes dos registos instantâneos) fico desconfiado.
Ah! A propósito: alguém já reparou como é a vestimenta dos ditos nas partes que não são visíveis nos ecrãs?

Sem comentários:

Realidades feitas Epopeia III

  Tudo o que está longe de nós está perto de algo ou de alguém. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  (Relógio d’ Água)