quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ausências que consomem



no frio da noite o sorriso quente
tem intensidades mais profundas
veste-se de alegrias esquecidas
na agitação do dia.

no fim da noite sorrisos – em desejo
comunicante – fazem a festa
do sossego dos corpos. iniciam
outras projeções para além
dos olhares que cabem na mão; crescendo
para além das dores sem terra à vista.

no fim da noite, o calor do sorriso quente
abre portas a tantas viagens paridas
em mãos violentas. e o dia
vai-se. em ausências.

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Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )