domingo, 14 de dezembro de 2014

pouco menos que uma lenda

que raiva percorre as tuas veias; o teu olhar
incendeia os caminhos. ali onde se faz
a noite. nós ficamos. as tuas veias

sangram; ausências. sonoras
as dores, que raiva! a percorrer os corpos
amanhã iremos. outra vez curar
as feridas. veias
secas. caminhos redondos. paralelos

o futuro? já foi!

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Realidades feitas Epopeia IX

  Deem-me um boato e eu mudo de sítio o mundo. Gonçalo M. Tavares, in  O fim dos Estados Unidos  ( Relógio d’ Água )