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Jozef
Michalik, responsável do episcopado católico na Polónia – a propósito das
revelações sobre padres católicos e pedófilos na terra natal do papa João Paulo
II –, disse publicamente (citando o semanário Sol de 13.10.23) – que uma criança
oriunda de uma família disfuncional “procura proximidade com outros e pode
perder-se, fazendo com que a outra pessoa também se envolva”.
O senhor bispo
só pode mesmo ter-se precipitado (não direi, não escreverei o que me vai na alma!).
E de tal maneira que – logo de seguida à sua estapafúrdia afirmação –, veio a
terreiro atestar que “as crianças vítimas de abusos eram de alguma forma
responsáveis”.
Quem tem responsabilidades
– seja a que nível for – tem que saber o que diz, não é? Assim, como será possível
credibilizar um catolicismo em queda apressada?
É nestas alturas
que me parece que por mais crianças que o papa Francisco aceite no palco (seja
no da celebração eucarística seja noutro de uma outra natureza ou dimensão que
nos escapa) há outras crianças a desfazerem os palcos da vida. Mas, por mais
lucidez que a igreja de Roma comece a demonstrar (e não para de surpreender!) cresce
com mais força outra igreja que, de certeza, não foi beber as suas origens em
Quaran.
PS – E não
é que há exemplares desta igreja cá pelas nossas bandas?