terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Poder do exemplo

O homem está farto da grandeza dos grandes.
Vitorino Silva (Tino de Rans), Diário de Noticias, 19.02.09
Lendo o semanário Expresso (20.02.22) deparo-me com esta afirmação no texto de editorial: violência e criminalidade, no mundo do futebol, têm razões que a razão desconhece. Pior, têm leis e regras próprias que erguem esse mundo como um Estado dentro do Estado.

Concordando em absoluto com esta preocupação, considero, no entanto, que urge olhar noutra direção.
Na verdade, e tratando-se de olhares com responsabilidades acrescidas pelo alcance atingido, importa que se questione o que está a ser feito. E que se diga (mostrando caminho) o que fazer para que esta realidade não cresça ao ritmo que se vem intensificando.
E isso, um órgão de comunicação como o Expresso – integrado num grupo de comunicação com forte impacto junto das pessoas – tem responsabilidades acrescidas.
E uma obrigação para com os portugueses. Todos os cidadãos portugueses.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Anda tudo distraído?



Há que tempos que a politica se não decide nas praças: há que tempos sabemos que um corte de autoestrada tem mais impacto do que as marchas nas ruas.
Álvaro Domingues, Público, 20.02.16

domingo, 23 de fevereiro de 2020

quanto custa o futuro?

em maré de protestos; há um mar aberto de gritos
intensos; tão frios! piegas – gosto de refletir;
escrevendo – no papel e no ecrã – a dúvida
sobre o voto do medo ou o voo do susto; num tempo
de liberdade vigiada…

tempos de protestos; tempos que arrepiam!
podemos reconstruir a cultura de nós; solidária?

vivemos em tempo de valores frágeis! tempos impossíveis
de pensamento nómada. desenhado na tortura da felicidade
apressada; sem cadência. tempos perdidos na escuridão.
sem fascínio pela paisagem.


convido-te à indignação ou vou á rua comprar castanhas?

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Cenário de liturgia

foto Nelson Garrido (Público)

Maravilha-me que haja refúgios e momentos de harmonia e de poesia.
Pilar Del Rio, E, 17.04.22

Nuno Faria é o diretor artístico do Museu Cidade do Porto.
O jornal Público – página 38 e numa peça de Ana Rita Moutinho – escreve em título que o Museu Cidade do Porto é como uma linha de metro: sempre em expansão.
Mesmo ao jeito de Nuno Faria! Sempre pronto a novas velocidades e olhares construtores de devires e desejo de normalidade.
Fico só com uma valente dor de cotovelo – sim, porque o Nuno Faria deixou-nos. Em Guimarães; ali no CIAJG.
Felicidades Nuno Faria!
Mas quem tem uma bitola de trabalho como o Nuno Faria só pode ter sucesso.
Nós, por cá, é que temos saudadas tuas, Nuno.


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Ainda pensas que és uma joia em bruto?

É ainda mais difícil encontrar lixo debaixo de um tapete se o tapete for voador.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 19.02.23

Parece que “os bracarenses perdem 89 horas por ano nas filas de trânsito” leio no Diário do Minho (20.01.20). Talvez tal realidade, má com toda a certeza, tenha a ver com o facto de Braga ser a terceira cidade portuguesa com mais congestionamento no trânsito.
Bolas! Braga com tantas horas perdidas nas suas ruas pelos seus cidadãos! Com os bracarenses perdidos no trânsito – três dias só em 2019?
Será por isso que a cidade dos arcebispos é a terceira cidade portuguesa?
Ah! Braga “regista o maior aumento de preços na habitação”.
E é, agora, a dona do terceiro lugar – depois de Lisboa e do Algarve.

Está difícil ser bracarense, não está?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Agora soltem-se os medos



O homem português é perdoem-me os biólogosum ecossistema. E evolui. Aparece e desaparece na força condutora da seleção natural.
Rui Vítor Costa, O Comércio de Guimarães, 20.02.12

Cemitérios: espaços de memória


Cidadãos exigentes fazem decisores políticos mais competentes. Cidadãos acomodados fazem decisores políticos exigentes.
José João Torrinha, Mais Guimarães, 18.12.19

O jornal Público faz título na sua edição da passada sexta-feira, dia 14 – um data feita altar do consumismo; o tal dia feito dia dos namorados à custa de tantas promoções comerciais e americanices! – com a novidade de haver um novo diretor-geral do Património.
Não seria nada do outro mundo; muito menos uma americanice à dia dos namorados, não fosse o pequenitote detalhe de o senhor Bernardo Alcobaça ser um gestor cuja área de especialização é o imobiliário!
Não conheço o senhor, nem isso importa, na verdade! O que, pelo menos para mim, e me obriga a pensar sobre o devir das realidades patrimoniais em Portugal é dizer que conheço alguns promotores imobiliários, pessoas que trabalham nesta área de negócio que só não vendem a mãe se não der dinheiro. E conheço, de facto e com mágoa!
E o governo do meu país está nas mãos do senhor Costa, um socialista dos sete costados! Ai se não estivesse...
Ah! Espero não ver nunca nenhuma placa, tipo placa das imobiliárias – por aí à solta ou dependurada nos mais belos espaços do Património Cultural Português.
Que cena do efémero!