domingo, 26 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
memória prostituída
a ternura das noites de luar morreu
na minha terra. secaram
silvas e matagais
nas mãos ásperas do cimento.
armado
em cores contagiantes da
memória.
recordar a minha terra é
sonhar a harmonia
vestida de cores nostálgicas.
viver na minha terra é
naufragar
na fragilidade de traseiras
de sucesso.
a minha terra cresce sobre as
ruínas
dos pacatos sofreres de
amores. esperados
ansiosamente ao luar.
adornados
de sonhos que desenhavam a
paixão.
a minha terra perdeu a
virgindade
na loucura do crescimento
na luta inglória contra o
vício fresco da alma nómada.
na minha terra. secaram silvas e matagais
nas mãos ásperas do cimento. armado
em cores contagiantes da memória.
recordar a minha terra é sonhar a harmonia
vestida de cores nostálgicas.
viver na minha terra é naufragar
na fragilidade de traseiras de sucesso.
a minha terra cresce sobre as ruínas
dos pacatos sofreres de amores. esperados
ansiosamente ao luar. adornados
de sonhos que desenhavam a paixão.
a minha terra perdeu a virgindade
na loucura do crescimento
na luta inglória contra o vício fresco da alma nómada.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
prisioneiro da liberdade
porquê os braços
abertos – estampados – na parede? um corpo dependurado não é sinal de morte ou
de prisão?
não compreendo a
tua noção de liberdade. detesto a escuridão estampada na parede fria de cada
noite.
se mexeres as
mãos elas sangram. doem-te.
de
onde vem tanto sangue?
alegra-me nesta data tão livre isto: liberta o teu corpo da parede. gosto de te ver de braços
abertos, mas detesto a tua cara de sofrimento estampada neste dia tão feliz!
(seria
por isso que a freira não matou o pai?)
percebeu depressa que não há nada
de mais profundo e integrante do que o enigma da existência.
está explicado aquele sorriso
amarelado; ironia bacoca!
ao fundo da
nossa rua ouve-se a cigarra vistosa que ensanguentou todas as memórias.
gostava de ser como a água: com mais liberdade de movimentos. chegaria – muito mais facilmente – bem junto da porta principal do céu. onde a luminosidade é muito mais branca; sem tremuras, à tarde, e estupidamente pintada de azul, à noite.
o último momento é um momento de
liberdade.
parece-me
reconhecer aquela cidade de sonho.
segunda-feira, 22 de abril de 2019
residir na opressão da demanda
nós;
amanhã? sei lá!
existirão
astronautas prontos a procriar
passagens
entre arquitetos do futuro?
– sabes que os arquitetos do porvir
acabam a desenhar
(eternamente)
casas
mórbidas,
pois sabes? –
tens
razão! só
há
cosmonautas radiantes; remotos
no
universo
– brincando nas suas munições simétricas;
gozando
com a nossa solidão urbana
(reino
da modernidade; dizem:
cidade
em movimento) –
lá
de cima os olhares desconhecem residentes
de
silêncios; de calmias amarguradas.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
noite do homem
na minha morte
quero arrastar-te comigo. gostava muito que fosse como até agora: com paixão.
sabes:
o medo transfigura-nos – e nós nunca tivemos medo. que me lembre; mesmo que se
visse!
não
tenho uma explicação para o mundo; nem complicada, nem simples. não tenho
pronto! adorava ter. porque estar errado é mentir. e, mesmo que seja
inconscientemente, detesto a mentira.
aquilo que fomos
já está enterrado. não acreditas? olha o luar. e as sombras brancas que ele
desenha.
(vês alguma coisa?
o
dia nasceu.)
dantes, quando
tudo era belo, sereno e amplo, era deus. só. deus e o espaço. sempre aberto.
depois, vieram os homens; os homens que criaram religiões; religiões que
construíram muros, barreiras entre o espaço, separações entre os homens e o
espaço belo, sereno e amplo, religiões que construíram meros intermediários
entre os homens e deus.
cada religião construiu o seu muro mais alto do que
o da outra religião, com pulcritudes cada vez maiores que tapavam a beleza de
deus
(a serenidade do espaço e amplitude
que mostrava deus aos homens).
que chega de
mansinho.
encara a ilusão
que transpostas há tempos; infinitos: fomos deixando esquecido pelos pesadelos
quase brancos que intensificaram as mulheres bonitas contra os nossos desejos.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
sexta-feira, 12 de abril de 2019
artistices vimaranenses
O espaço público é meu ou é teu?
Posso fazer dele
o que quero, como quero e quando quero?
Por mim - turista
desta vida onde acontecem as maiores parvoíces do universo –, e sendo dos que acredita que as parvoíces ficaram todas perdidas nos buracos negros (felizes e destruidores de nós e do devir), só posso dizer; sem medos: estamos em Guimarães. Terra de artistíces (não
escrevo artistas, que fique bem claro!), terra de chicos espertos e terra de destruidores
das coisas de todos.
Nesta primeira publicação
de artistices vimaranenses está em disputa uma torta de Guimarães para quem
identificar esta engenhoca que a foto regista e para
quem for capaz de impedir uns certos chicos espertos de fazerem de conta que gostam de
um território fabuloso; cruzando-o de bicicletas, as mais caras e vistosas do
mercado.
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