domingo, 4 de outubro de 2015

Corpos encaixotados; alinhados. A estrada vazia

As promessas de transparência e de participação dos novos canais de comunicação revelam-se ocos enquanto estiverem subjugados à política do poder do dinheiro e dos grandes consórcios.
Ernest Hillebrandt, politólogo, in Revista Politica, dezembro 2013
O poder é terrível, mas aqueles que abusam dele são muito mais terríveis.
O quê?
Lembras-te daquele gajo que levava as malas do chefe…
Se lembro! Era gajo a quem só faltava ter na mão uma caixa de graxa. Filho da mãe!
Filho da mãe, mesmo! Depois atirou-se ao chefe; feito bobo!
Deixemo-lo em paz; coitado! Nem ele já sabe onde anda; não merece que se ponha um pedaço de tempo na sua insignificância.
Eia! Que exagero!
O tipo anda por aí…
Pois anda. Há quem adore dividir para reinar e, por isso, mexa, remexa, faz que faz e não faz; diz-que-diz e nada diz e adore divertir-se, pondo uns contra os outros, para dizer que sem a sua ação seria o caos.
Ui! De que falamos?
Tu sabes; como sabes muito bem que há malas tão pesadas que se perdem em fretes e insinuações feitos letra de forma…
Não me digas?
Que posso dizer? A estrada continua vazia.
De que falamos?
Não sabes? A estrada continua vazia.

sábado, 3 de outubro de 2015

Os sapatos estão tão limpos

Pais espertos colocam um filho na JSD e um filho na JS para um deles safar-se sempre e ajudar sempre o irmão.

O Inimigo Público, 15.10.02

Dores que nos matam o futuro

imagem: opanorama.pt
Nunca os humores do eleitorado foram tão escrutinados, comentados, rejeitados, qualificados de impossíveis e injustos ou recebidos com alívio e gratidão, conforme das convicções de cada um.
Editorial, Público, 15.10.02

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Brilhante vingança

Sento-me na cidade e ouço
O rumor dos ossos e não tenho medo
Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo
 Guimarães aprovou, em reunião do executivo municipal (a votação da assembleia municipal foi só uma birrita politica), por unanimidade (sublinho: por unanimidade) a proposta de um contrato programa com A Oficina, para que esta promova e faça a gestão de equipamentos do município vimaranense, “afetos a atividades socioculturais, bem como a programação artística”, coisa que implica “a revogação do contrato de comodato” que a câmara vimaranense tinha celebrado com A Oficina.
Sublinhe-se outra vez: esta decisão foi tomada por unanimidade.
Se a partir de agora os senhores da coligação de direita que vai matando Portugal (acaba neste fim-de-semana, não é?) vierem dizer alguma coisa contra as realidades boas que vão continuar lá em cima em Vila Flor, vamos todos atirar pedras aos senhores.
Fica combinado?

Olhar do silêncio II

foto: esquerda.net
A austeridade é a mais do que a senha da catástrofe económica e social portuguesa. É também o nome da estratégia de acumulação de riqueza em toda a Europa e a própria forma de integração europeia dos países da periferia da União.

Do programa do Bloco de Esquerda Legislativas 2015 (capítulo 1 desobedecer à austeridade)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O gajo do canto

É preciso agitar esta desordem
beber a turbulência que há dentro da paz
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
foto: reflexo.pt
José Nobre é responsável pelo futuro da Casa da Memória.
Grande notícia! Grande pontapé no marasmo instalado. Garantia de trabalho sério.
Ah! E é já em março! Que dia escolhido para a abertura de portas! não sei porquê, mas 19 de março não foi nada inocente.
De qualquer forma, sou dos que nem hesitam um segundo:
com José Nobre haverá uma Casa da Memória em Guimarães.

O real não mente

A aceleração cria um vácuo que entontece
parece reunir tudo ou renascer do fogo
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
foto: fotos.noticias.bol.uol.com.br
Samuel Silva, escreve na edição semanal (reflexodigital, 15.09.24) do Reflexo que “seria o momento de começarmos a prestar atenção a este fenómeno [do exagero do preço das rendas em Guimarães], para que se possa discutir qual o tipo de papel podem ter os poderes públicos no sentido de regular o desequilíbrio que começa a manifestar-se”.
É uma questão que merece reflexão, sem dúvida! Mas, sinceramente, não acredito que, por Guimarães, a coisa não passe de um desejo; só um desejo por concretizar.