domingo, 10 de maio de 2015

No bosque escuro

Passos considera Dias Loureiro um empresário bem-sucedido, Oliveira Costa um banqueiro ético,
Isaltino um autarca modelo e
Duarte Lima o advogado mais impoluto desde Lincoln.

o Inimigo Público, 16.05.08

sábado, 9 de maio de 2015

O tempo jamais sente a passagem

Pertenço a uma geração – ou antes a uma parte de geração – que perdeu todo o respeito pelo passado e toda a crença ou esperança no futuro.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Guimarães terá, espera-se que muito brevemente, catalogadas as “áreas com níveis de exposição sonora” que ultrapassem o regulamento geral do ruído. E isso é muito bom.
Mas, para que a iniciativa saída da vereação de Amadeu Portilha atinja o excelente, importa passar (já) da identificação à ação. É verdade que há (já), no terreno, alguns sinais encorajadores. Gosto, por exemplo do desafio Zonas 30. Mas importa que outros surjam.
Há nesta decisão política, que me parece premente, um ar de visão de futuro. Dou um exemplo de cariz pessoal: gosto de correr ali por entre os espaços da horta pedagógica e ao longo da variante até ao caminho real; gosto muito mais das hortas onde tudo é mais calmo (em termos de ruído, atenção!).
Ou seja, a constatação já feita pelo município de que os eixos viários se encontram “em níveis recomendáveis de exposição ao ruído” melhorarão, de certeza, com esta medida saída da vontade política de Amadeu Portilha de “plantação de árvores junto às principais vias como barreira acústica”.
E isso é excelente; melhora o sossego citadino, acalma (mais) as pessoas e faz subir a qualidade de vida. Em suma, será um excelente movimento contra o ruido que vai matando lentamente.

Ah! Só uma nota final: correr no parque da cidade (lá mais para cima) é muito mais sossegado, só se ouve o silêncio.

Elegância bravia

Não te esqueças que a moda do umbigo inaugurou o novo milénio! Como se alguém, nessa data simbólica, tivesse levantado um estore que, durante séculos, o tivesse impedido de ver o essencial.
Milan Kundera, in A Festa da Insignificância

Na cidade de Vila Nova de Famalicão – aquele município dormitório do Porto e que, dizem os meios de comunicação local e regional perfeitamente à mão das vontades politicas que pagam favores (Ui!, onde é que já vi isto?), que é um “município amigo das pessoas” – há, nas ruas (na grande maioria delas), uma marca no chão, com cerca de um metro de largura (com muita visibilidade e uma bicicleta espetada a tinta branca de cinco em cinco metros) que, suponho, seja uma pista para bicicleta, mas coitadas!, deve ser impressão minha porque por ali elas não passam. Podiam, mas não circulam; por mais que o executivo que lidera o município que vive a pensar nas pessoas diga o contrário.
Numa destas manhãs até eu de carro tive dificuldades em circular numa rua que sobe até à estação ferroviária.
Se isto é uma ciclovia! Vou ali e já venho; de carro, porque de bicicleta não se passa e eu não tenho o dom dos milagres que afastam carros do sítios que não lhes pertencem. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Manter identidade

Reconheço hoje que falhei,
às vezes, de não ter previsto que falharia.
Fernando Pessoas, in Livro do Desassossego
foto: prof2000.pt
Caldas das Taipas merece ser reabilitada?
Ui! que pergunta!
Claro! A área urbana da vila termal precisa como pão para a boca (como gosto desta expressão na politica!) de uma regeneração. Porque a vila está gasta, quase carcomida e o seu centro é o espelho de quem diz que a dirige.
Ela avançará, entre a avenida da República e a rua da Charneca, ou seja, a velha Taipas vai-se embora. Espera-se que (algumas) as memórias vaidosas também sejam apagadas.
Ena!
Para além de este passo em frente demonstrar (clarinho, clarinho) como Bragança e Constantino se levantam em lugares públicos para dar abraços efusivos, ele prova que havia pelas Taipas gente que dormia na forma!
Não, não estou a exagerar! E havemos de falar disso, daqui a ano e meio.
Só um pormenor de rodapé: os dorminhocos de Caldelas têm muitas cores. Até as cores (ditas) progressistas. Não sei porquê! Há quem diga que tem a ver com castas, mas como de castas só conheço as das videiras…
Ah! Pois é! Também as há na India.

Como?

Não há razão forte para que reduzamos a TSU para as empresas. Preferia que a redução fosse também temporária, como é para os trabalhadores.
Pedro Nuno Santos, Público, 15.05.02

Este senhor não é um incondicional apoiante do senhor António Costa?