domingo, 10 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
O tempo jamais sente a passagem
Pertenço a
uma geração – ou antes a uma parte de geração – que perdeu todo o respeito pelo
passado e toda a crença ou esperança no futuro.
Fernando
Pessoa, in Livro do Desassossego
Guimarães
terá, espera-se que muito brevemente, catalogadas as “áreas com níveis de
exposição sonora” que ultrapassem o regulamento geral do ruído. E isso é muito
bom.
Mas, para
que a iniciativa saída da vereação de Amadeu Portilha atinja o excelente,
importa passar (já) da identificação à ação. É verdade que há (já), no terreno,
alguns sinais encorajadores. Gosto, por exemplo do desafio Zonas 30. Mas importa que
outros surjam.
Há nesta decisão
política, que me parece premente, um ar de visão de futuro. Dou um exemplo de
cariz pessoal: gosto de correr ali por entre os espaços da horta pedagógica e
ao longo da variante até ao caminho real; gosto muito mais das hortas onde tudo
é mais calmo (em termos de ruído, atenção!).
Ou seja, a
constatação já feita pelo município de que os eixos viários se encontram “em
níveis recomendáveis de exposição ao ruído” melhorarão, de certeza, com esta
medida saída da vontade política de Amadeu Portilha de “plantação de árvores
junto às principais vias como barreira acústica”.
E isso é
excelente; melhora o sossego citadino, acalma (mais) as pessoas e faz subir a
qualidade de vida. Em suma, será um excelente movimento contra o ruido que vai
matando lentamente.
Ah! Só uma
nota final: correr no parque da cidade (lá mais para cima) é muito mais
sossegado, só se ouve o silêncio.
Elegância bravia
Não te
esqueças que a moda do umbigo inaugurou o novo milénio! Como se alguém, nessa
data simbólica, tivesse levantado um estore que, durante séculos, o tivesse
impedido de ver o essencial.
Milan
Kundera, in A Festa da Insignificância
Na cidade
de Vila Nova de Famalicão – aquele município dormitório do Porto e que, dizem
os meios de comunicação local e regional perfeitamente à mão das vontades
politicas que pagam favores (Ui!, onde é que já vi isto?), que é um “município
amigo das pessoas” – há, nas ruas (na grande maioria delas), uma marca no chão,
com cerca de um metro de largura (com muita visibilidade e uma bicicleta
espetada a tinta branca de cinco em cinco metros) que, suponho, seja uma pista
para bicicleta, mas coitadas!, deve ser impressão minha porque por ali elas não
passam. Podiam, mas não circulam; por mais que o executivo que lidera o município
que vive a pensar nas pessoas diga o contrário.
Numa destas
manhãs até eu de carro tive dificuldades em circular numa rua que sobe até à
estação ferroviária.
Se isto é
uma ciclovia! Vou ali e já venho; de carro, porque de bicicleta não se passa e
eu não tenho o dom dos milagres que afastam carros do sítios que não lhes pertencem. sexta-feira, 8 de maio de 2015
Manter identidade
Reconheço
hoje que falhei,
às vezes,
de não ter previsto que falharia.
Fernando
Pessoas, in Livro do Desassossego
Ui! que
pergunta!
Claro! A
área urbana da vila termal precisa como pão para a boca (como gosto desta
expressão na politica!) de uma regeneração. Porque a vila está gasta, quase
carcomida e o seu centro é o espelho de quem diz que a dirige.
Ela
avançará, entre a avenida da República e a rua da Charneca, ou seja, a velha
Taipas vai-se embora. Espera-se que (algumas) as memórias vaidosas também sejam
apagadas.
Ena!
Para além
de este passo em frente demonstrar (clarinho, clarinho) como Bragança e
Constantino se levantam em lugares públicos para dar abraços efusivos, ele
prova que havia pelas Taipas gente que dormia na forma!
Não, não
estou a exagerar! E havemos de falar disso, daqui a ano e meio.
Só um
pormenor de rodapé: os dorminhocos de Caldelas têm muitas cores. Até as cores
(ditas) progressistas. Não sei porquê! Há quem diga que tem a ver com castas,
mas como de castas só conheço as das videiras…
Ah! Pois
é! Também as há na India.
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