quinta-feira, 9 de abril de 2015

Olhar (local) do silêncio III

Se até ao momento, não tivemos a ligação ao Avepark e a requalificação da [estrada] 101, foi porque o poder político assim o entendeu.

Alfredo Oliveira, editorial Reflexo, abril 2015

Viva o rio de Couros


O rio Ave está poluído?
Muito poluído?
Muito poluído, muito poluído;
mas mesmo muito poluído?


Que nome(s), adjetivo(s) – sei lá! –, se pode dar aquela
ribeira de Couros
(ontem, dia 8 de abril, pelas 20 horas)?



quarta-feira, 8 de abril de 2015

A culpa mata os amantes

É mau existir no chão aquilo que ilumina.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Escreve Ascenso Simões (i, 15.03.23) que há que reagrupar os municípios. Ninguém consegue encontrar as razões que estiveram na base da consagração da nomenclatura das unidades territoriais.
Escreve António Cândido de Oliveira (Diário do Minho, 15.03.25) que apesar de “mortos”, os distritos são poderosos. É através deles, como alguém lembrava numa palestra na semana passada, em Braga, que se elegem os deputados para a Assembleia da República.
E Ascenso Simões diz (i, 15.03.23) que há que voltar a fazer coincidir os círculos e os subcirculos eleitorais com os distritos e com as NUT III.
Ah! António Cândido de Oliveira (Diário do Minho, 15.03.25) também escreve que há dois “distritos” Braga A e Braga C. A pergunta põe-se naturalmente. Que vantagens houve em dividir o distrito de Braga em dois?

E o povo deste imenso (e fundamental território) de entre o Cávado e o Ave o que diz?
O mesmo povo que sabe que a região do Ave é a que, a norte, domina a economia, mais empregos cria e que mais exporta.

Então, mais do que injetar fantasmas em corpos mortos, não será vantajoso “reagrupar os municípios”, fazendo, por exemplo a grande cidade do Ave?

E que tal seguir (mesmo) em frente e aprovar aqueles círculos eleitorais – como é mesmo o seu nome?

Olhar (local) do silêncio II

foto: catarina morais (zerozero.pt)
Acho importante para o Minho ter dois clubes fortes e que exista uma rivalidade saudável.
Júlio Mendes, Ataque (JN), 15.04.04

terça-feira, 7 de abril de 2015

Olhar do silêncio II

gravura: epochtimes.com.br
Tão perigosas são as mensagens que se tenta passar: em primeiro lugar, que quem defende políticas de reversão da tragédia social, ou até humanitária, só pode ser um radical de extrema-esquerda (quando ainda há pouco seria visto como um moderado social-democrata); em segundo lugar; que quem está numa posição de fragilidade não pode fazer outra coisa senão ser subserviente e aceitar tudo o que lhe é imposto.
Sandra Monteiro, le Monde diplomatique, março 2015

A sobrevivência humana é um exagero

Temos a chave das latrinas e tal é suficiente para ter o domínio da casa e aí começa a tua ambição que vai ao centro da cidade, dá a volta e bate depois com a cabeça contra a parede.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
São deitados para o lixo – sublinhe-se com mágoa – para o lixo, todos os anos 1,3 milhões de toneladas de alimentos.
São arremessadas tantas toneladas de alimentos para a lixeira onde?
Na União Europeia, meus senhores!
Na Europa que sempre se diz rica e solidária; a mesma Europa que quer lá saber que 200 milhões de pessoas noutras paragens do globo deixem de ter fome.
Que mundo civilizado este!
Que europa da treta esta!
Ah! É o mundo que dá lucro a alguns e mata tantos e tantos! É a europa que só alguns querem.

Segundo a FAO “deitamos fora cerca de um bilião de euros por dia em alimentos desperdiçados (…), contudo, ao mesmo tempo, estima-se que existam cerca de 805 milhões de pessoas com fome”.

Olhar (local) do silêncio

Os sócios sabem que têm pela frente mais três anos de uma liderança que não vai sair do caminho traçado, que passa por reconquistar a sustentabilidade e a regularidade do ponto de vista desportivo e financeiro.
Júlio Mendes, Ataque (JN), 15.04.04