sexta-feira, 20 de março de 2015

Choque inevitável

O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
Martin Luther King
No texto que o jornalista Joaquim Martins Fernandes assina no Diário do Minho (15.03.12) – Autarca de Guimarães defende subida de ordenados no têxtil – podemos ler que Domingos Bragança, o edil do território vimaranense, defende “um modelo de competitividade para o têxtil e vestuário assente numa subida compatível com as qualificações dos trabalhadores do setor e que permita aos jovens qualificados terem condições financeiras que lhe permitam fixarem-se” por cá.

Foi uma (grande) resposta à Associação do Têxtil e Vestuário de Portugal que – mais uma vez, caramba! – veio a público dizer que há “várias empresas que não encontram no mercado profissionais qualificados para os quadros superiores e intermédios que pretendem contratar”.

Lugar de aflitos

A vida é curta para que me ensodes misérias várias pela goela abaixo.
Ruy Cinatti, in antiguidades burlesco-sentimentais
foto: revistaepoca.globo.com
Então!? Qual é, meu caro, a tua desilusão sobre a Europa?
Andas mesmo distraído, não andas?
Talvez, quando ouço que a senhora Merkel foi uma segunda escolha; uma escolha conveniente…
Pois tens razão. O tempo e a pressa de viver fazem-nos esquecer as coisas simples. Dizias tu que…
Que a Europa está no fim. Coisa que não nos deve espantar, obviamente! Desde logo, porque aquele senhor alemão que manda na Europa, o senhor que, infeliz e lamentavelmente, vive numa cadeira de rodas, só pensa no seu país.
Achas?
Não acho, tenho a certeza. Por isso, aquilo que Manuel Carvalho da Silva (que belo presidente da República portuguesa podia ser!) escreve no Jornal de Noticias (15.03.14)
Pouco a pouco, a União Europeia (UE), ou a Zona Euro, está transformar-se numa estranha espécie de federação – uma federação do poder financeiro e económico, construída à margem das opiniões e interesses dos cidadãos, uma UE desprovida de instituições realmente democráticas.
É oportuníssimo!
Talvez tenhas razão! Já agora olha para o que Nicolau Santos escreve na última edição do Expresso (Economia):
A produção industrial na Europa, com exceção da Alemanha, está em colapso. O que quer dizer
1)       Que a moeda única favoreceu o modelo alemão (exporta a preços mais competitivos do que se o fizesse com base no marco alemão
2)       A crise rebentou com a indústria na generalidade dos países europeus.
Esperar que isto não tenha consequências é uma ilusão perigosa.
Estás a ver?

Só quem não quer é que não vê…

quinta-feira, 19 de março de 2015

Morte anunciada

O tempo é isto: não se vê, não ocupa lugar, é imaterial, mas faz apodrecer, envelhecer a madeira e os homens.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos
Eu não disse?
A AMAVE vai ser extinta.
Era inevitável!
E agora que o município que a suportava – a sede era lá em cima na capitão Alfredo Guimarães – decidiu que já chega, morre de vez.

Uns diriam paz à sua alma! Por mim, constato a confirmação de uma realidade que já tem anos.

Uma pedra no caminho e o passado

Isto está tudo ligado. Quando o povo se farta deles, normalmente eles estão fartos do povo.
Ângela Silva, E, 15.03.14
Na habitual rubrica do semanário Expresso, Sobe e desce, fica sempre claro como anda a realidade politica e político-partidária em Portugal. Raramente a coisa bate errado.
Na última semana, mais uma vez, caramba!, é o PS que desce. Pela mão de Bernardo Ferrão o líder parlamentar socialista, Ferro Rodrigues, vai de cabeça para o chão. Porquê. Simplesmente porque
No debate quinzenal foi evidente o que muitos dizem na bancada do PS. Faltou-lhe habilidade política no confronto com o PM. Aliás, tornou a passagem de Passos Coelho pela AR um confortável passeio.
Que tristeza! O PS sem capacidade de dizer o óbvio: o primeiro-ministro de Portugal não presta. O povo que sofre há muito que sabe isso. Infelizmente!
Será por isso que Ana Gomes afirma (E, 15.03.14) que o PS
tem de trabalhar mais, ser mais interativo e há questões em que precisa de ter uma estratégia”?
De certeza absoluta.
Tal como, aliás, escreve Luís Osório (editorial do i, 15.03.14):
António Costa, como diz José Gil na conversa que hoje publicamos, está a um passo da derrota. Uma derrota impensável há meses. (…) António Costa fala como se estivesse cansado de existir.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Olhar (local) do silêncio II

A cidade de Guimarães é conhecida pela sua história e pelo bairrismo da sua população, orgulhosa da sua urbe ter sido o “Berço de Portugal”. Esse bairrismo estende-se ao futebol, com o incondicional apoio ao Vitória de Guimarães, quando a designação registada é Vitória Sport Club.
Ademar Costa, Fugas, 15.03.14