segunda-feira, 16 de março de 2015

Olhar (local) do silêncio

Os turistas teriam a vida mais facilitada se o executivo camarário de Guimarães adotasse o sistema de placas identificativas dos monumentos e equipamentos mais emblemáticos da cidade.
Ademar Costa, Fugas, 15.03.14

discursos bolorentos

Sucessivas ondas de indignação, de diferentes proveniências, trouxeram à costa o cadáver da política.
António Guerreiro, atual, 11.07.16
foto: rr.sapo.pt
Sim!, eu sei. De seguida virão muitos farejadores de desejos vazios dizer que só leio certos jornais. Paz à alma da sua ignorância!
Começo pelo excelentíssimo comendador Marques de Correia e o seu belíssimo texto (como sempre, senhor comendador!) no E – aquela distorção miscelânica que o Expresso criou para compilar a beleza do atual e a coisa chamada Revista, a da encenação social!
O presidente farejador é uma raça relativamente rara mas útil. Mal lhe cheira a eleições, aponta-as, mas nem sempre as marca.
Posso, senhor comendador, transcrever estas palavras de Maria Helena Magalhães, inscritas na edição de fim-de-semana do jornal i? Parece-me que darão uma ajudinha à ideia presidenciável.
Obrigado.
(Senhor comendador, se puder, faço-lhe um pedido: venha até terras de D. Afonso; terá por cá grandes compinchas.)
Então cá vão elas:
Temos um presidente da República, pensionista, que entende que pagar ou não pagar contribuições para a Segurança Social é uma questão menor; apenas empolada por “jogadas político-partidárias.

Preocupação para o primeiro rei

Já há jihadistas fanáticos do Governo português que destroem com bulldozer antigo país com 900 anos chamado Portugal.
O Inimigo Público, 15.03.13

domingo, 15 de março de 2015

morrer no fio da corrente

qual foi a asneira nascida da tua mão? andar
com os olhares presos nas verdades vazias? circular
à volta das tuas (tão tensas) ilusões? abraço
o tempo na vontade em trazer-te de volta!

(tu não sabes de que se fazem as fissuras na panela da noite)

há um corpo atravessando o rio da folia dos dias; interroga
pela justiça do viver; nunca sentiste a porta
do futuro! nunca partiste à invenção de ti. amanhã
dirás que exististe. nunca esqueças
os novos corredores da morte; a noite não ouviu; seguiu
em frente, entre silêncios tu nada disseste; espero
por ti. posso? qual foi a asneira? abraço
tempo na vontade em trazer-te de volta!

(tu não sabes de que se fazem as fissuras na panela da noite)

Revolta seguinte

Sinto um fim de doçura súbito na alma.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Assiste-se a uma dinâmica no Teatro – perdão, é com H! – Circo que começa a enervar. A enervar não, temos que ser realistas, a fazer inveja.
Com calma e sem leituras perversas (ou enviesadas), a verdade é que o Theatro Circo de Braga começa a dar sinais que vai de vento em popa.
Eu gosto de Braga, e não tenho medo de o dizer, mas como vimaranense, começo a olhar de lado para este crescimento de importância.
Sei muito bem quem o dirige, programa e faz coisas lindas. Já o fez em Famalicão!
Mas quero ver (mais) coisas lindas em Guimarães.