quinta-feira, 12 de março de 2015

Olhar do silêncio IV

Foto: euro2day.gr
A Alemanha está a travar o crescimento da zona euro.
Ewen Cameron Watt, diretor-geral do Instituto de Investimento da Black Rock, Expresso (Economia), 15.03.07

Olhares de vergonha

foto: dezanove.pt
Entretidos na roda da noite
os vagabundos dormem lá em baixo
nas galerias trovejantes
Ingeborg Bachmann, in O Tempo Aprazado

Lendo o Jornal de Noticias do último sábado deparo com este título: já é proibido discriminar transsexuais no trabalho. E pergunto-me:
O quê?
Onde?

Ena! É no meu país. Até que enfim! Nem tudo é o caos no país de Pedro e Paulo.

quarta-feira, 11 de março de 2015

À porta do futuro

Olha na direção do grito. Alguém se atirou ao rio.
Milan Kundera, in A Festa da Insignificância
A UM Cidades, uma plataforma da Universidade do Minho, presidida pelo vice-reitor José Mendes, foi escolhida pela União Europeia para promotor em Portugal do European Green Leaf Award, isto é, um prémio europeu (recentemente criado) que distinguirá “em cada ano, pelo menos uma cidade europeia com assinalável desempenho ambiental”. Ena! Como gosto desta notícia!
E logo num dos meses mais importantes em termos ambientais, como é o dia da Floresta e da Água.
Floresta e água? Ups! Coisas para pesarem imenso numa capital verde, não é?
Espera! Isto anda tudo ligado, não anda?
Bem que dizia o vereador Amadeu Portilha, na apresentação do projeto Guimarães Cidade Verde, no âmbito das comemorações dos 1.089 anos de Creixomil: “hoje vivemos um novo tempo”, um tempo que “tem a ver com a qualidade de vida”.

Olhar do silêncio III

foto: expresso.sapo.pt
Há um constante resvalar do debate político. Poucas ideias, raras estratégias, muito barulho e imensas acusações. Nada disto é saudável.
Henrique Monteiro, Expresso, 15.03.07

Ganhar a que preço?

Bem sabemos que a democracia no nosso país tem muita opacidade e hábitos muito poucos democráticos.
António José Seguro, in Compromissos para o Futuro
gravura: impactogranja.com
A credibilidade de um líder de um partido político decorre grandemente da capacidade de mobilização em torno de um projeto comum e exequível, escreve José Fontes, no jornal Público (15.03.06).
Todos, certamente, estamos de acordo com estas palavras. E então em momentos de desnorte politico como o que vivemos em Portugal!

Miguel Sousa Tavares (Expresso, 15.03.07) pergunta “quem terá a coragem de dizer toda a verdade aos portugueses e prometer governar de acordo com essa verdade? Quem, quem reclama o nosso voto em branco e porquê?”
São duas perguntas tremendas; perguntas que fazem todo o sentido quando olhamos na direção do vazio que grassa nas lideranças político-partidárias em Portugal.

No jornal Público, edição de aniversário, Áurea Sampaio escreve: “cada vez mais vigiados e escrutinados por cidadãos e media, com dificuldades em seguir uma agenda própria e quase sem espaço temporal de decisão, os políticos vivem no eterno pânico de ser perderem nos circuitos do timing”.
Confirma-se, portanto, não é líder político quem quer (ou acha que o pode ser seja a que preço for e da forma que quer). Pelo menos com classe e qualidade.

E depois ainda há quem se admire com as realidades que as sondagens vão mostrando. Esperemos pelas próximas!