segunda-feira, 9 de março de 2015

Olhar do silêncio

Vergonha já não chega. É preciso julgamento. Só quando há culpados e inocentes há justiça. Só há crime quando há criminosos.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 15.03.07

Na coragem da rutura mantem-se a dignidade

A dignificação da política é crucial para o reforço da relação de confiança entre eleitos e eleitores e, por essa vida., para o aumento dos níveis de envolvimento dos jovens na política.
António José Seguro, in Compromisso para o Futuro
Foto:Gonçalo Delgado (Global Imagens)
Quando leio que o médico Serafim China Pereira abandonou a presidência da câmara de Cabeceiras de Bato e voltou à suas funções anteriores, há duas realidades que não posso esquecer.
A primeira e a mais importante, é a integridade do Homem.
A segunda é constatar que na mesa de onde China Pereira anuncia a sua saída há água nascida em Guimarães.
Gosto da naturalidade das coisas puras e simples!.

E entre a Penha e Cabeceiras vai a transparência e a naturalidade da verticalidade.

domingo, 8 de março de 2015

Partidos e gatos

Quanto mais misturas o café
com o açúcar mais ele te sabe a amargo.
Ruy Cinatti, in Antiguidades burlesco-sentimentais
Os partidos não param de se afirmar como sociedades fechadas. Assim, não conseguirão conquistar novas simpatias; novas adesões. Não admira que cada vez mais pessoas lhes virem as costas, cada vez mais cidadãos não se revejam naquelas caixas-de-ressonância com ecos estranhos…
Exagero!
Pergunte-se a um qualquer militante dos grandes partidos se é tido ou achado nas escolhas dos seus representantes nas decisões magnas partidárias. Ou na elaboração da lista daqueles que representam os cidadãos do seu circulo eleitoral. Ou na elaboração das listas aos órgãos autárquicos.
Calma! Assim ainda perdes o fôlego! Os partidos não se fazem de militantes, mesmo que estes sejam o coração e o sangue circulante?
O que vemos é uma máquina trituradora que esmaga escolhas; pessoas que pensam, principalmente ideias a esbarrem na vaidade que (dizem) define politicas
Como estás a exagerar!
Nem penses! Como andas distraído…
Pronto! Os tempos são duros; complicados (só para alguns), mesmo sendo tempos que cruzam todos; militantes ou não.
Que tal darmos a palavra ao padre António Vieira? “como hão de ser as palavras? Como as estrelas. As estrelas são muito distintas e muito claras”.
Ou seja, seguindo a ideia de António Vieira, os partidos são feitos de estrelas, muito distantes?
E não é? Por isso não ouvem e não conhecem os seus militantes, quem lhes dá a vida de que precisam para sobreviver.
Por isso, as lideranças se fecham em conventos ou hotéis. Onde se paga para entrar ou exige identificação junto de seguranças Quando os partidos viverem só com estrelas têm o seu universo será tremendo.
Achas? Não olhas mesmo para o que te rodeia.
É por olhar que estou a sofrer…

Palco moderno

Não há céu para os animais que não levantam a cabeça.
Gonçalo M. Tavares, in animalescos

Guimarães vai alargar ao resto do concelho aquilo que, tendo sido uma experiência interessante, é já, sem nenhuma dúvida, uma bela realidade: as hortas pedagógicas.

Não só gosto da ideia, como considero que a rede municipal de hortas comunitárias (cujo regulamento foi aprovado recentemente) será um sucesso que tirará mais vimaranenses de casa e das dores que certos senhores, liderados por Pedro e Paulo, lhes impõem.

sábado, 7 de março de 2015

Sonhos do passado

O direito de blasfemar (ou ofender de outras formas) é fundamental para a ordem democrática.
Ross Dom, Die Zeit, 15.01.07
imgaem: cm-barcelos.pt
Quadrilátero Urbano, “pode ser motor de recuperação económica”. Quem o diz é o presidente de câmara de Braga, que faz questão de acrescentar que aquela associação quase-minhota-sem-ser-minhota, pode ser “um dos motores capazes de retirar o país da crise que atravessa”.
Ups! Há afirmações que fazem doer todas as entranhas!
Já Paulo Cunha, presidente de câmara de Vila Nova de Famalicão, limita-se a aproveitar o encontro para dizer que dali – perdão!, daquela associação que se dissolverá mal terminem os fundos comunitários – “uma cidade pode evoluir para além dos limites geográficos do concelho”.
Gosto. Palavra que não me sai da cabaça a ideia há muitos anos da “grande cidade do Ave”, desde os primeiros estudo da Quaternaire Portugal sobre a região.
Tudo isto aconteceu no debate promovido pelos alunos de administração pública da Universidade do Minho, isto é, o centro de estudos de administração pública (CEAP) da UM.

Ah! Tudo o que o Quadrilátero Urbano possa fazer é pouco para uma região que é fundamental para o futuro de Portugal.