terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Olhar do silêncio III

O «choque das civilizações» ainda é apenas uma possibilidade entre outras. a batalha que parece estar a começar na Europa, na Grécia e a seguir em Espanha, pode permitir esconjurá-la.
Serge Halini, le Monde diplomatique, fevereiro 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Verdadeiro por si mesmo

As ideias aparecem quando são necessárias.
Do caderno de José Saramago

Domingos Bragança é comendador.
É uma distinção da Academia Brasileira de Engenharia de Segurança do Trabalho.
E porquê?
Ora, ora, porque a assembleia nacional de engenheiros de segurança no trabalho do Brasil resolveu distinguir o exemplo da relação institucional entre a autarquia vimaranense e a universidade do Minho.
Excelente!
Como vimaranense só tenho uma pergunta: depois desta distinção ainda haverá algum militante do PSD de Guimarães que considere exagerada a relação da autarquia vimaranense com a sua universidade?

Se calhar até há! Mas, diria o meu avô: é nestas alturas que os ciúmes crescem; por todo o lado.

Olhar do silêncio II

gravura: entropia.blog.br
Depois de décadas a elogiar as virtudes do gratuito, do imediato, do descritivo e do emotivo, o jornalismo mainstream vê-se confrontado com o cansaço e a desfidelização de parte da sua audiência.
Sandra Monteiro, le Monde diplomatique, fevereiro 2015, E, 15.02.21

Olhar do silêncio

A esquerda derrete-se por um pensamento mágico, a direita para se exaltar precisa de uma orgulhosa e solitária epopeia.
Manuel S. Fonseca, E, 15.02.21

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Amanhã direi

Recolhe os cães. Lança os peixes ao mar. Extingue os tremoceiros.
Vêm aí dias difíceis.
Ingeborg Bachmann, in O Tempo Aprazado
1. Na habitual rubrica Altos & Baixos do semanário Expresso é a segunda vez num espaço curtíssimo de tempo que António Costa desce. Na edição de ontem Bernardo Ferrão justifica esta baixa de Costa por este insistir nos ataques a Poaires Maduro e escreve: “é mais um sinal da falta de estratégia do líder socialista, que enquanto discutia com o ministro nada dizia sobre Scäuble. No PS já se fala em desilusão”.
Não tenho nada a dizer sobre esta afirmação do jornalista do semanário dirigido pelo irmão de António Costa. Ou melhor, tenho: o senhor António Costa é o líder que a maioria dos simpatizantes quis para o PS.

2. Leio um texto de opinião de Sílvia de Oliveira no Dinheiro Vivo, também de ontem – Tsipras conseguiu, a partir de Atenas, aquilo que o PS ainda não tinha sido capaz d talvez nunca fosse: diminuir a autoridade de Passos Coelho – e não gostei. Nada. Rigorosamente nada
                (um parêntesis para dizer que comungo da opinião de Sílvia de Oliveira; o que não gosto é da realidade descrita).

3. Sem pretender brincar com a realidade atual do PS registo (apenas) o que oInimigo Público (15.02.20) escreve:
                Costa Defende perdão da Grécia igual ao perdão do Benfica que fez.

Nota final: Há muitos, mas muitos anos que sou apreciador da poesia da austríaca Ingeborg Bachmann