quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Moços de fretes da nossa história sofrida
Não gosto de tipos que se levam muito a sério, tipos de ar compungido a quem, certamente, mas também não quero ir ver, não cabe um feijão no apertado lugar onde o sol não brilha.
Manuel S. Fonseca, E, 15.02.07
Escreve Sílvia de Oliveira na edição de Dinheiro Vivo (15.02.14) que “agora sim, juntaram-se todos à esquina, Presidente da República incluído, na gasta concertina – mais uma vez, não vá não ter ouvido – de que Portugal não é a Grécia, de que nós, portugueses, somos muito diferentes dos gregos”.
Excelente afirmação! Cheia de razão e perfeitamente enquadrada nos olhares que têm que ser lançados sobre um país que tudo faz para se vergar a outro país, a Alemanha.
Claro que é, no mínimo, pouco recomendável esta atitude do presidente da República. Talvez por isso, Bernardo Ferrão (Expresso, 15.02.14) tenha colocado Cavaco Silva nos Baixos, escrevendo que ele “mostra uma colagem não só à linha o governo como à cartilha de Berlim”. Para, de seguida, perguntar: “será que é assim que se defende o projeto europeu?” e terminar com uma realidade que só quem não quer não vê: “não admira que a sua popularidade esteja uma vez mais em queda”.
É claro que Pedro Bacelar de Vasconcelos (Jornal de Noticias, 15.02.13) tem toda a razão: “o Governo, a maioria parlamentar que o sustenta e o Presidente da República portuguesa incomodados pela flagrante demonstração do fracasso das políticas que infligiram ao país durante os últimos anos, perderam a compostura e desataram a insultar o governo legítimo de outro estado-membro da União Europeia – a Grécia”.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Olhar (local) do silêncio
Domingos Bragança não joga à defesa, expõe-se e, como o próprio afirma, algumas declarações que vai produzindo são utilizadas pela oposição de uma forma descontextualizadas e simplesmente para alimentar polémicas desnecessárias.
Alfredo Oliveira, editorial Reflexo, fevereiro 2015
Uma nota de rodapé (fundamental) para enaltecer a bela iniciativa do jornal taipense no lançamento da sua edição digital.
Rochas fundas e a procura da luz
A politica
tal como a conhecemos entrou em declínio e tem os dias contados.
António
José Seguro, in Compromissos para o Futuro
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| foto: antoniocabral.com.pt |
Isso
diz o ministro que adora a mota.
E a sua resposta é fundamental para (todos, mas
mesmo todos) percebermos as dores que nos esperam; na velhice que se trata cada
vez mais, mais desencantadora.
Os
portugueses que cada vez se movimentam menos, estarão, nesta altura com uma
dúvida do tamanho do mundo nas suas cabeças dirão: porra! O que é que está mais forte?
Olhar do silêncio
Há um momento em que a frágil estabilidade de uma sociedade rompe e os setores vitais para o seu funcionamento começam a cair, como peças de dominó. A nossa, sustentada em carregar com dinheiro os problemas, começou visivelmente a ceder em setembro, com a trapalhada na abertura do ano letivo.
Domingos de Andrade, Editorial, Jornal de Noticias, 15.02.14
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