segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Afirmação da semana



Domingos Bragança é sócio do Vitória SC e
 do Moreirense, mas ainda não é sócio do CC Taipas.

Reflexo, fevereiro 2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Diário ardente

Se não houver um encontro, a história humana é a coisa mais absurda que há. O nosso desejo de viver é infinito; não há morte que acabe com ela.
Anselmo Borges, Jornal de Noticias, 14.12.26
Vou expelir algo, a seguir não sei! Quem saberá!
A entrada está gelada; a música perdeu-se (sonhei com tuiter nas colunas de um tempo em que o twitter aproxima de forma mais rápida; num tempo em que que olhar em frente se faz de cada vez mais riscos. O som (antes) era mais estridente? Talvez pela colocação ordenada, quase sempre certa do tuiter.
Levo-te?
Não? Não te conheço!
Sabes que o rio em Guimarães está fabuloso?
Qual? O das Taipas ou o de Creixomil?
Sei lá! Ainda não acertei o tuiter!

Nem penses em twitar o que acabo de escrever!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Festejar perigos?

Para vencer o escândalo, um papa deve ser escandaloso. Sobretudo se o escândalo ofende a fé, divide os crentes e oprime as almas.
Nuno Rogeiro, sábado, 14.12.30
Ponto prévio: apesar de nem tudo ser o que parece ou o que parece poder ser, faço questão de sublinhar que tudo o que venha do lado do Vaticano não deixará de nos dizer coisas. Por mais que (muitas vezes) nos digam o contrário.
Por isso, importa olhar para as novidades vaticanistas; e, porque não?, para as realidades mais afastadas do tempo. É que dali sai mais cor do que em qualquer arco-íris no deserto!

1.Sei bem que mesmo depois do último concilio – há quem diga que foi o mais importante e que ficou conhecido como concilio vaticano II – o óbvio não morreu: a igreja católica é igual aos partidos; vive de lóbis. Escolhe sempre na mesma roda; martiriza e cala quem ousa ser diferente. Mata pensamentos (ainda que discretos) que ponham em causa o satus quo.

2. Tenho a certeza que padres gordos, vaidosos, com placas anunciadoras de novos mercados vão ter que morrer como qualquer ser humano; tenham ou não fé. Eles são como todos os humanos: mortais.

3. Em entrevista a Helena Morte (Jornal de Noticias 14.12.26) Anselmo Borges, depois de vincar que “a igreja católica tinha caído numa miséria que era insustentável”, não tem dúvidas em dizer que o mundo, o nosso mundo, anda à deriva. E que, “além da crise financeira e politica, há uma crise moral e religiosa”. E, talvez por isso, “as pessoas sentem-se perdidas, desorientadas, no tédio e no vazio”. Pois é, e o mundo vaticanista que teima em manter-se será deste mundo?

4. Subscrevo as palavras de Nuno Rogeiro: “para vencer o escândalo, um papa deve ser escandaloso. Sobretudo se o escândalo ofende a fé, divide os crentes e oprime as almas”.

Ideia e perfeição tão simples

Se te inclinas nos dias inteligentes – entende-se como neles se forma a sede.
Herberto Helder, in Do Mundo
Fundamental para que Guimarães seja uma cidade verde é a despoluição da ribeira de Couros, sabes?
Urgente resolver as sistemáticas descargas naquela linha de água que atravessa, quase discreta, a urbe vimaranense, tu sabes?
Daí que falar da poluição no rio Ave, muito mais do que atirar areia sobre os imensos milhões investidos pela união europeia, estado português e autarquias da região do Ave, soe a discurso pouco sério…
Ui…
Não. Pensa bem: ainda ontem no final de tarde e com um vento agreste, fiz a minha corrida por entre as belezas da horta pedagógica; aquilo era um fedor arrepiante..
Era dos fertilizantes.

Era do que corria no leito da ribeira. Só quem não sabe o que é saneamento é que não sabe o que era aquilo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Desculpa, quem és tu?

À noite bebo água quieta, durmo as chamas desatam-se. E é com isso que sonho.
Herberto Helder, in Do Mundo
foto: esquerda.net
21 de janeiro. José Bastos, vereador da cultura da câmara de Guimarães, recorda – e muito bem – os três anos que já passaram sobre o estrondoso sucesso que foi a Capital Europeia da Cultura (CEC 2012) em Guimarães.
Nesse dia, o vereador da cultura vimaranense não teve dúvidas em referir, vincando-o como tinha que ser, que, graças à CEC 2012, Guimarães continua a produzir “mais e melhor cultura”.
E nem vale a pena, por tão óbvio, vincar o que o vereador disse na sua intervenção na reunião do executivo do dia seguinte – “Guimarães estimula o crescimento da sua economia criativa” – porque isso está à vista de todos (mesmo de quem insiste em inventar cenários catastróficos do fim da cultura em Guimarães), mas fundamentalmente porque, como José Bastos, sou dos vimaranenses que não tem dúvidas de que Guimarães é, indiscutivelmente, “uma cidade expandida económica, simbólica e convivialmente” assente na indústria, comércio locais, nas indústrias criativas e uma nova realidade cultural, cientifica e educativa que é mais reconhecida fora de Guimarães
Não? Olhe-se à volta e veja-se as imitações vizinhas do que de bom se vai fazendo por cá. 
Pena que os parceiros locais dos vizinhos digam o contrário, por cá.
Lamentavelmente eles insistem que não é por cá que se faz o futuro!