segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Caminhos para a prisão
Caminhos para a prisão – como gosto desta capa com foto de Miguel Oliveira! – é um livro que parte da tese de doutoramento da Sílvia Gomes.
Porque – confesso, sem medos, ainda não o li e por razões da grande proximidade que tenho com a autora – não emitirei neste texto uma opinião pessoal sobre o livro, ou melhor sobre o seu conteúdo.
Transcreverei um excerto do texto que Francisco Teixeira da Mota publicou no jornal Público (15.01.09): “o mundo prisional é uma realidade que se encontra escondida debaixo do tapete social. Normalmente, a sociedade prefere não saber o que se passa nas prisões, ignorando a vida dos seus habitantes”.
Ah! Gostei muito do texto que o Correio do Minho publicou na última quarta-feira. E sublinho o título da peça jornalística – de mãos dadas com o que escreve Teixeira da Mota: “exclusão social potencia crimes nos grupos étnicos”.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Que tempos
O quê?
Trocar umas ideias!?
Sim, olhar
nos olhos. Confrontar os medos que nos afastam. Precipitar a entrada nos nossos
desejos de afirmação. Abraçar a irmandade que sempre nos uniu e que, agora
teimosamente queremos destruir.
Destruir o
muro alto que separa as nossas moradas – já nem o tribunal é capaz de desfazer
essas sombras quase perenes!
Não achas!
Espera.
Continuas impávida e estupidamente a dizer que o mundo é teu?
Amanhã não
saberemos onde param os desenhos de liberdade que tão bem fazíamos. Noutros
tempos.
Tempos tão
simples.
Contratos há muitos
![]() |
| foto: juntosporguimaraes.pt |
Ninguém, não
só não se lembra dele – terá sido por ter aparecido em cima do joelho, e sem
configuração de estilo? –, como toda a gente sabe que é um belo tratado de
utopia saloia, um tratado que ninguém, nos dias que correm, leu e, portanto, o
dito perdeu-se.
Porquê?
Ora, ora,
porque, muito embora se diga que tal epístola (sim, porque não é mais do que
isso!), esse “contrato com os vimaranenses” não é, nunca foi e nunca será, “um
programa de governo para Guimarães”. Muito menos da “Guimarães da próxima
geração”.
O tema é
rendível!
Sublinhar-se-á
por aqui a beleza deste “contrato”. A começar pelo “repensar social”. Mas vamos
com calma.
Porque a
deriva já é tanta que “os cidadãos disponíveis para darem o seu melhor”, já
perderam o “espírito de missão”, já ocupam espaços (lugares) que desenham e,
como sempre, nem na praia morrerão.
Bom fim-de-semana.
Ah! Meu caro
Luis Cirilo: as últimas eleições autárquicas em Guimarães não foram as mais
importantes desde 1985. E não foi só porque o PSD não apresentou António Xavier.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Portugal sem rei nem roque, não é?
![]() |
| foto: economico.sapo.pt |
Sendo verdade que “a vida da comunidade internacional tem sido marcada por
múltiplas tensões, cuja raiz remonta à crise financeira mundial de 2008, elas
têm sido enfrentadas com panaceias e propostas de solução que não ultrapassam o
limiar da determinação retórica, ou até, como é o caso da União Europeia, com
medidas que trocam o alívio no curto prazo por um preço astronómico a pagar no
futuro”. (Viriato Soromenho-Marques, Visão,15.01.01)
Ponto de
vista, aliás, com o qual concordo inteiramente, opinião que o mesmo autor
também publica no Diário de Noticias (14.12.29): “a condição periférica que
ciclicamente ameaça Portugal não resulta de uma fatalidade geográfica, mas sim
de uma incapacidade de liderança politica para perceber os desafios da história”.
A culpa é nossa, portugueses acomodados. Daí que sublinhe o ponto de vista de
António Guterres.
E ainda há
por aí quem, abusivamente, teime em dizer que só gostava de conspirar no sótão!
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