quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ai se o meu pai ouvisse Passos Coelho!

O meu pai bem me avisava: filho, tu não a credites em tudo o que ouves. Cuidado com quem te fala ao ouvido! E eu com aquela mania que os filhos têm de que os pais são sempre uns cotas (ou será com q, por causa do custo de crescimento? achava que o meu pai só queria chatear-me.
Puro engano! O meu pai sabia o que é a vida.

Ai se o meu pai fosse vivo e tivesse ouvido aquela coisa sobre “o que já conseguimos” que o primeiro-ministro de Portugal exibiu com a mão esquerda suavemente a segurar na lente esquerda dos seus óculos – que raio terá o lado esquerdo de Passos Coelho que o agita tanto? – “finalmente começamos a colher os frutos das transformações que os senhores do FMI, pela mão americana de Obama (manietado por interesses que estão muito para além da politica que ele tanto apregoa e não é capaz de impor), e dos seus aliados de mãos dadas com os senhores de um banco central europeu, impuseram.
Tenho a certeza que não gostaria de ouvir o chefe do governo do seu e meu país na exibição de consoada feita moda eleitoral e diria: tu não acredites, filho. Olha que nem tudo o que luz é ouro!

Olhar do silêncio II

foto: publico.pt
Há crimes arquivados que salvam os suspeitos de condenações políticas e Paulo Portas sabe disso melhor do que ninguém. (…) Quem fez o que fez no caso dos submarinos já não tem nada a fazer no país.

Manuel Carvalho, Público, 14.12.28

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fretes comerciais

Adoro jornais que destacam (na sua agenda é certo!) os torneios de sueca e esquecem outras realizações que pululam por aí. Belas realizações, diga-se.
É nestas alturas que perco todas as dúvidas: há meios de comunicação que até nas coisas mais insignificantes exibem a sua tendenciosa vontade mercantil.


Que realidade tremenda!

Crise? Qual crise?

Organismos públicos já gastaram este ano mais 63% nas festas de Natal e no ano novo do que em 2013.
Título do i, 14.12.27/28
Ok! O Governo da Madeira é que lidera a tabela dos custos, mas saber-se que as “iluminações decorativas são a rubrica com mais encargos, acima de 3,4 milhões” é gozar com a cara de uma grande maioria de portugueses sem pão na mesa, não é?

Ou será um desejo sarcástico de iluminar quem dorme na rua?

Olhar do silêncio

foto:expresso.sapo.pt
Passos tomou os desejos por realidades. E quem o faz costuma erigir as necessidades em virtudes. Se com a troika evitou a bancarrota, não resolveu a maioria dos problemas estruturais do país.
Henrique Monteiro, Expresso, 14.12.27