quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Justiça em cima da mesa

Só o PSD é que questionou o apoio que a câmara de Guimarães atribuiu ao Centro Social de Guardizela.
Vá lá saber-se porquê!
A CDU, pela voz de Torcato Ribeiro, não tem dúvidas de que não há “qualquer anormalidade” no apoio recentemente dado pela autarquia vimaranense.
Por sua vez, e pela voz de Domingos Bragança, a câmara de Guimarães faz questão de vincar que o mal para as necessidades do centro social da freguesia vimaranense de Guardizela, onde Manuel Silva fez e faz um trabalho importante, está nos senhores da Segurança Social que se borrifam para os protocolos que “viabilizem o funcionamento de novas valências”.
E os utentes daquele espaço de solidariedade também sabem que sem apoios ficarão muito mal.

Mas sejamos claros: percebe-se a solidariedade do PSD de Guimarães para com um seu parceiro de coligação.

Dores nacionais

Duas afirmações – diferentes entre si, mas, infelizmente!, muito iguais nas consequências – que importa trazer para os dias violentos que nos esmagam e fazem crescer dores nos ecos do silêncio da semana.

A primeira pertence a João Adelino Faria (Dinheiro Vivo, 14.12.06): “deixou já de interessar o que é importante em termos noticiosos, e passou a ser explorado até ao limite o filão de ter um ex-primeiro-ministro na prisão. Tudo o que é insignificante e trivial passou neste caso a ser relevante nos noticiários e jornais”.
A segunda integra o editorial do semanário Expresso (14.12.06): “há uma piada recorrente sobre a esquerda portuguesa, que, sendo um pouco exagerada, é um exemplo flagrante do que o PS, PCP e BE têm oferecido aos portugueses: em Portugal a esquerda quase só se une para votos de louvor, de pesar ou de protesto”.

E assim vai Portugal.
Há um porto de abrigo onde possamos aportar e mandar para as calendas gregas todos os destruidores de amanhãs?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Olhar (local) do silêncio

foto: car
A associação [Circulo de Arte e Recreio], inspirada nas cores da revolução francesa, não reclama apenas a primeira biblioteca do concelho. Cabem-lhe outras responsabilidades, como a Rádio Fundação, a Associação de Ciclismo do Minho, Associação de Futebol Popular e as tunas académicas.
Anabela Lopes, mais guimarães, dezembro 2014

Olhar do silêncio

Há fiéis que têm tal fé nos seus párocos que nem nos bispos acreditam. Há aqui qualquer coisa de surpreendente ou é apenas a confirmação de que as emoções toldam a razão?
João Garcia, Expresso, 14.12.06

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A morte saiu à rua

Houve, há poucos dias, uma vigília na cidade de Braga. Em defesa da Segurança Social. Desde logo – e fundamentalmente –, em protesto contra a colocação de funcionários em regime de qualificação; ou seja, aquela coisa que muito mais do que ser a antecâmara do despedimento – criada pelo ministro da mota –, é a tristeza hipócrita de quem diz que acredita num amanhã melhor.
Apesar de existirem trabalhadores em Braga que “fazem falta em muitas secções”, a verdade é que há muita gente que passará a receber “apenas 40 a 60 por cento do salário”, “acabando por ser despedidos”.

(um parêntesis para dizer que, ao que me dizem, é aqui que entrarão as misericórdias)

E, ainda por cima, dizem os trabalhadores, vive-se “um ambiente de medo”. Que assusta; que afasta, que apaga todas as memórias lindas.
Braga? A minha região!...
E o pior: será alguém de Guimarães que quer matar o futuro de tanta gente?
Se é verdade, este alguém só pode cair da cadeira feita da desgraça; o mais depressa possível.