quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Olhar do silêncio

Há fiéis que têm tal fé nos seus párocos que nem nos bispos acreditam. Há aqui qualquer coisa de surpreendente ou é apenas a confirmação de que as emoções toldam a razão?
João Garcia, Expresso, 14.12.06

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A morte saiu à rua

Houve, há poucos dias, uma vigília na cidade de Braga. Em defesa da Segurança Social. Desde logo – e fundamentalmente –, em protesto contra a colocação de funcionários em regime de qualificação; ou seja, aquela coisa que muito mais do que ser a antecâmara do despedimento – criada pelo ministro da mota –, é a tristeza hipócrita de quem diz que acredita num amanhã melhor.
Apesar de existirem trabalhadores em Braga que “fazem falta em muitas secções”, a verdade é que há muita gente que passará a receber “apenas 40 a 60 por cento do salário”, “acabando por ser despedidos”.

(um parêntesis para dizer que, ao que me dizem, é aqui que entrarão as misericórdias)

E, ainda por cima, dizem os trabalhadores, vive-se “um ambiente de medo”. Que assusta; que afasta, que apaga todas as memórias lindas.
Braga? A minha região!...
E o pior: será alguém de Guimarães que quer matar o futuro de tanta gente?
Se é verdade, este alguém só pode cair da cadeira feita da desgraça; o mais depressa possível.

Milagres fora de época

imagem: casas-da-vila.com
CMVM pergunta à rainha Santa Isabel dos Santos o que leva no regaço e ela responde ‘uma OPA, senhor, uma OPA’.
O Inimigo Público, 14.12.05

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A viver também se aprende

Outra vez André Lima, o líder laranja em Guimarães a ser chamado à atenção por alguém que sabe muito mais do que o líder social-democrata em Guimarães de democracia: a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Caramba!
Desta vez a CNE diz ao líder da coligação de direita em Guimarães que não tem nada que ir a assembleia(s) de voto “com outros elementos da lista de candidatura ou seus apoiantes”. Isso os democratas deste país sabem de cor.
O que aconteceu foi nas últimas autárquicas, mas o aviso é atual e deve estar sempre presente a quem lidera um partido.

Já tive oportunidade de, pelas mesmas razões, emitir a minha opinião sobre aquilo que André Lima fez em 2013. Por isso hoje limito-me ao óbvio: há líderes partidários que são lideres; há outros dirigentes partidários que andam à deriva a ver se alguém repara neles. Coitados! A democracia também tem que os aguentar.

Pessoalmente sempre apreciei os verdadeiros líderes. Esses estão sempre no sítio certo; na hora certa.

O contacto SVD tem olhares para além do silêncio