sábado, 6 de dezembro de 2014

Há dias frios

Num estado laico como é o português sou incapaz de perceber por que carga de água tantas santas casas que, dizem, fazem misericórdia onde o estado devia fazer o que é sua obrigação, veem crescer a crista do seu domínio sobre as dores dos dias. Ah! dizem-me que há cada vez mais misericórdias que vendem serviços baratos – explorando quem nelas se empenha – a um estado que explora, mortifica e mata em nome de uma certa forma de disciplinar o dito.
Que horror!
Será que são estas misericórdias que, a seguir, virão explorar os albergues?
Afinal as peregrinações estão cada vez mais nas ruas da salvação das pessoas que, depois de pintarem as pernas na lama atirada pelos destruidores do estado social, se apressam, de seguida, em vir apregoar aos sete ventos: na noite há variações; uma oportunidade para ligar corpos e almas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Saber olhar o futuro

A indústria têxtil no vale do Ave está bem e recomenda-se. Há (já não são apenas sinais, mas) realidades muito boas que garantem que a região continuará a ser uma referência no que à indústria têxtil diz respeito. Em Portugal. E na Europa.

Em face desta realidade feliz; excelente e motivadora, não restam dúvidas de que o regresso pelo interesse na licenciatura em engenharia têxtil no minho não me surpreende. Mesmo contra a correte nacional.

Bairrismos à parte, confesso, não apenas uma grande respeito pessoal pela diretora do departamento de engenharia têxtil, como manifesto a grande admiração pela teimosia e certeza que o minho tem em promover e continuar a apostar no curso de engenharia têxtil.

Aposto que, não falta muito tempo, alguns dos atuais licenciados sem emprego voltarão à UM para pegar no têxtil.

Mergulho para o futuro

As regiões não são um devaneio fútil para os tempos de prosperidade e abundância. Pelo contrário, a regionalização pode ser um poderoso instrumento para suprimir as disfuncionalidades criadas pela multiplicação de órgãos desconcentrados dos ministérios. 
Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias, 14.10.24
Numa moção setorial apresentada no último congresso federativo de Braga do PS um conjunto de militantes, encabeçados por José Ribeiro, antigo presidente de câmara em Fafe, defendeu a regionalização para o nosso país. Desde logo, porque as “comunidades intermunicipais e as áreas metropolitanas não resolvem” o problema do atraso, “a vários níveis, e de irracionalidade na afetação de fundos comunitários”; é que a “existência de uma entidade legitima e intermédia entre os municípios e o poder central é fundamental para uma maior racionalidade, na distribuição de recurso pelo nosso território”. E também porque as CCDR “não preenchem essa necessidade”.
Daí que, e segundo aquele texto, seja “hoje muito consensual na classe politica autárquica nacional, em todos os partidos, a necessidade da criação das regiões”, bem como “o seu mapa e recorte, cumprindo” a Constituição.
Recorde-se que ainda recentemente Luis Valente de Oliveira defendeu que “terão que ser os autarcas a liderar a luta pela regionalização”, desde logo porque ela será possível “se houver uma vaga de fundo que tenha os autarcas como intérpretes”.
O que foi aprovado no encontro distrital socialista foi uma recomendação da federação bracarense à direção do PS “que inscreva no programa do governo a apresentar no próximo ano, como objetivo da próxima legislatura, a criação das regiões”.

Assim se espera. Apesar de José Ribeiro não ter sido apoiante de António Costa

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Ecos de uma imagem real

Passar os dias a cruzar o vale do Ave permite-nos escutar conversas que imaginamos noutros lugares; mais distantes.
Esta semana numa pausa a meio da manhã para um café, escuto este desabafo. Algures entre duas margens do rio Ave: Se houver um concurso de… (peço desculpa, mas não posso escrever a expressão escutada) na cidade, o presidente de câmara aprova logo uns milhares de euros. Se eu lá for pedir mil euros para arranjar um caminho cá na terra, todo esburacado, ele diz-me que não há dinheiro. “Tem que esperar, presidente, olhe que a crise não deixa fazer o que queremos”.

Vinco: esta conversa foi no vale do Ave. Numa das margens do rio Ave. Ah! Ela teve lugar num município apontado sempre pela oposição noutro município como referência. E a pessoa que desabafava cumpre o último mandato à frente da junta de freguesia da sua vila.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Amanhã sorridente

foto: maisfutebol
Ups! Grande malha!
Uma parceria entre a clínica Espregueira Mendes e o Grupo 3Bs está a desenvolver o centro de investigação básica da FIFA.

Já sabíamos há uns tempinhos, mas é sempre bom ver bem vincados os bons exemplos
Espera-se que o próximo ano – que vem já ali – nos mostre, de facto, o que se repete por agora.