domingo, 9 de novembro de 2014

a arte e a vida são inseparáveis

fico triste na noite; a noite fria
no sofá
adiou a dor. matou ilusões
ontem não fui. outra vez

tudo o que sou; gostava
na manhã triste acordo da noite violenta
antes do sofá. desperto
realidades esquecidas
(quase espezinhadas)
à pressa. o dia é mais rude; muito

mais longo. a noite vai
ficar igual?

sábado, 8 de novembro de 2014

Porque é fim-de-semana

Ao ler a Revista (14.11.01) e o texto “argumentistas essa piada é minha” fiquei com uma vontade enorme de não deixar o fim-de-semana ir-se embora e ficar a curtir o riso. Não deu, claro! Porque isto não está para brincadeiras.
Felizmente que há quem nos diga que somos humanos.
Sem mais comentários, porque todos são excelentes criadores.

1. A REN premeia projetos na área da criação de empresas. Aposto que vai vencer a JS.
(António Quadros)
2. Superpoder que gostaria de ter: conseguir aguentar períodos de campanha eleitoral sem vomitar.
(Filipe Homem Fonseca)
3. Os deputados são obrigados a acompanhar os discursos com vídeos de gatinhos.
(Maria João Cruz)
4 Um trajado engravida uma betinha e o filho é vítima de bulling no Valsassima.
(Manuel Cardoso)

Bom fim de semana.

Olhar (local) do silêncio

O que se passou na votação das propostas do Orçamento Participativo 2014 é um exemplo típico daquilo que muitos consideram o “ser mais esperto do que os outros. (…) O que se passou neste Orçamento Participativo tem de ser condenado de forma inequívoca.
Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, novembro 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Paixão pela emoção

Guimarães não para de meter a cabeça onde tem que meter e seguir em frente e, vai daí!, diz que “desenvolvimento económico sustentável, empreendorismo, emprego e internacionalização” são formas de negócio e de olhar o futuro.

Não sei se são ou não, mas sei que se fecharmos as portas da nossa casa ninguém quer saber de nós. E corremos o risco de ser abandonados ou ignorados.

olhar do silêncio

imagem: politicaabrincar.com
A democracia, a igualdade e a liberdade estão em causa. (…) há uma divisão entre a direita e a esquerda sobre a natureza destes desafios, que passam pelo reconhecimento da deliberação e participação cívicas, sociais e pessoais.
Francisco Teixeira, Público, 14.10.26