terça-feira, 4 de novembro de 2014

Voltaram os fantasmas

Certamente que há portugueses – não haverá muitos, acredito – que sabem que “o chefe de gabinete do secretário de estado das finanças e os filhos do ministro Rui Machete e do presidente angolano José Eduardo dos Santos estão ligados à mesma empresa”.
Não!
Por favor! Leiam o que o Miguel Carvalho – só podias ser tu, Miguel! – escreveu na sua grande reportagem na Visão (14.10.23).

Ah!, como aperitivo para a leitura desta bela peça jornalística: “é a história do dia em que o governo meteu Angola no governo”.

Nota de rodapé: parece que Portugal é já ali!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Matar o que já não vive

A Associação de Municípios do Vale do Ave (AMAVE) morre.
Morre(u)?
Como se mata o que não existe?
Ah! é a Trofa! Um município que ainda não pagou umas faturasaprovadas pelos revisores oficiais de contas”! Se é por isso a AMAVE que espere mais uns dias. Pode ser que as contas fiquem bem. Mais certinhas. com todos os "deves" alinhados com os "haveres".

O futuro é que sabe

Não restam dúvidas: a antiga ordem partidária, sufocadamente dominante, fechada em si, cristalizada, baseada num tipo de organização hipersensível às críticas terminou.
Esser Jorge Silva, Mais Guimarães, outubro de 2014

Segundo se pode ler no jornal Público (14.10.24) as “eleições primárias vão ser consagradas nos estatutos do PS”.
Ou seja, só se pode dar os parabéns a António José Seguro.
Sinal de que há muito mais vida para além de uma qualquer rasteira.

Ah!, José Gil está sempre muito à frente: “o estado de graça concede um tempo de experimentação em que o erro é desculpável. O estado de desgraça é indesculpável porque o erro se torna a regra” (Visão, 14.10.23)

domingo, 2 de novembro de 2014

Palavras e a Palavra

Encher de cor as novas galerias onde costumas expor a tua nudez…
Puseste os pés na rua – de paralelos gelados; ficou fascinada. Loira, alta e de camisa verde…
...um regresso próximo de um beijo; e o cheiro da morte não abandona a memória!

Não fujas do teu olhar. Nunca. Olhar e ser olhado é sempre mais de meio caminho para nos aproximarmos.
Muitas palavras são capazes de alterar destinos e percursos. Aliás, já o fizeram. Com terrível sucesso. A palavra tem a vantagem de criar (todos) os mundos.
Terá sido esta palavra que criou Deus?

Um passeio entre campos confronta-nos com a memória. Com a angústia do momento. Com a ausência. E descobre-se outra realidade: a nossa realidade. Um pouco mais de nós seria uma excelente solução.
Nunca desprezes o outro, mas também não te deixes nunca subordinar.
A realidade é um contratempo da alma.

domingo, 26 de outubro de 2014

fogo dos dias que correm

a chama cresce, o fogo ateia
a dor. crepita
salta de pranto em pranto
a dor arde; em cada chama
madura saída dos braços
das labaredas. vamos deixar
que as chamas cresçam?

se a tua voz destoa das vozes
do todo
por que teimas em morar
no todo?

ah! as partes do todo
são toda iguais. e as chamas
purificam-no queimando
pedaços impuros!