sábado, 27 de setembro de 2014

Olhar (local) do silêncio II

O Orçamento Participativo 2014 já entrou na fase de votação. Existem muitas propostas que deveriam ser implementadas independentemente de saírem vencedoras.
Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, setembro 2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Amanhã? Isso era dantes

Quem nos bate nas costas de manhã com um sorriso rasgado na boca e com os olhos distantes, mas que, à noite, nos apunhá-la com o mesmo sorriso rasgado e olhar distante, é o quê?
Um hipócrita feito vendedor de templos?
Um anjinho a quem as asas caem ao primeiro sopro da realidade?
Um malandreco que vende a mãe na primeira alteração da cotação do mercado?

Quem nos tenta iludir, feito dono da bondade, não é um ser humano; muito menos um Homem, é uma desilusão.
Pode ser só uma desilusão à portuguesa, mas é.
Há outra definição muito mais clássica: é alguém vestido de fragilidades que se diz capaz de ser futuro.

Amanhã já o calor da ilusão está subjugado ao gelo das promessas pro cumprir. Amanhã, quem será capaz de se manter de pé?

Olhar (local) do silêncio

A divisão dos taipenses por essas propostas [do Orçamento Participativo], acreditamos, será o maior problema para que uma delas venha a ser aprovada.
Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, setembro 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Anéis? Já não há

Portugal Telecom já foi a melhor empresa portuguesa não financeira. Já foi a empresa que mais contribuiu para o investimento, para a inovação, para o emprego e para a modernização de Portugal.
Nicolau Santos, Expresso (Economia), 14.09.20
Não demora também vão os dedos.
E, dizem, que é uma dor muito violenta perder os dedos!

António José Seguro? Claro!

Sou incapaz de ignorar a perspicácia, o empenho e dedicação, o olhar sempre atento sobre tudo o que nos rodeia, a capacidade de inovar e de liderar de António José Seguro. E sou incapaz porque o conheço há tempo suficiente para ter a firme certeza de que a sua coerência não deixará que se afaste daquilo em que acredita e de defender com a garra que lhe é peculiar, o melhor para Portugal.

Daí que não tenho nenhuma dúvida de que o desígnio do secretário-geral do PS para o país – que, na governação de direita, nos faz sofrer, a cada instante, dores de uma violência tremenda! –, é o homem certo para pegar de frente as realidades doentias que nos consomem e matam; ao mesmo tempo que destroem o nosso orgulho de ser português.

Não duvido da dedicação e capacidade de trabalho de António José Seguro, da equipa de trabalho que liderará muito brevemente para dar um novo rumo a um país que não para de perder o norte.

Só quem tem medo de ser igual a si mesmo, é incoerente ou catavento de oportunismos dirá o contrário.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Parabéns Vila Flor

Guimarães reforça aposta na criação feita a partir da cidade na próxima temporada.
Samuel Silva, Público, 14.09.18
Nove anos depois de o Centro Cultural Vila Flor ter começado a agitar as águas da Cultura no país, já tudo é normal por terras de D. Afonso, no que à criação, programação, exibição,… sei lá que mais terminado em ão diz respeito. O que prova, no mínimo, sublinho, no mínimo, a maturidade dos projetos que nascem e crescem por cá; em terra de quem não se fica à espera que as peras caem da pereira.

Este reforço no que por cá se faz não só prova isso mesmo, como demonstra que comprar coisas porque sim nunca (foi) é solução para a fruição das pessoas.

Tudo solenemente inocentes como dantes

Um ministro não é pessoalmente responsável por tudo o que se passa no seu departamento. Cabe-lhe, porém, tirar consequências pessoais da responsabilidade politica que lhe está cometida.
Fernando Madrinha, Expresso, 14.09. 20
foto: publico.pt
Todos sabemos que há outro caminho para o sucesso de Portugal; um caminho que não passa, em nenhuma circunstância, pela forma descontroladamente negra com que o governo de Pedro e Paulo faz de conta que vai em frente.
Desde logo – e no cerne do que deve ser o futuro: a educação –, contra a forma como se tenta descarregar um camião de areia sobre os olhos dos cidadãos que sabem bem onde é o futuro.
É por isso que aprecio estas duas afirmações: “Crato pede desculpa aos professores e aceita demissão de diretor-geral”, título do Público (14.09.19) que escreve em editorial: “depois de quatro dias em negação e muitos protestos, o ministério admitiu o erro. E já há demissões”.
Fora a demissão do senhor diretor-geral tudo é igual, tudo rola na deriva que Crato quer e o governo solenemente defende: matar depressa o ensino público.

Não há mesmo outro caminho?
Ó se há! E ele está já aí.