Um ministro não é pessoalmente responsável por tudo o que se passa no seu departamento. Cabe-lhe, porém, tirar consequências pessoais da responsabilidade politica que lhe está cometida.
Fernando Madrinha, Expresso, 14.09. 20
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| foto: publico.pt |
Todos sabemos que há outro caminho para o sucesso de Portugal; um caminho que não passa, em nenhuma circunstância, pela forma descontroladamente negra com que o governo de Pedro e Paulo faz de conta que vai em frente.
Desde logo – e no cerne do que deve ser o futuro: a educação –, contra a forma como se tenta descarregar um camião de areia sobre os olhos dos cidadãos que sabem bem onde é o futuro.
É por isso que aprecio estas duas afirmações: “Crato pede desculpa aos professores e aceita demissão de diretor-geral”, título do Público (14.09.19) que escreve em editorial: “depois de quatro dias em negação e muitos protestos, o ministério admitiu o erro. E já há demissões”.
Fora a demissão do senhor diretor-geral tudo é igual, tudo rola na deriva que Crato quer e o governo solenemente defende: matar depressa o ensino público.
Não há mesmo outro caminho?
Ó se há!
E ele está já aí.