terça-feira, 16 de setembro de 2014

Olhar clássico, no Toural

foto: nelson garrido (público)
Já (quase) todos tínhamos visto que, ali mesmo no início do Toural – a praça mais bela, mais central e mais aglutinadora de Guimarães –, havia vida diferente à noite. Vida que, como escreve Samuel Silva no Fugas (14.08.30), deixa “um brilho muito clássico sobre uma praça moderna”.

Lembro aquele espaço como banco, sede politica e sei lá que mais! Hoje, renascido, “com uma vitalidade inspirada na sua origem, o século XIX” é um hotel que, pelo que sei, é excelente.
Só tem um nome estranho; ou pelo menos, pouco habitual.
Mas que recuperou uma casa linda de Guimarães, recuperou.

Olhar de quem sabe

António José Seguro tem propostas e ideias concretas para Portugal, que preparou com muitos militantes e inúmeros independentes. Não as vai estudar depois do dia 28!
Rui Reis, mais guimarães, setembro 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Realidade dos dias que correm

foto: publico.pt
A geração que começou a fazer teatro no final dos anos 60 cansou-se; ficaram cinismo, paródia e ironia, que se tornou sinal de ter visto mundo.
Guillermo Calderón, dramaturgo e encenador chileno, Ípsilon, 14.09.05

A razão do tempo

foto; acgonca.org/
Continuo a olhar com a mesma atenção de sempre para Gonça e para os cidadãos que lá fazem a sua vida.
Continuo, cada vez mais, a apreciar a forma empenhada e persistente como pais e encarregados de educação dos alunos da escola daquela terra simpática, lutam contra a cegueira de um governo que não sabe onde fica Gonça.

Continuarei a acreditar que Crato sairá derrotado pelo S. Miguel de Gonça.

domingo, 14 de setembro de 2014

Amanhã já não sou eu

numa cama do HM.

bom dia senhor M..
bom dia senhor padre Z..
conhece-me, senhor M.?
muito bem! a si e ao seu Deus; que também já foi meu.
e agora não é senhor M.?
sabe? uma vez, Ele disse-me para eu viver a vida com a mesma intensidade dos que nunca o conheceram. e sabe, senhor padre Z., que tenho sido muito feliz vivendo?
eu só vim aqui…
eu sei. para me sossegar e desejar que vá em paz. não se preocupe comigo, nesse particular. sei bem para onde vou. e encaro-o com a calma e a naturalidade com que vivi todos os pedaços de uma vida bela. felicidades para si, senhor padre Z. bem precisa! o senhor é bem melhor do que aquela tropa onde está metido. onde o vazio, a ilusão e a mania da qualidade única, são uma loucura pior que uma doença.
vai em paz, senhor M.?
felicidades, senhor padre Z..
por favor, mate o ébola que matará tudo no seu redor!