sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Olhar do silêncio

Também na política, o essencial são as pessoas e a proximidade dos responsáveis à realidade.
Rui Reis, mais guimarães, setembro 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mania de manter as convicções acesas

Tenho em mim os meus rostos anteriores, como a árvore tem os anéis da sua idade. O que sou é a soma de todos esses rostos. O espelho só vê o meu rosto mais recente, mas eu conheço todos os anteriores.
Tomas Tranströmer
1. Eu, pelo menos, fui assim educado; sempre estive convencido de que – no mínimo – é falta de educação invadir um espaço privado. Tenha ele e forma ou caracterização que tiver.
Daí que, não duvidando nem um pouco de que o futuro se orienta para nós, sou peremtório: há momentos em que temos que sair do palco; não nos deixarmos empurrar. Afinal, a arte do eterno só pode ser uma ilusão para quem não conhece as portas da redenção. Por isso, o importante mesmo é ser-se! Se percebemos isso, não só não andamos por aí a arrastar-nos em cenas tristed – feitos cavaleiros da salvação – como amanhã a porta de saída será solene.

2. Podemos percorrer caminhos novos, mas o que importa é sair de nós; em busca de uma estrada nova – aventura forte através da rota do nosso olhar.
Morto. Antes de avançarmos.

3. Ainda há muitas pedras no caminho e vamos continuar a caminhar com a indiferença? Não te parece que chegou a hora de entramos na estrada da ousadia?

4. Nunca escreverei para adolescentes, nem para políticos que avancem à deriva!

Ilusão de um país à deriva

Professores que aceitarem rescisão vão ser chamados a assinar novo acordo.
Título do Público, 14.09.05


Parece aquelas pessoas que ficaram desempregadas de uma indústria do setor têxtil que foram chamadas pelo Centro de Emprego para trabalharem na mesma empresa!
Caramba!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

E o BES?

Cavaco Silva publicou no site da Presidência da República as declarações feitas em 21 de julho sobre o BES. Persiste assim a estranha prática de remeter para declarações passadas, em vez de responder diretamente às questões que lhe são feitas.
Pedro Lima (Baixos), Expresso, 14.09.15

Num país onde o “salve-se quem puder” é uma constante feita de ingratidão e palavras ocas, o editorial do Expresso (14.09.15) faz pensar: «Para se “defender” o Presidente [da República] acabou por isolar ainda mais o governador do Banco de Portugal. Ora as instituições estão acima das agendas pessoais».

Daí que valha a pena olhar para estas palavras de Luis Marques, Expresso (Economia), 14.09.15: “o que vai acontecer a Ricardo Salgado? (…) Por agora caiu um manto de pesado silêncio sobre o caso. É o tempo de todas as investigações. Depois, é imperativo que o país tome conhecimento de toda a verdade. (…) Ricardo Gonçalves sabe muito mais do que aquilo que podemos imaginar. Ele é o homem-bomba, que tira o sono de muita gente”.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

As dores que matam à distância

foto: sol.pt
Considero o caso do GES/BES muito mais sério e grave do que o do BPN. (…) Um dia vai ser preciso reunir historiadores, economistas e psiquiatras para perceber isto.
Fernando Urrich, Revista, 14.09.06

O tempo que dá sempre razão à razão!