segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Rememorar é fundamental II

Para recordar, porque a memória é urgente.
Não terei um governo à esquerda por lá ter o símbolo do PS. Terei um governo à esquerda, se a minha ação governativa seguir os valores e os princípios do PS.
Não governarei a qualquer custo nem a qualquer preço.
António José Seguro em entrevista a Miguel Carvalho, Visão, 14.07.31

domingo, 24 de agosto de 2014

podemos dormir?

o mal que pode acontecer aos detentores do poder
é só colocar nas tribos justificações com palavras
pecados; longos. sem fim; o exercício que faz
o poder é não dormir?

(o poder é pesado!
para quem vive sob o peso de palavras
que não emergem
de ações!)

com votos dos que não conhecem
os labirintos do poder e não desenham a ilusão.

(o poder é pesado!
para quem vive sob o peso de palavras
que não emergem
de ações!)

cada um faz a tenda como a entende?

Dormem porque não querem escutar

Percebo (e aceito) perfeitamente que na vida politica – como, aliás, na vida profissional – os líderes se rodeiem de pessoas da sua confiança.
O que não entendo, por mais que haja por aí artistas da manipulação que tentem invocar justificações do domínio do surrealismo, é que os líderes políticos – tentando imitar os líderes das grandes empresas e, portanto líderes de sucesso –, se convençam que os seus seguidores são parvos ou um bando de anjinhos ingénuos; para quem se olha apenas em momentos eleitorais ou, muito pior!, tentem fazer dos seus colegas – quer queiram, quer não, são-no porque são militantes do mesmo partido –, uns badamecos, chutando-os para canto.
Nem que para isso tenham que endeusar uns “independentes” feitos à pressa que inventam uma coisas que eles (líderes partidários) inventam; feito ritual de iniciação na vida secreta de onde saem todos os fantasmas.
Como noutros tempos em que certos dominadores caquéticos se juntavam com um cardeal antes de anunciar que os comunistas eram um perigo social; familiar e destruidor de todos os valores estampados nas paredes brancas do cinismo.

Ah!, e o pior é que cada vez mais líderes políticos que estão convencidos de que sabem para onde vão e que são donos do futuro.
Assim, não sou eu que o digo, mas a História que o confirma, os adversários entrarão em campo com mais de meia vitória no papo.

sábado, 23 de agosto de 2014

Quem acredita no amanhã?

Num fim-de-semana que alguns dizem não se passar nada, retenho três grande ideias. Daquelas que nos tiram, muitas vezes, o sono; daquelas que nos deviam mostrar como somos tão patetas quando dizemos que nada é connosco.

A primeira é do jornalista Fernando Madrinha (Expresso, 14.08.23) “a única novidade do discurso [de Passos Coelho no Pontal] – a recusa de se comprometer sozinho com novas tentativas de cortes definitivos nas pensões – foi, não o parecendo, eleitoralismo puro”.
A segunda tem a mão do politólogo José Adelino Maltez (noticias TV, 14.08.22): “ai de nós se não tivéssemos liberdade de informação, foi graças ao escrutínio que muitas coisas se desenrolaram e ao que um ou dois grupos avançaram, que tinham poder para lançar algumas das noticias que estavam ocultas”.
E a terceira sai da pena do antigo deputado do BE José Manuel Pureza (Diário de Noticias, 14.08.22) e diz assim: “a disponibilidade de atores, futebolistas, gente do jet set, apresentadores de televisão para, aceitando os riscos de desagradar a alguns dos seus fãs, ir além do gesto convenientemente humanitário e fazer campanha contra o verdadeiro duche gelado que é a realidade de um país injusto e onde cada vez há menos capacidades de todos poderem lutar de igual modo contra a doença soa a utopia. Porque será?”.

Se olhássemos com atenção para estas palavras perceberíamos rapidamente que o primeiro-ministro de Portugal anda à deriva, os portugueses só gostam de importar coisas dos outros (porque será?).

Assim quem pode acreditar no futuro?
Ah! Felizmente que há Jornalismo (sim com maiúscula) que permite que, pelo escrutínio, muitas coisas se clarifiquem. Caso contrário estaria mais próxima outra longa noite negra; como noutros tempos.

Escuteiro global


foto: agencia.ecclesia.pt
João Armando Gonçalves, um professor de engenharia civil na universidade de Coimbra e escuteiro desde os anos 70, aos 51 anos de idade, tornou-se num dos escuteiros mais importantes do mundo.
João Gonçalves, dirigente – foi escuteiro e dirigente no agrupamento do CNE da Figueira da Foz e, para além de membro do Comité Europeu do Escutismo, desempenhou o cargo de Secretário Internacional do Corpo Nacional de Escutas entre 2009 e 2011. Foi eleito membro do Comité Mundial no Brasil, em 2011 – do Corpo Nacional de Escutas (CNE), vai dirigir o Comité Mundial do Movimento Escutista, um organismo onde participam 216 países, ou seja, mais de 40 milhões de escuteiros de todo o mundo estão ali representados. Uma união bem ao jeito de Baden Powell, isto é, uma fraternidade universal.
Excelente, chefe!.
O CNE sai reforçado com João Gonçalves no Comité Mundial do Movimento Escutista e o Escutismo prestigiado. Acredito; estou plenamente convencido, aliás, que também o Escotismo. Português. E europeu – a exemplo de BP; para quem a “fraternidade universal” que é o escutismo, se faz da importância da participação na ação solidária, no abraço ao outro.
Parabéns, chefe João!