domingo, 13 de julho de 2014

Misturas explosivas

Quem por razões profissionais ou familiares se movimenta no mundo dos negócios, sejam eles imobiliários e/ou de construção ou de outra natureza com impacto junto das pessoas, que é como quem diz da opinião pública, não pode estar na vida pública, seja na política, seja noutras atividades e ligações institucionais de outra dimensão?
Era o que faltava! Claro que pode!
Então a separação entre os negócios e a política, que alguns defendem, não faz nenhum sentido?
Faz todo o sentido. Mais!, faz a diferença. E então nos dias parvos que nos entram pelos olhos dentro…
Assim sendo, um cidadão que trabalhe, por exemplo, numa empresa que precisa de apoios, mormente dinheiros públicos, ou que dirija uma empresa ligada à construção civil, não deverá ser vereador, por exemplo, numa câmara municipal?
Pode. E deve. Ou dito doutra forma, faz muito bem. Sendo um bom profissional, não é até uma mais-valia, como jamais misturará as suas duas qualidades. Por muito que isso lhe custe.
O pior é se esse cidadão, esquecendo-se da sua dupla (ou tripla, muitas vezes) função na sociedade gosta de vir a público acusar outros cidadãos de ligações (existam ou não existam, nem importa) – por razões que serão certamente das dores que o senhor Freud ajudaria a curar...
Pois.
Em suma, o melhor mesmo é não misturar situações!
Talvez não fosse pior. Principalmente quando às duas funções sociais se juntam outras de outra dimensão, mas de igual impacto público.
Moral da história: a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!
É isso. Tomara que certos voluntariosos da política usassem espelho!

Pequeno teatro


Acredito que há uma igreja, nos dias do papa Francisco, diferente da que Vítor Rainho (tabu, 14.07.11) desenha quando escreve que “também a igreja entrava em festa e sempre que alguém que ia comungar denunciava que tinha comido um pouco mais de toucinho numa sexta-feira – praticamente a única carne a que tinham acesso milhares e milhares de pessoas – acabavam por pagar uma multa para não serem excomungados”.

Acredito que o discurso que Pedro Mexia (atual, 14.07.12) sublinha – “quando foi a última vez que se confessou? Que pecados cometeu desde então? Está arrependido? E tem o firme propósito de não voltar a pecar?” – ou seja, um “conhecido interrogatório” que aterrorizou tanta e tanta gente ao longo dos séculos, não continuará a fazer parte das páginas de James Joyce (como adoro, por exemplo, Junto de Dublin) como “páginas de angústia, excitação e impunidade”, como sublinha Pedro Mexia. Nem das vidas dos dias que correm.

E acredito, oh! se acredito!, que “a limitação é algo que se encontra muito mais na cabeça das pessoas” (Thais Melchior)

Abaixo a tristeza!


- Mas que diabo, não há maneira de te escapares a isso?
- Pois o Governo é quem manda, sabes bem que não temos como estrebuchar.
- Se não estrebucham, morrereis como porcos no espeto.
Excerto de conto de Raquel Ochoa, na revista Somos Livros.

Será que queremos ser assados no espeto que o governo de Pedro e Passos nos enrola?

sábado, 12 de julho de 2014

Despoluir águas estagnadas

Uma grande notícia para Guimarães. Uma notícia bem desejada, diga-se!
Dia 27 de setembro, sábado, a Rádio Universitária do Minho (RUM) abre a sua ‘casa’ em Guimarães. E que belo sítio para se instalar!
Couros tem mais encanto, com toda a certeza; Guimarães terá, com certeza, outra possibilidade de escolha do que circula no éter. Os vimaranenses ficam com mais um motivo para ir até à baixa da sua cidade.

E a cobertura “de forma permanente” que Vasco Leão quer fazer em terras vimaranenses será – estou certo – uma pedrada num charco que tem águas muito poluídas de tão paradas que estão.

Como gosto desta, cada vez mais linda, ligação de Universidade a Guimarães!

Que futuro cultural!

António Costa promete à gente da cultura um Ministério da Cultura, um Ministério do Teatro, um Ministério do Cinema, um Ministério da Música, um Ministério do Bailado e um Ministério da Ópera.
O Inimigo Público, 14.07.11

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Justiça às Taipas

Neste momento, se este meio em que vivemos é reconhecido pelas cutelarias, pelas termas, pela área de lazer e pela música, também passou e muito pela existência do 3Bs.
Alfredo Oliveira, editorial do Reflexo, julho 2014

Que bom que é ver, a partir das Taipas, quem não se iluda! Nem tente iludir.


O futuro esmagado

A ideia de resolver o problema da dívida através da austeridade falhou completamente. A dívida é agora ainda mais insustentável do que era há três anos.
Harld Schumann, Público, 14.07.04
O jornalista alemão que, em Portugal, terá tido dificuldades junto do governo de Pedro e Paulo, não tem dúvidas que a “austeridade falhou completamente”.
Quem olha para o que se passa no BES, por exemplo, só pode dar razão a José Manuel Pureza  e a Harld Schumann, claro!

Infelizmente para todos nós, o antigo governador civil de Braga e professor na Universidade do Minho Pedro, Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias (14.07.04) – “indiferente aos debates que se travam na Europa e fiel seguidor da ortodoxia orçamental germânica, o Governo de Portugal – membro da família do Partido Popular Europeu – não encetou as reformas institucionais para assegurar a sustentabilidade da contenção da despesa pública”, também tem toda a razão.

Até quando vamos continuar a dormir na forma?