sábado, 28 de junho de 2014

Na ausência da motivação


- Quando os dirigentes partidários, coniventes com a ausência de abertura aos cidadãos, escolhem os seus amigos sem consultar os órgãos dirigentes – sejam ou não militantes (não, não confundir com os que vão às sedes partidárias como quem vai a uma agência de empregos) – não estão a mandar às malvas os que acreditam na democracia interna de um partido?
- Não me digas que há alguém que, a seguir, dirá, de megafone na mão, aos cidadãos eleitores; às pessoas sem conveniência do calendário do surgimento público, que a forma como se dirige o presente marca definitivamente o futuro?

- Pois é. Há

(estranhamente)
cada vez mais gente que adora imolar-se publicamente em assanhamentos

(assanham-se a si e fazem tudo em assanhar os outros; em vez de pensar pela sua própria cabeça)

Vivemos tempos difíceis.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Bela noticia

Depois de em 14 de maio passado ter escrito isto contato que há novidades no local.
Muito bom.

Uma questão de modas, isso da coesão

foto: rr.sapo.pt
António Costa quer conseguir a coesão social em Portugal depois de destruir a coesão interna do PS
Como dizia Mark Twain, as noticias sobre a morte política de Seguro foram exageradas. Costa é como uma top-model, linda quando desfila mas um desastre quando fala.
O Inimigo Público, 14.06.27

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Vale a pena lutar

Assim é que gosto das pessoas!
Domingos Bragança – pondo o dedo na principal ferida: “o importante não é uma área de saúde materno-infantil, nomeadamente, dos partos, mas sim todas as valências que nos fazem estar no topo da saúde materno-infantil”; é que, sublinha Bragança, “sem eles, o prazo definha” – “solicitou pessoalmente ao ministro da Saúde”, no final de uma visita que Paulo Macedo realizou ao Centro Hospitalar do Alto Ave, que o governo revogue a portaria 82/2014.

Não foi isso que a petição, apresentada no início desta tarde na 9ª Comissão - CS XII (presidida pela deputada Maria Antónia Almeida Santos), exigiu?
Pois Maria da Graça Gonçalves da Mota (curiosamente já exrceu medicina no hospital de Guimarães) ouviu com toda a atenção o primeiro signatário da petição ”Quero que os meus filhos nasçam em Guimarães – Portaria nº 82/2014, de 10 de abril”.
Agora, será o plenário da casa da democracia portuguesa a dizer de sua justiça.

Ou seja, tal como o primeiro signatário da petição em defesa do hospital de Guimarães, também Domingos Bragança é teimoso. Os vimaranenses têm que agradecer essa teimosia. E, já agora, a coragem de dizer, cara a cara, ao responsável máximo da Saúde no governo de Pedro e Paulo que não adianta vir a Guimarães dizer que os nossos filhos não serão bracarenses.

Falta o essencial: como os vimaranenses terão a dignidade que merecem na sua terra.

A febre do sentir

Quando olho em volta, para as dores violentas que esmagam (por que será que cada vez mais fico com a sensação de que há quem goste de se sentir esmagado e cilindrado) as pessoas, fico sem dúvidas que o dramaturgo inglês Chris Thorpe está vestido de razão quando afirma que “a ausência de protestos, particularmente em sociedades mais ‘democráticas’ torna-se parte da estrutura social. Um meio de controlar o fluxo de energias através de sistemas altamente globalizados que asseguram a satisfação de uma necessidade social ao mesmo tempo que protege a integridade do próprio sistema”.

Só me espanto com a forma apática, distante e desinteressada com que assistimos à cena.
Ou então não. Se calhar terei que me recordar que anda tudo encantado com o poder: nem que sejam as migalhas das migalhas que uns tantos iluminados iludem os ingénuos agitadores de bandeiras.

Nota de rodapése escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. (Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego)