quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dores lentas matam devagar

Escreve Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 14.06.13) que “se tivessem dito em 2010 que os cortes dos salários da função pública só terminariam em 2019, o país teria tido um colapso. Pois é: mas vai durar mais”.

Assim, a consideração (se é que ainda existe alguma!) por quem nos vai matando um pedacinho todos os dias vai atingindo também lentamente os picos da dor.
Faz parte da terapia de Pedro e Passos, não é?

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Votação também é manifesto

foto:rtp.pt
A medalha de ouro da cidade de Guimarães a entregar na próxima terça-feira ao antigo presidente de câmara vimaranense é uma realidade. Boa. Justa.
A votação não unânime para a sua atribuição (na última assembleia municipal de Guimarães) é outra realidade.
Menos boa.
Uma e outra (realidades) merecem reflexão.
Pessoalmente preocupa-me muito mais a última.
Era bom que “trocássemos umas ideias sobre isto”, não era?

Olhar do silêncio II

Houve um tempo em que a construção europeia era profundamente democrática e sé dava passos desde que aprovados pela maioria dos cidadãos dos Estados-membros. (…) Talvez seja bom lembrar a Cameron a frase de um seu ilustre antecedente: a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras que têm sido experimentadas.
Nicolau Santos, Expresso (Economia), 14.06.13

terça-feira, 17 de junho de 2014

Notas soltas da plataforma em assembleia

A última sessão da assembleia municipal de Guimarães revelou (ou confirmou) algumas realidades que importa guardar. Para memória e reflexão futuras.

Registo três ideias.
Três realidades.
Três confirmações.


A primeira, bem simples: o BE troca de pessoas e vê-se logo. Carla Carvalho mostrou que faz trabalho de casa. Há outra aragem mais à esquerda.

Depois, a segunda: Costa e Silva, presidente de junta em Gonça, marcou a diferença; uma forte diferença na coerência. Igual a si mesmo. Não mudou como tanta gente muda. Por isso estava em condições de responder ao líder da bancada laranja na assembleia municipal sobre o encerramento de escolas em Guimarães. E fê-lo de tal forte que um vereador desceu até junto de si para falarem discretamente.
É tão bom ser-se coerente, não é Costa e Silva?

E, por fim, a terceira: os eleitos locais de Guimarães estão cansados? Ainda só passaram oito meses!
Há exceções sim senhor, na CDU e no BE, mas está-se perante uma tão fraca qualidade de intervenções que dói! Pelo menos na segunda-feira antes do dia em que o Presidente se indispôs, foi. E isso só afasta (ainda mais) os eleitores dos eleitos.

Quando assim é…

Bem sei que só o tempo vai pôr ordem na casa. Quem sabe que ordem haverá para colocar!
Mas vai. Reste o que restar.

Até lá importa ir lendo. Ouvindo e pensando. Assim do tipo desta afirmação de Henrique Monteiro (Expresso, 14.06.13):
a oposição do PS, que podia estar agora a ganhar o país, mais do que vaga é tonta. Arranjou um 31 quando o Governo tinha sarna para se coçar, com o resultado das europeias, para, pelo menos, três meses”.

Felizmente que o secretário-geral do PS continua intensamente igual a si próprio. Caso contrário Martim Silva não o colocava no Altos do Expresso de sábado. E ao afirmar que “as propostas apresentadas pelo líder do PS para o IVA (como a de que as empresas só têm de pagar ao Estado quando este lhes pagar o que deve) merece discussão e atenção. O próprio presidente da CIP já deu o seu aplauso às medidas”, não está a pôr um certo tipo de ordem?

Quando há reconhecimentos destes a um líder partidário não deve ser pela sua debilidade, pois não?