sábado, 31 de maio de 2014

Assim não II

Joaquim Martins Fernandes escreve no Diário do Minho (14.05.26) que “metade dos desempregados inscritos nos centros de emprego do distrito de Braga deixou de receber qualquer prestação social por conta do desemprego”. Ou seja, “o número de subsídios de desemprego processados pelo centro distrital, no final do primeiro trimestre, corresponde ao valor mais baixo dos últimos 12 meses”, como vinca o jornalista.

Vale a pena pensar nesta realidade. E, muito mais do que pensar, agir sobre esta dor que mata cada vez mais gente em Portugal. E no minho, claro!

Infelizmente os senhores que fizeram isto (e continuam de forma violenta a fazer) continuam por aí. Impunes. Parece que vão continuar, dada a agitação bacoca que outros provocam.

Assim não

É impressionante este país chamado Portugal!
Abrimos um jornal de manhã (em papel), entramos no mesmo jornal na sua edição online, a meio da manhã, e, revendo tudo antes de deitar, concluímos:
Ninguém se entende.

Será que aqueloutro que afirmava que o que hoje é mentira amanhã é verdade (ou vice-versa) continua a ter razão?

Que merda de país os políticos que temos pela frente nos entregam todos os dias!
Não está na hora de lhes dizer que comprem um espelho maior?

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Assim vai este país

Policias corrompidos com chouriços e vinho conduziam uma carroça patrulha

Vários agentes da PSP de Lisboa foram detidos após terem sido corrompidos com chouriços e vinho.
O Inimigo Público, 14.05.30

Olaria machista

foto:oconquistador
Isabel Fernandes, antiga diretora do museu de Alberto Sampaio, recuou no tempo; procurou vestígios, restos e pedaços na olaria preta e, contextualizado a sua produção e uso ao longo dos tempos, não tem dúvidas: a olaria está em decadência em Portugal.
E isso, dirá a imensa multidão de indiferentes às coisas da olaria, o que significa?

Ora, ora!, para além de tese de doutoramento de Isabel Fernandes (parabéns pelo trabalho e empenho, como sempre não é?), diz-nos que na olaria as mulheres eram fundamentais porque “lhes competiam tarefas várias, para além de haver lugares em que a venda das peças cabia exclusivamente às mulheres”.
E os homens?

A gente aguarda outra tese. Pode ser?
É que é assustador este machismo; que começa pelo barro! Ou, se calhar não; enfim o sopro foi sobre o barro…

quinta-feira, 29 de maio de 2014

País de hambúrgueres

Numa peça que Samuel Silva assina no Público (foi manchete) da última sexta-feira, pode ler-se que “perto de dois terços dos professores do pré-escolar e do ensino básico e secundário em Portugal admitem que a sua motivação em relação ao trabalho tem vindo a diminuir”.

Esta afirmação tem suporte e baseia-se no estudo “pioneiro” do Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho.
Curiosamente no suplemento do Expresso (Expressoemprego) desse mesmo dia (foi antecipado em um dia a edição do semanário, por visa das sondagens) podia ler-se que “os profissionais portugueses estão entre os que se sentem menos valorizados pelos seus empregadores e, como resultado, os que apresentam menos grau de compromisso em relação às empresas onde trabalham”.

Há coincidências que só lembram ao diabo!
Ou então a um ministro que adora hambúrgueres feitos por uma mão (quase) gratuita. Não pode ser exagero meu, pois não?