segunda-feira, 26 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Por que nos dão dias assim?
(o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)
Que bom seria que o mundo e os dias violentos que não param de nos espalmar fossem assim, sempre olhados na porta!
Que bom seria que a solidariedade – independentemente da cor ou do tom partidareco ou da devoção – fosse a porta que nos coloca no mundo!
Mas o mundo é uma conversa cada vez mais por acabar; uma treta com que fazemos questão de iludir os martirizados espaços violentos a que, teimosamente, chamamos os dias vindouros.
(o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)
Não, não podemos afirmar que depois de nós não há mais nada; podemos e devemos mandar à merda os vendedores de ilusões e enganadores de sorrisos rasgadamente hipócritas, estampar na estupidez saloia dos que se vestem da moda babosa das especulações e dos fatos da moda em bolsa; gravatas vistosas e vaidades sempre sublimadas
(Também vão morrer amanhã ainda que o seu mausoléu caminhe já em direção ao céu em pedras pomposas).
O último coveiro que conheci tinha um defeito: esmagava violentamente com a pé a terra mole. Ficava espalmadinha e sem vaidades que dava dó!
(o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)
Culpa e silêncio
sempre esmagados
pelos culpados de sempre.
santos
que o tempo sempre levou ao altar
da redenção escolhida a dedo!
quase sempre invisível
tremendos malfeitores – criadores das dores
violentas que matam a cada instante
no instante sofrido
sentem-se donos perfeitos; únicos (dizem eles)
e completos do futuro - onde não cabe
mais ninguém
(dizem eles)
amanhã todos nós
(os que ouvimos, vemos e sentimos)
não temos dúvidas: todos fomos enganados!
teimaremos em usar as bitolas que nos dizem
rendem, rendem, rendem
e rendem; só para alguns?
sábado, 24 de maio de 2014
Quando ganhamos juízo?
Na narrativa da recuperação económica de Portugal, os indicadores divulgados esta semana são um ‘pequeno’ percalço. (Pedro Lima, Expresso (Economia), 14.05.17)
A uma semana das eleições, um duche frio: a economia de Portugal volta a entrar no vermelho. (Martim Silva, Expresso, 14.05.17)
É claro que não deixo de ter presente a afirmação de Fernanda Câncio (Diário de Noticias, 14.05.16): “isto das dívidas soberanas é um bocado como as vacas loucas e o antrax, é por ondas. Qualquer dia se calhar ninguém fala disso, como ninguém falou antes. A frase é de um dos entrevistados do DN de amanhã, quadro de uma multinacional alemã despedido em 2012”.
Ou seja, “a história é conhecida. Governos caíram e outros governos foram eleitos, governos de direita ma Grécia, na Espanha, na Irlanda e em Portugal, que adotaram a posição alemã, uma posição de força, como sua. No caso português, o mais anedótico de todos, prometeu “ultrapassar” a troika pela direita” (Clara Ferreira Alves, Revista, 14.05.18)
Será que nós, portugueses, feitos ratos de laboratório, nunca mais aprendemos?
Por que raio não pensamos só um bocadinho e não ousamos dizer: o futuro, afinal é já amanhã!
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