segunda-feira, 26 de maio de 2014

Teste de brancura

Observador está a testar branqueamento de imagem de Mário Machado para depois ver se consegue fazer o mesmo com Durão Barroso.
O Inimigo Público, 14.05.23

domingo, 25 de maio de 2014

Por que nos dão dias assim?


O sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito. Vistam eles as cores, os fatos ou os olhares que vestirem. E os que nos são próximos são sempre perfeitos; seres que de tão próximos de nós, só podem ser iguais ao nosso desejo de afirmação. Ou seja, jamais os que nos estão sempre a olhar na porta e não da janela, podem ser nossos adversários, amigos suspeitos ou concorrentes.
     (o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)

Que bom seria que o mundo e os dias violentos que não param de nos espalmar fossem assim, sempre olhados na porta!
Que bom seria que a solidariedade – independentemente da cor ou do tom partidareco ou da devoção – fosse a porta que nos coloca no mundo!

Mas o mundo é uma conversa cada vez mais por acabar; uma treta com que fazemos questão de iludir os martirizados espaços violentos a que, teimosamente, chamamos os dias vindouros.
     (o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)

Não, não podemos afirmar que depois de nós não há mais nada; podemos e devemos mandar à merda os vendedores de ilusões e enganadores de sorrisos rasgadamente hipócritas, estampar na estupidez saloia dos que se vestem da moda babosa das especulações e dos fatos da moda em bolsa; gravatas vistosas e vaidades sempre sublimadas
           (Também vão morrer amanhã ainda que o seu mausoléu caminhe já em direção ao céu em pedras pomposas).

O último coveiro que conheci tinha um defeito: esmagava violentamente com a pé a terra mole. Ficava espalmadinha e sem vaidades que dava dó!

         (o sorriso dos que nos são próximos é sempre perfeito)

Culpa e silêncio

ontem os culpados; hoje nós
sempre esmagados
pelos culpados de sempre.
santos que o tempo sempre levou ao altar
da redenção escolhida a dedo!
quase sempre invisível
tremendos malfeitores – criadores das dores
violentas que matam a cada instante
no instante sofrido

sentem-se donos perfeitos; únicos (dizem eles)
e completos do futuro - onde não cabe
mais ninguém (dizem eles)
amanhã todos nós
(os que ouvimos, vemos e sentimos)
não temos dúvidas: todos fomos enganados!
teimaremos em usar as bitolas que nos dizem
rendem, rendem, rendem

e rendem; só para alguns?

sábado, 24 de maio de 2014

Grande Vitória

No ano passado, a subir a escadaria no Jamor, só eu sei o que ouvi.
Jorge Jesus, Revista, 14.05.23

Ah! Grandes vitorianos!

Quando ganhamos juízo?


Como português sinto-me preocupado com a verdade das duas afirmações seguintes:
Na narrativa da recuperação económica de Portugal, os indicadores divulgados esta semana são um ‘pequeno’ percalço. (Pedro Lima, Expresso (Economia), 14.05.17)
A uma semana das eleições, um duche frio: a economia de Portugal volta a entrar no vermelho. (Martim Silva, Expresso, 14.05.17)

É claro que não deixo de ter presente a afirmação de Fernanda Câncio (Diário de Noticias, 14.05.16): “isto das dívidas soberanas é um bocado como as vacas loucas e o antrax, é por ondas. Qualquer dia se calhar ninguém fala disso, como ninguém falou antes. A frase é de um dos entrevistados do DN de amanhã, quadro de uma multinacional alemã despedido em 2012”.

Ou seja, “a história é conhecida. Governos caíram e outros governos foram eleitos, governos de direita ma Grécia, na Espanha, na Irlanda e em Portugal, que adotaram a posição alemã, uma posição de força, como sua. No caso português, o mais anedótico de todos, prometeu “ultrapassar” a troika pela direita” (Clara Ferreira Alves, Revista, 14.05.18)

Será que nós, portugueses, feitos ratos de laboratório, nunca mais aprendemos? Por que raio não pensamos só um bocadinho e não ousamos dizer: o futuro, afinal é já amanhã!