quinta-feira, 22 de maio de 2014

Como nos enganam

Pelos vistos, diz Leitão Amaro, secretário de estado da administração local, que o governo de Passos e Portas – os portugueses sabem, pelas piores razões, quem é este governo – vai atribuir novas competências aos municípios.

Atchim!
E, pasme-se, disse o secretário de estado na Póvoa de Lanhoso (no decurso do congresso “história e futuro do município e municipalismo português”) que a “descentralização vai acontecer no domínio das funções sociais e desenvolvimento local”, onde a aposta políticas de senhores que foram os paus mandados de Angela Merkel, nos próximos tempos vão “privilegiar mais parcerias e mais descentralizações”, isto depois (ou a par) de “uma pequena mudança de prioridades”.

Felizmente na próxima segunda-feira esta treta toda passa à história. Os portugueses respirarão mais sossegados e dirão ao governo de Pedro e Paulo que não podem brincar com a seriedade de quem lhes dá fabulosos exemplos de bem gerir a coisa pública.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Crise em Guimarães

A crise da imprensa local ajudou ao encerramento das galerias de arte [em Guimarães].
Lucília Guimarães, Jornal de Noticias, 14.05.16



Só as galerias?
Matou definitivamente a discussão.
Amordaçou o pensamento com olhos para além de um certo medo.
Mostrou como alguns fazedores de textos nos jornais nunca foram capazes de olhar para lá da cegueira dos desejos de se instalarem em patamares que nunca foram nem nunca serão os seus por mais que mudem de pomada.
É claro que muitos andam por aí à deriva…

A política é mesmo a arte da fuga?

Quando, amanhã, o conselho de ministros se reunir para comemorar o fim do programa de ajustamento, arrisca-se a apanhar com as canas dos foguetes lançados. Será que Paulo Portas terá a coragem de desligar mesmo o relógio?
Paulo Ferreira, Jornal de Noticias, 14.05.16

Infelizmente o meu sábado – de certeza absoluta que o da maioria dos portugueses também – foi exatamente igual. O receio do amanhã, o fim de todas as garantias para quem se matou uma vida inteira a descontar para garantir o seu futuro e se sente ameaçado e a certeza de que Paulo Portas e Pedro Passos Coelho me enganaram muito para além do racional.
E ponto final. Não digo mais nada!
A palavra fica com quem sabe: 
Não, a nossa economia não sofreu uma transformação radical.
Não, o nosso estado não beneficiou de nenhuma reforma.
Não, a nossa segurança social não foi reformada, apenas cortou.
Não, as nossas contas públicas não cortaram gorduras nem o seu equilíbrio.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.05.18

terça-feira, 20 de maio de 2014

Enormes cidadãos de Guimarães

foto: jn.pt
É público desde a última quinta-feira que António Magalhães e Rui Reis serão “cidadãos honorários” de Guimarães. Que bom!

Independentemente de subscrever as dúvidas de António Amaro das Neves sobre esta coisa do “honorário”, estou certo de que o executivo municipal de Guimarães, presidio por Domingos Bragança, cometeu um ato de justiça. Para com dois excelentes antecipadores do futuro, com duas pessoas que nunca se agacharam nas trincheiras do facilitismo e que – cada um à sua maneira – são capazes de agitar todas as apatias.


(A propósito, abro um parêntese para enaltecer a atitude de André Lima nas declarações prestadas aos jornalistas, no final da reunião).

Voltando às condecorações que ainda terão que passar pela assembleia municipal e onde serão sujeitas à que ser aprovadas por 2/3 dos deputados municipais e em escrutínio secreto, toda a gente em Guimarães está convencida de que tal aprovação passará calmamente ali na Plataforma das Artes. Eu também acredito. Mas o fantasma da não aprovação da medalha de ouro a Mário Soares há uns anitos atrás permanecerá por muitos anos.

Uma nota final para vincar que nem Rui Reis nem António Magalhães me apanham desprevenido nesta excelente decisão do executivo vimaranense. Aliás o único comentário é: Guimarães só tem a agradecer-vos.

Passos de uma união

Governo deixou cair a proposta que ameaçava reduzir os salários e apresentou uma nova proposta que ameaça subir impostos.
O Inimigo Público, 14.05.16

Ui! Que alívio!
Não, não é o que se diz! É o que vem a seguir.