sábado, 17 de maio de 2014

Quem sabe faz

Câmaras acabaram com o défice e conseguiram abater um quinto da dívida.
Título do Público, 14.05.10
Numa peça da responsabilidade do jornalista Manuel Carvalho pode ler-se no jornal Público, edição da última sexta-feira, que “em matéria de ajustamento, as autarquias deram uma lição ao governo” e que “no decurso da era troika”, as autarquias portuguesas “abateram 21% da sua dívida”.

Caramba! E com as sombras de Miguel Relvas – feitas guilhotinas sobre os dias, as horas, os minutos e os segundos – sobre todos os autarcas!

Que tal Passos, Portas e os seus amigos mais de ao pé da porta das pessoas, vincarem esta realidade autárquica em Portugal?

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Viva a República (que é democrática)

Não te indignarás contra a infantil monarquia
e seus infantes e infantas de opereta.
João Teixeira Lopes, Nas belas livrarias de Barcelona
Não gosto nada; sublinho, não gosto nada, da mania das celebrações monárquicas na vila de Caldas das Taipas.

Pouco importa o que uns pretensos donos de um reino que já morreu há muito (que mania de esquecer o 5 de outubro!) que se dizem senhores de um país que é uma República sem reservas e uma democracia consolidada que não oferece dúvidas a ninguém dizem ou fazem quando vêm às Taipas presidir a umas coisas.

Há misturas que, não só fazem sentido nenhum, como são uma aberração numa democracia consolidada como é a democracia portuguesa.

Manipulação que dá jeito

Temos conhecimento de centenas de casos, em muitos centros de emprego do distrito de Braga, que negaram a possibilidade dos jovens trem um emprego porque forma apagados do sistema de registo com a consequência de não se poderem candidatar aos programas, ofertas e pedidos de emprego que surgem.
Nuno Sá, coordenador dos deputados do PS eleitos pelo círculo eleitoral de Braga, em conferência de imprensa no dia 6 deste mês.

Trata-se de algo que – muito mais do que ser gravíssimo para quem desespera à espera de futuro – nos faz pensar como é tão fácil manipular realidades; usando os números que dão jeito.
Nada que a atual governação de Passos e Portas não conheça. De perto. E saiba como introduzir no canal direto que chega à Alemanha, aos mercados e se evapora nos milésimos de um segundo eletrónico das bolsas.

Estranho nisto tudo é mesmo o silêncio de Ricardo Rio e André Lima ou Altino Bessa e…quem? Orlando Coutinho ou Rui Barreira?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Guimarães polidinha em Braga


Um destes dias, quando passeava ali ao lado da Sé de Braga, dei por mim a espreitar os símbolos dos municípios do distrito bracarense.
Normal.
O pior foi constatar a forma como o de Guimarães está!
Vê-se que (já) foi limpo milhentas vezes.

Que raio teria sido lá escrito!
Um dia destes as armas de Guimarães desaparecem do Rossio da Sé, em Braga.

Será por isso que as armas que distinguem a cidade de Braga também têm uma cor mais esbranquiçada?

Já chega de macacadas

Esta invenção do consenso político como solução para uma derrota (constitucional ou outra) mostra a fragilidade de um governo que não soube reformar, por exemplo, na Segurança Social, como já escreveu o TC.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.05.10
foto: publico.pt
O próximo primeiro-ministro de Portugal concedeu uma entrevista ao Expresso (diário e semanário, que passou na SIC também) que não interessa nada a quem bebe garrafas de espumante (reles ou de marca; pouco importa) em frente às câmaras de televisão. Mas que é uma entrevista fundamental para os portugueses; a grande maioria de um povo massacrado por um governo insensível, disso ninguém duvida. Até quem ilude a realidade com goles cheios de borbulhas.
Olhemos para estas palavras de António José Seguro: “só posso ser cooperante se houver políticas de acordo com o que defendo para o meu país. Não me podem pedir que apoie politicas que considero erradas”.

E depois – confirmando (confirmando não, porque já é parte do futuro) as palavras do responsável máximo do PS –, juntemos estas palavras de Nicolau Santos (Expresso, 14.05.14): “a máquina do estado está a degradar-se e não vai recuperar. Não é de admirar. Quando se pagam amendoins só se conseguem macacos”.
Diz-nos o senso comum que, chegados aqui, já chega de macacadas!