sábado, 10 de maio de 2014

Euforia da saída limpa

O Governo descobriu esta semana o carro elétrico e as potencialidades de um cluster em Portugal. Não temos nada contra isso, mas não podemos deixar de estranhar esta súbita paixão depois de anos de desprezo absoluto.
Editorial, Expresso, 14.04.25

1. Números publicados há dias não deixam dúvidas: cerca de sete milhões de pessoas morreram em 2012 por exposição à poluição atmosférica.
E a verdade é que a poluição é, à escala mundial, o maior fator de risco ambiental para a saúde humana.

2. O que o governo de Passos e Portas promove com pompa e circunstância fora de moda e apressadamente posta em cima da mesa, já o anterior governo tinha feito; melhor, depois de passar a promoção já estava no terreno como tem que ser, com os pés bens assentes na realidade que os portugueses pisam e não com as portas abertas às privatizações (ou entregas a outros interesses).

3. Mas, e apesar dos interesses em causa, que se instalam lenta e discretamente, vale a pena olhar para o futuro do planeta do lado da redução da poluição.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Matar a matar, mate-se já

A quantidade de apoios atribuídos pelo Centro Distrital de Braga da Segurança Social, no âmbito do Rendimento de Inserção Social, caiu 27 por cento no ano de 2013; um corte substancialmente maior que no resto do país, onde este valor é de 18 por cento.

Será que os minhotos estão mais ricos que o resto do país?

Ou será que quem dirige a Segurança Social – cargo de nomeação politica, ó dr. Barreira!; e não de mérito profissional, onde só alguns chegam; independentemente do que possam fazer nos dias violentos que por aí esmagam pessoas e pessoas –, é alguém com capacidades para além da (in)capacidade nacional?

Em linha com o futuro

Não compete à igreja empenhar-se na solução dos problemas materiais; solução aliás sempre imperfeita, transitória e duvidosa.
Sophia de Mello Breyner Andresen in o jantar do bispo (Contos exemplares)




O diretor do Jornal de Noticias escreve um texto no seu editorial do dia 19 de abril que, para um país onde a maioria dos seus cidadãos são católicos, deve (no mínimo) ira para além da simples leitura apressada e devia fazer pensar. A começar pela Comissão Episcopal Portuguesa (CEP).



Na verdade a afirmação de Manuel Tavares “repousa sobre os ombros da hierarquia da igreja católica a enorme responsabilidade de se substituir ao estado no cumprimento dos deveres básicos consagrados na Constituição da República Portuguesa” vai muito além da ajuda (importante, pois claro!) que algumas instituições ligadas, direta ou indiretamente à igreja católica, vão dando aos portugueses necessitados.

A questão que Manuel Tavares coloca é muito simples: em nenhuma circunstância se mete no caldeirão das emoções que conquita almas a necessidades de corpos famintos.

E estes nunca têm alma. Ah! Escrevia a excelente e inimitável Sophia de Mello Breyner Andresen, no mesmo conto: “o padre de Varzim não foi só acusado. Foi também vendido. Vendido pelo telhado de uma igreja”.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A UM está na moda *

A Universidade do Minho é a melhor universidade portuguesa com menos de 50 anos.

Samuel Silva, Público, 14.05.01


O pior é que – e como se sublinha na peça jornalística de há uma semana, o reitor da UM, António Cunha, embora reconhecendo essa (boa) realidade, não deixa de avisar: "será extremamente difícil que o nosso país não venha a perder os seus representantes nesta lista”; a lista que ordena a qualidade das universidades no mundo, a Times Higher Education.

Porquê?
Porque o governo de Passos e Portas matou tudo, a começar pelo ensino. E isso – como muito bem sublinha o reitor do Minho – “vai criar instabilidade a médio prazo.

E ainda há, quem por cá, diga que o governo da coligação é amigo de Guimarães, do minho e das coisas boas que por cá existem! 

* até ver.

E quando é a construção europeia?


A União Europeia – nos seus primórdios, nos seus objetivos – baseava-se nos três pilares que suportam as sociedades: o social, o político e o económico.
Onde param eles nos tempos que correm?

E porquê os três pilares?
Ora!
Pensemos que com o fim da II Guerra Mundial – em que a Alemanha foi derrota e estava dizimada – a Europa estava à deriva, sem rumo.



Quem saiu derrotado quererá agora derrotar os que ajudaram a crescer?