segunda-feira, 5 de maio de 2014

Hospitais e política local

1. Há um “complicadíssimo e de enorme melindre” processo em curso que envolve, desde logo, Domingos Bragança e Paulo Cunha, muitos vimaranenses e um ou outro famalicense.
É um processo que pretende olhar com outros olhos a realidade da saúde no minho. E, obviamente, na cidade-berço.
Pessoalmente não me seduz nada a ideia que se anda a congeminar, não pelo que ela representa em si mesma, mas pelo que pode traduzir em termos de abandono do essencial.

Mesmo assim o que parece saltar aos olhos é que só Guimarães luta pelo que é seu.
Não? O que Paulo Cunha, presidente da câmara de Famalicão, diz não é que “o que conta é a portaria”? Sim a tal portaria que quer matar o hospital de Guimarães.

2. Por que raio o PSD de Guimarães é tão obtuso e teima em atirar areia para os olhos dos vimaranenses fazendo de conta que nada se passa com uma portaria do governo do seu partido?

3. E o CDS?
Infelizmente Orlando Coutinho nunca mais cala Rui Barreira.

Como nos gozam antes de nos matar esfolados

Portugal não está em crise.

Portugal só tem à sua frente os Estados Unidos e o Reino Unido, como países mais ricos.
Mentira?
Ah!, pois é! Na verdade, segundo a OCDE, “o peso do rendimento dos 1% mais ricos no total dos rendimentos da população mais do que duplicou em Portugal nas últimas décadas”.
Peço desculpa pela minha confusão.
Estava mesmo a pensar na população portuguesa.
Sim naqueles – e são cada vez mais – que já só sobrevivem com a sopa dos pobres.

domingo, 4 de maio de 2014

Sucessão de agressões

Quando as luzes à volta da rua deserta – parece que a cidade, às vezes desce até aqui em invasões ao domicílio – veem o silêncio, vejo a noite: vaidade; vaidade e música de bolso. Carros

                     (corpos esbeltos, sempre envoltos em vestidos pretos
                       e pintas em consagração da primavera; perfeitos
                   de cortar os olhos)

o resto é igual; olhos de lamparina, prontos a incendiar as mesas do centro; sempre a mesma treta! Vaidade
para além do palco mais abaixo. Ostentações modernas exibidas entre pedras velhas.

A rua já não escuta, mas os corpos esbeltos mostram-se

                  (esbeltos, mostram-se ali à esquerda
                 estão os carros. Vaidosos; topo de gama, indiferentes
               à velharia das pedras)

que vai acontecer a seguir?

As luzes já se apagam. Guimarães? Que Guimarães é esta?

É tarde! Vamos dormir. Amanhã a dor estará (outra vez) intramuros.

mãe

mãe – paisagem; harmónica miragem! – rosto de mim
pedaço da razão. como é belo o abraço
terno, o teu regaço!

mãe! paisagem perfeita, presente
na ausência da miragem. com rosto!

mãe! no resto da razão
tua presença com rosto
que paisagem sem miragem. mãe!

sábado, 3 de maio de 2014

O governo que mata Guimarães tem a cor de André Lima

1. O governo fez uma reforma destas [portaria que classifica os hospitais de norte a sul de Portugal] através de uma portaria, mas a verdade é que o mal está feito. (…) fez-se uma reforma destas por portaria sem ouvir rigorosamente ninguém. (…). Revelador da maneira de estar deste Governo.

2. O que a oposição PSD/CDS mostrou com este episódio, com mais este episódio, é que não está minimamente preparada para governar os destinos deste concelho.

José João Torrinha, na última assembleia municipal de Guimarães.