sábado, 12 de abril de 2014

Regionalizar é preciso

Os autarcas que foram eleitos sob a bandeira do partido socialista pegaram na “carta europeia sobre governação a vários níveis” – aprovado na última semana no comité das regiões – para, nas palavras de José Luis Carneiro, colocar na agenda politica portuguesa a regionalização. Ótimo!
Que o Novo Rumo de Portugal abrace, de vez e definitivamente, esta matéria tão importante para o país. E para as pessoas.

Ah!, a propósito, vale a pena recordar as palavras de Rui Reis, durante a sessão do Novo Rumo para Portugal, que decorreu no auditório de Vial Flor, no passado dia 22 de fevereiro: “se há coisa que tem que ser reativada é a regionalização. A regionalização é urgente. Tem que ser uma regionalização em que não estamos com medo do Porto, que o Porto vai controlar mais do que Lisboa. Não se pode regionalizar por referendo; tem que se fazer regionalização por decreto”.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Jogo de sonhos pronto a acabar

Bela entrevista a que Pedro Silva Pereira concedeu à última edição do semanário Expresso!
E, por via das dúvidas mais violentas ou menos escabrosas, vale a pena sublinhar, desde já, uma ideia-chave do sempre presente ministro de José Sócrates: “o PS vai ter uma vitória clara nestas eleições. Aliás, só a vitória clara do PS fará a diferença”.

Assim sendo, sublinhe-se que antigo dirigente socialista lança sobre o futuro: “a direita apresenta-se com a proposta de austeridade expansionista, que veio para ficar, com mais ou menos subterfúgio. O PS tem uma leitura completamente diferente sobre a natureza da crise e sobre a forma de a superar”.

Há alguma dúvida sobre a postura do antigo ministro do governo presidido por José Sócrates?
Ah! já agora importa que fique bem vincado que o antigo ministro socialista se sente “confortável nesta lista. É uma solução feliz e revela maturidade da parte do secretário-geral do PS”.

Por último refira-se que o candidato a deputado europeu não vê “neste PSD a mais pequena vontade de mudar de rumo ou de estratégia”. Mas, vinca, “o PS está disponível para discutir uma mudança de estratégia. Não estou a ver a liderança do PSD interessada nisso”. 
Espera-se, portanto, uma nova vontade. Para já, de mudança. Pode ser que a seguir o PSD mude “de rumo e de estratégia”.

Ajustamento perfeito

O RV Jornal, de Vizela, ligado ao mesmo projeto editorial que sustenta a rádio local para o vale de Lousada, muito embora esteja na vizinha cidade de Vizela, está no bom caminho. E não é de agora.

Tem, desde logo, uma grande vantagem: não se preocupa com o tamanho do umbigo nem com realidades assim-à-espécie-de. Virulentas e destruidoras de outras credibilidades. Tenham elas as vontades e empenhos que tiver.
O seu suplemento, que, de vez em quando, vai saindo da cidade termal, é um belo exemplo de como ali junto ao rio Vizela se gosta de trabalho a sério sobre coisas sérias. E então na última edição a ida até Vila das Aves não deixa dúvidas!

Que raiva que, neste particular, Vizela deixa no ar de Guimarães.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quando havia fumo sem fogo

2014 poderá ser o início do “nós fazemos parte” de um projeto concelhio, onde a cidade seja uma referência e o restante concelho não se limite a suportar os custos dessa referência, escreveu no seu editorial (Reflexo de abril 2014), Alfredo Oliveira.

Sem problemas de qualquer natureza – mesmo quando das Taipas me vão chegando mensagens simpáticas – percebo as palavras do Alfredo. Aceito-as, com naturalidade. Elas denotam um conhecimento da realidade social da sua terra de adoção (somos conterrâneos, importa frisar). Merecem pois – e, por via das dúvidas – a minha concordância. Desde logo, porque é bom antecipar o futuro e o atual poder na vila termal já percebeu que nada tem a ganhar com guerras de alecrim e manjerona.

Mas, atenção, meu caro Alfredo!, isso não quer dizer que subscreva a tua afirmação: “neste momento, a cidade [de Guimarães] entrou em velocidade de cruzeiro. Com intervenções pontuais, manterá, sem grandes sobressaltos, o nível que alcançou à custa de projetos inovadores mas também muitos milhares de euros”.

As afirmações da semana

1. Sócrates e o PS têm toda a razão quando dizem que Passos e o PSD quiseram (e conseguiram) o chumbo do PEC 4 para haver eleições.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 14.04.05



2. Se tivesse um pingo de vergonha, o PSD nunca mais pronunciava o nome BPN.
Miguel Sousa Tavares, Expresso, 14.04.05