sábado, 5 de abril de 2014

O PSD de Guimarães

PS é fã do PSD por executar as nossas propostas, diz André Lima (O Comércio de Guimarães, 14.04.02), após a sua reeleição como líder dos social democratas vimaranenses.

Não vejo necessidade de nenhum comentário a tal afirmação do último candidato laranja a engrossar a lista dos candidatos autárquicos derrotados em Guimarães, não fosse ela uma tentativa bombástica de dizer aos militantes laranja que está vivo. O que não significa que todos os militantes do PSD de Guimarães concordem com André Lima, obviamente. Ou que queiram saber para alguma coisa das suas palavras; sejam elas proferidas em que circunstâncias for. Pelo menos a julgar por aqueles – e são alguns (há até um ou outro com responsabilidades profissionais fortes na administração pública) – que questionam, para já em surdina, “para onde vai” o PSD local, que é como quem diz, qual será o rumo que os social democratas de Guimarães terão com André Lima.

E acredito que um ou outro – mais por cá – se mantém muito atento ao que aí vem; brevemente.

culpa falecida



há um líder global sempre pronto a agitar
(outra)
uma nova causa; riqueza oculta! pronta a desvendar
mais um sufoco soberbo – reinação estética ao encontro
de todos os medos. fantasma que confessa a agitação
no reino das aparências. há um líder global
pronto. chega sempre mais longe!
(e há um jornalismo oculto?)

(entregar a espada! agora? não é
quando a guerra acaba?)

a história começa. com os pés voltados
para todas as salas – uma porção da grei
onde se desenham todas as companhias
certas para a redenção! nova aurora.
há um líder que obriga ao cumprimento
dos planos destruidores de todas
as formas de luta – as raízes são fundamentais?
há um novo líder global; sem saudade
sem identidade. é o novo criador
num tempo de ruinas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A natureza é que sabe


Há uma série de pessoas próximas de mim, nas Taipas, chateadas comigo; por ter escrito que a vila termal tinha que olhar mais para Guimarães.
Ao princípio – só pelo impacto –, fiquei chateado. Depois – olhando para o passado, trinchado o presente e apontando para o futuro, ri-me. Comigo: Taipas, Brito, Ronfe, Lordelo, Moreira de Cónegos, Serzedelo, S. Torcato e…não têm o que Guimarães tem.

Parei de rir e fiquei a olhar o céu das contas públicas e de uma coisa que, temos todos, tendência a esquecer, que se chama subsidiariedade, e voltei a olhar para mim, questionando-me violentamente, quase pronto a dar a mão à palmatória: e tinham que ter?

Aguardo as consequências. Todas. Todas mesmo! Ainda que todos os ribeiros, ribeirinhos, linha de água minúsculas e regatos transbordem quando a agitação atmosfera-climatológica sobe, só o rio levará as suas águas ao mar.

Pergunta óbvia: porquê esta posição? Ora porque se cada uma das linhas quiser chegar à foz, perde-se; melhor, prede-se densidade, que é com quem diz força de água. Talvez aconteça que a natureza nem sempre tenha razão e, conforme os interesses, esteja errada! Mas, até que me provem o contrário, só a natureza me convence.

Para pensar devagar

1. Numa entrevista que Laura Ferreira Alves concedeu a Igreja viva (14.03.06), suplemento do Diário do Minho, fica-se com a certeza de que há quem goste de viver com normalidade sobre as realidades a que alguns gostam de chamar de limite. Seguindo atenta e discretamente o que se diz esta defensora da morte assistida – alguém que não tem medo em afirmar que “se só houvesse certezas nesta vida, a fé não era necessária”. Ou que vinca que a sua vivência pessoal para questionar que “compaginar a existência sobreabundante do mal com a existência de um Deus bom é algo que, por vezes, me faz estremecer a fé”.

2. A entrevista de Laura Alves é uma conversa sinceramente violenta. Uma entrevista que, para quem foi educado noas valores cristãos e evoluiu para as dores dos dias é fundamental ter sempre presente. E Laura Ferreira Alves, muito mais do que uma pessoa que não mistura razão com coração (ou fé), é alguém que conhece de perto o que é perder alguém querido; assim porque sim!

3. Nesta conversa Laura Ferreira Alves é claramente clara e objetiva: “como poderia Deus não aceitar a morte deliberada de quem já se encontra no limite das suas forças?”. Daí que, sem receios – e mesmo sabendo que está a conversar com um meio de comunicação de referência na igreja católica portuguesa, seja objetivamente contundente: “nunca entendi porque é que, sendo o nosso sofrimento insuportável e a doença incurável, não havíamos de, sem falha nossa perante o Criador, poder dispor da nossa vida”.

4. Ou seja, não há razão para que a eutanásia – bem sei que é preciso cuidado com a palavra, mas estou mesmo a pensar no sofrimento limite – não possa acontecer na vida das pessoas. Como seu epílogo, obviamente. Vinco, por isso, esta afirmação: “para um cristão, o respeito pela vida é essencial. Mas, em várias situações, creio que se mostra mais respeito pela vida das pessoas possibilitando-se-lhes, se elas quiserem, e com as maiores salvaguardas (decisão refletida e sem pressão exterior), uma morte assistida”.

Nota final – Há muitos anos que tenho um respeito intelectual e de principio religioso para com Laura Alves. Tal e qual como sempre segui de muito perto, e com a maior das atenções, o seu irmão Ademar. Daí que faça questão de sublinhar que o pensamento nunca pode sobrepor-se a outras realidades.
Obrigado pela excelente entrevista a Igreja Viva, Laura Alves.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O tempo sabe como é

Grande Prémio Fundação EDP Arte 2013 consagra artista cuja obra tem contribuído para a afirmação da arte portuguesa: Ana Jotta
Ah! e o júri não teve dúvidas: “a sua constante inventividade que lhe dá um sentido contemporâneo marcante”.

Eu sabia! Por isso é que sempre olhei com outro olhar para o varandim do Toural. Só não entendo a razão por que alguém – sabe-se lá com que intenções comerciais ou promocionais biggerianas coloca por lá flores. E aina por cima artificiais! Com o pretexto de saudar a primavera?