terça-feira, 25 de março de 2014

Cru; direto ao osso da dor

Penso que atualmente se vivem tempos em que as pessoas estão perante uma necessidade enorme de Esperança. Sinto que o mundo, de uma forma ou de outra, receia cair num caos de valores.
Paulo Nogueira, SNPC, 14.03.19
Nem mais! Estas palavras do jornalista Paulo Nogueira vão diretamente ao osso da nossa – cada vez maior – indiferença. Fere como lâminas a realidade violenta que nos perpassa. Agora. Amanhã. Cada vez mais. E há tantos campos onde sentimos os abusos!

António Pinto Ribeiro (Ípsilon, 15.03.21) aponta – “o racismo não só não despareceu como reaparece carregado de ódio. Utiliza os epítetos insultuosos de antigamente, de quando os europeus descobriram que havia gente noutros continentes” – um.
Gravíssimo.
Os sinais à volta são tremendos. Violentamente próximos da destruição. Infelizmente quem governa continua a contar estrelas. Indiferente a tudo. Mas é urgente que se mude. Se mais não fosse, por esta excelente chamada de atenção de Fernando Santos (Jornal de Noticias, 14.03.21): “é errado não valorizar cada vez mais os movimentos de populações indignadas pela ineficácia ou degradação de serviços e equipamentos sociais”.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Agradável morte?

Putin só tem uma preocupação na vida, que é manter-se no poder. Os líderes europeus ainda acreditam que podem negociar com ele, mas Putin é uma causa perdida.
Garry Kasparov, Público, 14.03.18
Escreve Henrique Monteiro (Expresso, 14.03.22) que “há uma mãe Rússia em nome da qual todas as barbaridades se podem cometer. Esta espécie de impunidade abençoada levou, como sabemos, às mais extremas soluções – ali começaram os progroms (palavra russa) – entre os quais o da população tártara da Crimeia que ficou reduzida a metade por ação de Estaline”.
Esta ideia – tantas e tantas vezes esquecida ou intencionalmente ignorada por todos os responsáveis políticos a ocidente ou a oriente – que Henrique Monteiro nos traz à memória é muito séria. E tem que tirar o sono; pelo menos aos ocidentais.

Não se pode, de forma alguma, dar razão ao antigo campeão mundial de xadrez Garry Kasparov (Público, 14.03.18): “o ocidente não tem determinação suficiente para se opor à agressão [na Crimeia] e nem sabe muito bem o que fazer, uma vez que ainda está a falar numa solução diplomática. Mas qual solução diplomática? Não se negoceia com terroristas”.

Ou será que o ocidente e o oportunismo dos seus dirigentes só quando se mexe no comodismo instalado ou nas necessidades de ao pé da porta, se faz alguma ondulação?
Pouca agitação, é certo! Mas acalmar os mercados, certamente.
Repare-se nestas palavras de Manuel Tavares, diretor do Jornal de Noticias (14.03.22): “talvez valha a pena registar com alguma desconfiança que não fora a anexação da Crimeia e muito provavelmente a população da União Europeia passaria pelas próximas eleições sem alguma vez se chamara ao debate sobre a dependência energética do exterior”.

domingo, 23 de março de 2014

Isto não é um jogo de xadrez

foto: jn.pt
Enquanto na Crimeia o tema fraturante foi/é a inclusão ou não inclusão ma Rússia, entre nós o tema fraturante foi/é o sim ou não à calçada portuguesa. Isto faz, claro, muita diferença e explica, pelo menos em certa medida, o chumbo da Lei da coadoação pelos deputados portugueses.
Ana Cristina Leonardo, atual, 14.03.22

Diferenças. Dentro e fora.

sábado, 22 de março de 2014

combatentes ofensivos


prazer de esperar?
e logo por causa do inimigo!
ah! dizes que são histórias de uma vida apinhada.

prazer de esperar?
há muitas mulheres dentro de ti!
ah! nem longe nem perto demais: só o silêncio

prazer de esperar?
tempestade que se aproxima! um tiro
ao lado; não. não vou ficar. na grande lentidão.

prazer de esperar?
tempestade que se aproxima?
ah! as costas são cegas. e o inimigo
perde-se sempre no silêncio de mulheres.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Ideias elásticas

 
1. O medo dos mercados não pode servir ao primeiro-ministro para tentar impor ao país um discurso único: o seu.
Fernando Madrinha, Expresso, 14.03.15

2. Podemos, é claro, acabar com o SNS [Serviço Nacional de Saúde], para pagar a dívida. Ou acabar com a escola pública. Ou com as Forças Armadas. Ou com todas as penões de reforma.
Miguel Sousa Tavares, Expresso, 14.03.15

3. Para gerir a dívida nas regras atuais, são precisas duas coisas: ritmos de crescimento e saldos orçamentais como nunca tivemos; e manutenção, se não agravamento, das restrições orçamentais.
Augusto Santos Silva, Jornal de Noticias, 14.03.15

A máquina infernal que vende o governo em todo o lado também lê jornais?
E lá vamos cantando e rindo?