quarta-feira, 5 de março de 2014

Agitação das águas bracarenses

Aquilo que Hugo Pires, o novo líder do PS bracarense, disse no programa Campus Verbal da Rádio Universitária do Minho (RUM) da última quarta-feira, dia 26, sobre a realidade do PS em Braga é um ato de coragem. São palavras de rutura!
E prova que a verdade é dura. Seja onde for; em que circunstâncias for. Por isso Hugo Pires merece um reparo positivo.

Mas, sejamos concretos: quando Pires diz que os 37 anos de poder do PS em Braga levaram muita gente para junto daquele partido é verdade, toda a gente o sabe.


Dizer que muita gente o fez por conveniências ou que o PS tem as portas abertas para as saídas de quem está a mais, ou seja, como referiu o líder dos socialistas bracarenses, para os verdadeiros socialistas ficarem dentro do rumo que levará o PS ao seu (verdadeiro) destino, isso é que vai agitar muitas águas que estavam paradas em Braga. E quando se agita muito as águas é preciso precaver-se por causa dos insetos que picam; os que estavam sossegadinhos.

Mas é bom que isso aconteça; as águas estagnadas causam doenças. Tomara que Hugo Pires não esqueça estas palavras oportunas!

terça-feira, 4 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

Olhar da semana

A politica que a troika nos propõe é uma máquina de fazer pobres, que conduz à criação de uma reserva de mão de obra qualificada muito barata para a Europa.
Nicolau Santos, Expresso, 14.03.01

domingo, 2 de março de 2014

E o povo o que diz?

António Pinto Ribeiro, Ípsilon, 14.01.07
1. Escreve Manuel Carvalho (Público, 14.02.23) que «o PSD sente-se perdido. Só isso pode explicar que o seu líder diga sem titubear que “o país está melhor” ou que o seu líder parlamentar, Luis Montenegro, afirme numa entrevista ao Jornal de Noticias que “a vida dos portugueses não está melhor, mas o país está».
Não podia estar mais de acordo com estas palavras do jornalista do Público; se mais não fosse porque elas vão direitinhas para o esbatimento da vaidade aguçadíssima de Passos e Portas; ou para o relógio deste último. Vão direitinhas para o desmoronar de falsas vaidades (devia escrever afirmações, bem sei!) do tipo das que o ministro da Economia utilizou: enganei-me! Exagerei, isto afinal está igual.

2. Quando Fernando Madrinha (Expresso, 14.02.22) escreve que “os relatórios conhecidos esta semana são autênticos baldes de gelo sobre o discurso da maioria, que, por sobrevalorizar os resultados positivos recentes, cedendo À tentação eleitoralista, foi agora chamada à realidade”, está a dizer-nos que não paramos de ser enganados pela máquina promocional de Passos e Portas.
Está a dizer-nos – como Pedro Silva Pereira (Económico, 14.02.21) – que «ainda se viam no ar os foguetes coloridos do governo para comemorar o apregoado sucesso do “ajustamento estrutural” da economia portuguesa e já o FMI estragava a festa reconhecendo que esse ajustamento não passa de uma ilusão».
E está a por ordem na casa. Tal como sublinha Pedro Bacelar de Vasconcelos (Jornal de Noticias, 14.02.21): “nem adianta fingir: uma economia que sofreu três anos consecutivos de recessão, viu o desemprego disparar para 16% e registar uma dívida pública que saltou em três anos dos 94% para os 130% do PIB não está nem pode estar melhor do que estava”.

3. Chegar a três meses do fim da troika e ouvir que “a vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor” é chocante. Essa frase vagamente salazarista foi dita por Luis Montenegro ontem no Jornal de Noticias”. Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 14.02.22).

4. Ponto final: “Em Portugal parece que vigora uma regra: tudo o que puder ser mal feito, é. Se se puder aldrabar o próximo, meter dinheiro no bolso e criar barulho (politico) ainda melhor. Depois corrige-se a asneira cometendo novo disparate, e assim sucessivamente até se construir o mostrengo ou o espantalho". (Jorge Calado, atual, 14.03.01)

sábado, 1 de março de 2014

Mar agitado e rios envoltos

Todos os rios correm para o mar?
Uns pequenos, sorrateiros e quase sem água durante grande parte da sua vida, não; não correm. Fica-se- pela evasiva que é cada vez mais at
ual: inunda, destrói e desaparece.
Mas sem eles os rios que chegam ao mar não eram nada? Talvez! A sua entrada na foz seria uma encenação feita ribeiro em degelo a engrossar o rio? Talvez.

A realidade dos dias que correm – bem sei que foi sempre assim, mas agora, talvez fruto da muita chuva, as pessoas que detestam margens inseguras notam mais, não é? – é igual a esses ribeiros vazios, quase secos que por aí, às vezes se envaidecem.
Ninguém se lembra de certos agitadores que perpassam os dias, mas às vezes eles entram a matar?

O mar também se faz de rios. A realidade dos dias também se enche de agitadores feitos ribeiros secos. E se não fosse o mar seríamos capazes de subsistir ao que o futuro nos reserva?
É claro que o mar sabe galgar terrenos que só existem mesmo por causa das vaidades da costa.
É por isso que o mar é soberano! Sabe agitar-se; ignorando os riachos feitos heróis de ocasião.