terça-feira, 13 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Realidades; tristes

O olhar do Zé da Fonte
In contacto svd setembro/outubro

Olhar do silêncio

foto: jornaldigital.com
Agora que a campanha terminou e boa parte do discurso mais demagógico tende a desaparecer ou a acalmar; o novo Governo devia olhar com atenção para os níveis de pobreza em Portugal e tentar ser frio na leitura dos números.

Editorial, Expresso, 15.10.10

domingo, 11 de outubro de 2015

O tempo que sabe o que faz

Somente a partir das alturas de infinito bom humor podes observar abaixo de ti a eterna estupidez e ríres-te dela.
Milan Kundera, in A Festa da Insignificância
foto: psguimaraes.com
Ponto prévio: O tempo é; sempre foi, o melhor conselheiro do Homem e das suas decisões, o único caminho certo que desfaz, de forma segura, a precipitação e a asneira que endeusa a estupidez humana.

Ponto de arranque 1: O PS em Guimarães é um partido de poder. Há muitos anos. O PS em Guimarães tudo faz (e fá-lo bem) para ‘deitar mão’ ao maior número de juntas de freguesia no concelho. É o mesmo PS que sempre luta (e lutou) por conquistar a maioria dos lugares na assembleia municipal e a presidência da câmara municipal de Guimarães.
Essa é uma realidade indiscutível; não merece discussão, pois não? Ou será que merece?

Ponto de arranque 2: O PS vimaranense, o partido que desenvolve, faz crescer Guimarães colocando-a em todos os mapas do desenvolvimento, da cultura e da criação, não quer mesmo ganhar as próximas eleições autárquicas, pois não?
Ok! Peço desculpa. Sei que ainda só passaram (cerca de) dois anos desde a última eleição que reconfirmou o PS no comando das rédeas do futuro em terras de D. Afonso.

Ponto de reflexão (final, por hoje): Se o PS vimaranense continuar a ter vozes de meninos, em vez de uma postura inteligente e concertada, nos diferentes fóruns onde se defende Guimarães e se balança no futuro, pondo em causa excelentes quadros, dirigentes de qualidade e pessoas que estão para além das lutas intestinas (ou a pensar noutras realidades que ainda nem todos terão percebido), fica claro que o PS em Guimarães, termina a sua ação governativa no final do mandado em curso.

sábado, 10 de outubro de 2015

Contrastes

foto: ionline.pt
1. A reforçada fatia parlamentar tornou o BE peça-chave para um PS fragilizado. E Catarina Martins] já começou a jogar.
Bernardo Ferrão, Altos, Expresso, 15.10.10
2. António Costa, depois da “vitoriazinha” de Seguro, só conseguiu uma pesada derrota. Ganhou tempo, mas é um líder fragilizado.
Bernardo Ferrão, Baixos, Expresso, 15.10.10

Ah! No mesmo semanário, mas no caderno Economia, escreve Pedro Lima (que faz baixar o ainda líder do PS) o seguinte:
António Costa, conseguiu afastar António José Seguro da liderança do PS depois de este ter ganho as eleições autárquicas e europeias. Agora, com a derrota nas legislativas diz que não se demite.
Estamos entendidos!

Isso é distância

foto: zap.aeiou.pt
António Costa derrotado deixa de ser tratado com bonomia por ‘o Costa’ para ser referido por um distante ‘o senhor Costa’.
o Inimigo Público, 15.10.09

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Evolução da motivação

Quase esquecimento esta brancura
Carlos Poças Falcão, in O Número Perfeito
Para além do anúncio do arranque – espera-se que para (muito) breve – das obras de recuperação na igreja romana de Serzedelo, Domingos Bragança, o presidente da câmara de Guimarães, foi à vila de Serzedelo dar conta de uma outra grande novidade: a ponte do Soeiro, uma travessia medieval sobre o rio Selho, mesmo junto da foz no rio Ave, vai ser requalificada. Pela câmara de Guimarães. Até que enfim! Boa malha a de Torcato Ribeiro!
Grandes notícias! As duas, pois claro!
Pessoalmente, acredito que a ponte do Soeiro ficará em ordem, depressa. Já a igreja vai ter que fazer uma longa travessia pelos corredores de um estado centralista; de uma coisa estapafúrdia que tem um nome estranho que nem recordo agora.

As coisas são o que são

Na palavra em cada palavra
Há um peso um grão de pó
Que não se revela
Casimiro de Brito, in Subitamente o silêncio
foto: publico.pt
1. O sínodo dos bispos (que discute por estes dias a Família) começou na última segunda-feira, dia 5. A esse respeito, escrevia Domingos de Andrade no Jornal de Noticias do último dia 3: “a Igreja tem, por estes dias, uma rara oportunidade para dar um sinal de abertura ao Mundo. E espera-se que da reflexão das 400 pessoas presentes no Sínodo dos Bispos emane a coragem para quebrar um ciclo vicioso que afasta a família do seio da fé em vez de a aproximar”.

2. Sim, a igreja católica tem um sínodo em curso; importante, com toda a certeza. Desde logo, porque se debruça sobre uma realidade cada vez mais em alvoroço: a família. Ou seja, todos nós.

3. Mas antes de chegar ao concilio importa ‘ouvir’ algo importante sobre os dias da igreja católica. Assim, no jornal Público do dia 25 de setembro, podia ler-se que o papa Francisco foi claro: “nenhuma religião está isenta de formas de ilusão individual ou de extremismo ideológico”.

4. Avencemos então. Bento Domingos (Público 15.07.12) escrevia que “para vencer o clericalismo é preciso escutar também, nas cidades e nas aldeias, a voz dos cristãos que lutam por uma igreja de todos ao serviço da casa comum”. Muito bem!

5. O mesmo teólogo católico e no mesmo espaço sublinhava que “teremos de renunciar à declaração fundamental e conciliar que, nós, cristãos, somos a igreja? Teremos de renunciar a ter voz na igreja para que ela tenha voz no mundo?” Ups! Há um concilio em curso que, espera-se, não esqueça esta realidade.

E dizia muito bem, não é?

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Desobediência ao instalado

Não desprezo os homens. Se o fizesse, não teria direito algum nem razão alguma para tentar governá-los.
Marguerite Yourcenar, in Memórias de Adriano
 A quinta edição do Guimarães noc noc, com 65 espaços espalhados pelo burgo afonsino, foi um sucesso, dizem-me. Acredito.
Confessando que não vi todos os espaços ou pontos – terei ficado um pouco acima da metade – não tenho dúvidas em dizer que, do que vi, havia coisas excelentes. Gostei; muito.
Na Plataforma das Artes – o ponto 65 – estava instalada uma “contabilidade criativa”, de Rui Silva e Samuel Silva, extraordinária (Foto). Tinha um defeito (para os dias apressados que queremos): obrigava a pensar; mesmo sorrindo. E isso, hoje em dia, não é recomendável; para alguns, claro!
E no Tribunal da Relação, o “imaginário fantástico” (com esculturas de Paula Teixeira) mostrou diferença e disse estar muito além; pela qualidade e pela provocação.
Ah! No Círculo de Arte e Recreio – apesar da imensa nuvem de fumo (porra!, já não entrava num espaço tão tabágico há que tempos) – estava uma “Guimarães 2020 Futuro Anteontem”, uma tremenda provocação de AXPZO! Que coisa bela e inteligente! Devia estar (em permanência) nos locais vimaranenses onde se diz que o futuro é já amanhã. Sim, em Guimarães.

Olha, olha o futuro que aí vem!

O acaso é mãe da pedra
E da água
Casimiro de Brito, in Subitamente o silêncio
foto: publico.pt
1. O papel da política monetária do Banco Central Europeu parece não conseguir inverter a desinflação na zona euro e mesmo a recaída em termos de inflação negativa.
Expresso (Economia), 15.10.02

2. Cultura da conveniência, trocas de bons procedimentos e instituições superpoderosa constituem os ingredientes principais do bolo de Bruxelas. Como uma cereja, o conflito de interesses ocupa o topo do bolo.
Vickey Cann (investigadora na Corporate Europa Observatory CEO) le Monde diplomatique, setembro 2015

3. Ah! Como entendo todas as parvoíces, feitas cenários necessários, para salvar Portugal.
Caramba! E todos – os do costume – tão felizes!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Olhar do silêncio III

foto: ctrlzeta.com.br
Um escândalo deste teor e desta dimensão, ao eclodir na Volkswagen, isto é, mesmo no coração do mítico capitalismo ético e socialmente responsável, torna evidente que a atividade empresarial, operando no centro da economia formal, não deixa de usar instrumentos à margem da norma.
António Guerreiro, Ípsilon, 15.10.02

Construções de futuro

Os homens são bravos porque sofrem
Casimiro de Brito, in Subitamente o silêncio
foto: cm-guimaraes.pt
 A ideia de criação de bacias de retenção ao longo da ribeira de Couros; mormente a montante da Ramada, não é nova; já há uns mandatos atrás ela entrou na assembleia municipal, pela voz do líder parlamentar da altura, Martins Soares. Recordo-me muito bem (na altura até estava ao lado de Martins Soares como vice-presidente da bancada socialista) dos sorrisos amarelos, estranhos e cínicos que muitos deputados municipais (alguns ainda por lá andam – tanto tempo, ó senhores!).
Pois é, a verdade é que os 196 mil metros cúbicos de água que ficaram retidos (no passado dia 15 de setembro) ali nas Hortas provaram que há em Guimarães quem olhe o futuro muito antes de alguns apelidarem de lirismo as medidas que abrem horizontes para as pessoas deixando que elas sejam o que são: cidadãos à espera de decisões acertadas de quem os governa.
Já não vivo na zona (sim, é verdade!, vivi anos e anos a metros das dores de quem ainda mora na Ramada, de onde via o Campo da Feira afogado em água) hoje estou afastado do centro; mais cá por baixo.
É verdade que vi o Couros alto, vi sim senhor! Mas sem estragos na Horta Pedagógica e na veiga de Creixomil; que estão (para mim) mais ao pé da porta.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A invenção de um sujeito

A palavra cada palavra
Deve ser pesada
Numa balança de ourives
Casimiro de Brito, in Subitamente o silêncio
foto:teatrobus.com
Há um TeatroBus que percorre, ou percorrerá (não entendi as notícias) todas as escolas do concelho de Guimarães.
E então para os alunos do primeiro e segundo ciclo a coisa promete ser animada!
É uma parceria entre a autarquia vimaranense e a empresa multinacional que controla os transportes públicos em Guimarães.
Ao menos, às vezes, sempre há coisas que animam aqueles vazios nos transportes públicos de um concelho onde a mobilidade depende (em demasia) de vontades privadas, muito distantes das necessidades das pessoas!

Olhar do silêncio II

Existe em Portugal, nos dias que correm, uma máquina mediática, que aproveitou as dificuldades individuais geradas pela crise para se impor, que se assemelha a uma ideia que historicamente se instalou nos EUA e na Inglaterra de Tatcher: O Socialismo, e outros ‘ismos’ à esquerda, são palavras proibidas e só defendidas por gente perigosa.

Paulo Lopes Silva, semanário d’O Norte, 15.10.02

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Temos de saber quem somos

As tragédias não são casuais, apenas contingentes.
Buno Monterio, le Monde diplomatique, setembro 2015
foto: seuhistory.com
Há 66 milhões de anos houve escuridão na terra; que, diz quem sabe destas coisas intensas, extinguiu e desfez crescimentos (diríamos hoje) naturais. Por que seria?
Para uns terá sido um cometa (sabe-se lá!) ou um asteroide violento que ousou estampar-se contra a nossa casa-mãe. Raio de asteroide! Asteroide? O que é isso?
Ah! Também há quem diga que uns senhores muito grandes – os dinossauros (ou serão dinossáurios?) se foram embora por causa de um “inverno” global que extinguiu árvores, plantas, animais; logo a seguir à violenta explosão de um vulcão.
Moral da história: os tempos que aí vêm, não sabemos se terão vulcões, meteoritos, asteróides ou explosões, mas serão violentos.
Ah! Ana Gerschenfeld, como sempre, fala-nos do futuro. Que belo texto!
Está tudo no Público da última sexta-feira.

Olhar do silêncio

Após meses de pré-campanha e duas semanas de campanha oficial, fica um grande vazio azul. Um imenso oceano de questões concretas, quotidianas, relevantes e sensíveis para os cidadãos, que passaram à margem dos discurso partidários e não tiveram ecoa nos media.

Gustavo Cardoso, Público, 15.10.02

domingo, 4 de outubro de 2015

Corpos encaixotados; alinhados. A estrada vazia

As promessas de transparência e de participação dos novos canais de comunicação revelam-se ocos enquanto estiverem subjugados à política do poder do dinheiro e dos grandes consórcios.
Ernest Hillebrandt, politólogo, in Revista Politica, dezembro 2013
O poder é terrível, mas aqueles que abusam dele são muito mais terríveis.
O quê?
Lembras-te daquele gajo que levava as malas do chefe…
Se lembro! Era gajo a quem só faltava ter na mão uma caixa de graxa. Filho da mãe!
Filho da mãe, mesmo! Depois atirou-se ao chefe; feito bobo!
Deixemo-lo em paz; coitado! Nem ele já sabe onde anda; não merece que se ponha um pedaço de tempo na sua insignificância.
Eia! Que exagero!
O tipo anda por aí…
Pois anda. Há quem adore dividir para reinar e, por isso, mexa, remexa, faz que faz e não faz; diz-que-diz e nada diz e adore divertir-se, pondo uns contra os outros, para dizer que sem a sua ação seria o caos.
Ui! De que falamos?
Tu sabes; como sabes muito bem que há malas tão pesadas que se perdem em fretes e insinuações feitos letra de forma…
Não me digas?
Que posso dizer? A estrada continua vazia.
De que falamos?
Não sabes? A estrada continua vazia.

sábado, 3 de outubro de 2015

Os sapatos estão tão limpos

Pais espertos colocam um filho na JSD e um filho na JS para um deles safar-se sempre e ajudar sempre o irmão.

O Inimigo Público, 15.10.02

Dores que nos matam o futuro

imagem: opanorama.pt
Nunca os humores do eleitorado foram tão escrutinados, comentados, rejeitados, qualificados de impossíveis e injustos ou recebidos com alívio e gratidão, conforme das convicções de cada um.
Editorial, Público, 15.10.02

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Brilhante vingança

Sento-me na cidade e ouço
O rumor dos ossos e não tenho medo
Casimiro de Brito, in Nem senhor nem servo
 Guimarães aprovou, em reunião do executivo municipal (a votação da assembleia municipal foi só uma birrita politica), por unanimidade (sublinho: por unanimidade) a proposta de um contrato programa com A Oficina, para que esta promova e faça a gestão de equipamentos do município vimaranense, “afetos a atividades socioculturais, bem como a programação artística”, coisa que implica “a revogação do contrato de comodato” que a câmara vimaranense tinha celebrado com A Oficina.
Sublinhe-se outra vez: esta decisão foi tomada por unanimidade.
Se a partir de agora os senhores da coligação de direita que vai matando Portugal (acaba neste fim-de-semana, não é?) vierem dizer alguma coisa contra as realidades boas que vão continuar lá em cima em Vila Flor, vamos todos atirar pedras aos senhores.
Fica combinado?

Olhar do silêncio II

foto: esquerda.net
A austeridade é a mais do que a senha da catástrofe económica e social portuguesa. É também o nome da estratégia de acumulação de riqueza em toda a Europa e a própria forma de integração europeia dos países da periferia da União.

Do programa do Bloco de Esquerda Legislativas 2015 (capítulo 1 desobedecer à austeridade)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O gajo do canto

É preciso agitar esta desordem
beber a turbulência que há dentro da paz
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
foto: reflexo.pt
José Nobre é responsável pelo futuro da Casa da Memória.
Grande notícia! Grande pontapé no marasmo instalado. Garantia de trabalho sério.
Ah! E é já em março! Que dia escolhido para a abertura de portas! não sei porquê, mas 19 de março não foi nada inocente.
De qualquer forma, sou dos que nem hesitam um segundo:
com José Nobre haverá uma Casa da Memória em Guimarães.

O real não mente

A aceleração cria um vácuo que entontece
parece reunir tudo ou renascer do fogo
Carlos Poças Falcão, in O número perfeito
foto: fotos.noticias.bol.uol.com.br
Samuel Silva, escreve na edição semanal (reflexodigital, 15.09.24) do Reflexo que “seria o momento de começarmos a prestar atenção a este fenómeno [do exagero do preço das rendas em Guimarães], para que se possa discutir qual o tipo de papel podem ter os poderes públicos no sentido de regular o desequilíbrio que começa a manifestar-se”.
É uma questão que merece reflexão, sem dúvida! Mas, sinceramente, não acredito que, por Guimarães, a coisa não passe de um desejo; só um desejo por concretizar.