sexta-feira, 31 de julho de 2015

Temos que sentir; o silêncio da ausência

No silêncio, os dias têm a cor
amarelada do papel.
Al Berto, ritos do 11 de janeiro, Bumerangue 1
Tive a oportunidade de estar presente no primeiro dia da feira de artesanato de Vila do Conde deste ano.
Fiquei tão bem!
Recordei outros tempos, vi coisas lindas; criação e vi Guimarães. Curiosamente, uma Guimarães (ali em Lordelo) que não conhecia. De todo.
Mas vi uma realidade que, a um vimaranese com memória, deve trazer saudades: a feira de artesanato de Guimarães (não tendo o âmbito nacional da de Vila do Conde) era assim uma coisa tão má que não justifique o seu regresso?

Olhar do silêncio V

foto: telegraph.co.uk
Não é claro que estejamos a aprimorar a inteligência quando Wolfgang Schäuble, a propósito das relações complexas entre a Alemanha e a França nos remete involuntariamente para Pedro Chagas Freitas: “Por vezes, também se dá o caso de a minha mulher e eu não seremos inteiramente da mesma opinião”.

Ana Cristina Leonardo, E, 15.07.25

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Nunca deixes de sonhar

Há um espaço no corpo que pode ser um lugar.
Daniel Faria
foto: publico.pt
Há uma novidade boa que, espera-se, veja a a luz do dia, que é como quem diz, a realidade já no próximo ano: a nova biblioteca e centro de estudos da Universidade do Minho. Lá em cima em Azurém.
António Cunha, o reitor da UM, considera-a uma obra “de extrema importância, tanto para a universidade, como para Guimarães”.
E, afirma o reitor, será um espaço que vai estar aberto à noite e fins-de-semana.
Que mais se pode dizer; ou desejar?

Olhar do silêncio IV

foto: espigaonews.com.br
Lembrando-me do logro em que ‘alguns dos mesmos’ me fizeram cair em eleições anteriores, dou por mim num típico processo, mas não te encontro.

Jorge Araújo, Expresso, 15.07.25

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Apagar ligações

Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem veem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
1. Tive a oportunidade de participar – pouco; muito menos do que gostava – nos debates sobre o futuro de Guimarães que a Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense (ASMAV) tem levado a cabo.
Felizmente que no meu primeiro dia de trabalho logo após as férias deste ano, pude escutar Cândido Capela Dias.
É sempre um prazer ouvir o antigo deputado (por pouco tempo; infelizmente) e antigo vereador na câmara de Guimarães.

2. Cândido estruturou uma intervenção que obriga a pensar. Desde logo porque no futuro de Guimarães haverá nuvens negras nascidas nas ousadas realidades do presente. Sim! Não é só a falta de uma ideia seriamente coerente no turismo – com a descarga de turistas que dormem no Porto e descem a colina sagrada até ao centro histórico e se vão embora sem sentir a cidade, as pessoas e outras realidades, é a forma como cada vez mais se compram pacotes de noites brancas, se enchem espaços com feiras medievais – neste particular, pessoalmente, considero a feira afonsina um pouco diferente da maioria das feiras medievais que por aí proliferam; pela identidade e pela obrigação de ter elementos identificadores da história de Guimarães.

3. O que o também membro da assembleia de Caldas das Taipas abordou na ASMAV é algo que nos tem que tira da apatia dos dias.
Ah! O futuro de Guimarães também passa por opções do passado que nem sempre auguram boas novas. E Cândido não esquece opções de planeamento que hoje têm peso nas decisões políticas municipais.

4. Em suma, não só a ASMAV, mostra vitalidade na forma como olha para o futuro e promove a discussão, como a CDU – foi esta coligação que ali esteve, como vincou mais do que uma vez, Cândido Capela Dias – mostrou (mais uma vez) que tem ideias muito claras para Guimarães.

Olhar do silêncio III

Ela funciona numa lógica de junta militar. (…) A zona euro atua por mecanismos à margem da lei.

António Goucha Soares, Expresso, 15.07.25

terça-feira, 28 de julho de 2015

Do espanto ao estrondo

Perdemos a capacidade de cheirar o perigo com a chatice da evolução da espécie.
João Quadros, E, 15.07.18
Há uns aceleras que gostam de apressurar a valer no parque de estacionamento do multiusos de Guimarães, já a noite vai alta. Estou certo de que se trata de pessoas extraordinárias, cidadãos exemplares que dão uma enorme ajuda cidade verde que Guimarães há de ser.
Eles fazem barulho, derrapam e deixam nuvens negras de um fumo quer sobe ao altar da consagração de Guimarães como grande, bela e verde cidade.
O que é excelente. Assim, amanhã, a cidade de Guimarães já não será o que quer ser, mas o que não quer nem devia ser.
Dou um abraço sincero aqueles que lutam por Guimarães e por projetar a nossa cidade no futuro. Certo de que farão de Guimarães uma cidade sem aceleras matadores de futuros.

Olhar do silêncio II

foto: veja.abril.com.br
A proposta do presidente francês, François Hollande, de criação de uma vanguarda da zona euro, é a prova que o núcleo duro da União Europeia percebeu que o euro, nas bases em que está a funcionar, vai acabar por implodir.
Nicolau Santos, Expresso (Economia), 15.07.25

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Atenção aos sinais de sentido contrário

O ar condicionado torna as pessoas menos autênticas.
José Gameiro, E, 15.07.18
foto: peretolk.ru
Um assessor – principalmente se ele é responsável da imagem da instituição que representa – deve deixar-se fotografar junto do chefe?
E se for o mesmo assessor a gerir a página social (ou rede social) daquele que é (em principio e pelas funções que ocupa) a figura pública, o assessor tem que posar em todas as fotos?
Perguntas – que não sendo inocentes – nos devem obrigar a pensar!

Claro que aquele que é objeto de notícia não saberá (nem tem que saber) de que forma são feitas coisas destas. A verdade é que nos dias que correm, cada vez mais, quem brilha, pelo menos no exercício da ação política, são os assessores, que – sabemos lá porquê – tudo fazem para ‘abafar’ o chefe, o presidente, o líder, em suma, o objeto da imagem. E da comunicação.

Olhar do silêncio



É curioso que [Cavaco], quando pôde, em 2009, deu posse a um governo sem maioria (e deu no que deu), e agora que já não pode quer exercer um poder que já não tem.

Editorial, Público, 15.07.24

domingo, 26 de julho de 2015

Prazer sem culpa

Parece que está morta a metafisica e que a verdade adormeceu sonâmbula.
Fernando Pinto do Amaral
foto: planoclaro.com
André Lima, o líder do PSD vimaranense, parece (pelo que me vai chegando) que não gosta de mim. Pelos vistos, é coisa de um texto que publiquei num jornal vimaranense há uns tempos; tempos que levaram – não André Lima –, mas outros, a escrutar a minha vida pessoal, o meu passado e, caramba!, a procurar coisas sobre os meus.
André Lima, como pessoa inteligente que é – e vou dizê-lo pela primeira vez publicamente – e que gosta de Guimarães, nesta altura já percebeu que nunca fui capaz de me ‘pegar’ com a sua pessoa.
André Lima, apesar das diferenças que temos – e temos muitas do ponto de vista ideológico – sabe que em nenhum momento pus em causa a sua pessoa. Questionei, e obviamente continuarei a fazê-lo, algumas opções tomadas por si enquanto líder do PSD. Só. O que para alguns é coisa muita.

André Lima, sendo líder do principal partido da oposição em Guimarães, sabe muito bem que (mesmo na diferença partidária) sempre admirei as lideranças locais do seu partido, umas mais do que outras, é verdade!, mas isso é perfeitamente normal.
Daí que, e estou certo de que André Lima sabe isso, muitos dos anteriores lideres social-democratas em Guimarães são meus amigos, e eu tenho muito prazer nisso.
Claro que um dia destes, tenho a certeza, que André Lima não me vai virar as costas se nos cruzarmos e até, quem sabe?, tomaremos juntos um café.

sábado, 25 de julho de 2015

O lugar ideal

Haverá alguma ordem que mande estragar a água do semelhante?
José Cardoso Pires, in O Hóspde de Job
foto: ominho
O Plano Diretor Municipal (PDM) de Guimarães já está em vigor, na sua nova versão. A revisão do PDM vimaranense já foi publicada na edição do último dia 23 de junho do Diário da República.
Sendo um ato normal deveria até passar despercebido não fosse o longo percurso de discussão pública e as cerca de 700 participações formais.
Por mim, considero importante neste documento a redução – em cerca de 20% -, da área de contração e o aumento da área verde.
Claro que ele também “privilegia a atividade económica”.

Nota de rodapé: José Cardoso Pires é um extraordinário leitor do social num país à deriva. Sim!, Portugal. E O Hóspede de Job é um belo romance.

Boa novidade

A sede do grupo Polopique virá para Guimarães, onde, aliás, será criada uma nova unidade de fiação; num investimento de 10 milhões de euros.
É uma boa notícia para Guimarães, não é?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sei lá quem é

foto:oinimigopublico

Turistas portugueses que visitam Lisboa fazem perguntas bizarras como:
Onde é o túmulo
de Cavaco Silva
no Palácio de Belém”?

o Inimigo Público, 15.07.24

Velhos caminhos não abrem novas portas

Frequentemente, os partidos portugueses não escapam a esta tendência de desconfiança generalizada por parte dos eleitores, e razões, lamentavelmente, não faltam.
António José Seguro, in Compromisso para o Futuro
À exceção do cabeça de lista Manuel Caldeira Cabral, por quem nutro uma enorme admiração (recorde-se que foi um dos homens de confiança de António José Seguro) – que, infelizmente, estou convencido, não será deputado -, a lista do partido socialista no distrito de Braga não presta; é a pior de sempre da democracia portuguesa.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Casamento sem filhos

Há anos que a «rua» está a aburguesar-se. As urnas também.
Serge Halimi, le Monde diplomatique, junho de 2015
Eu sei, sempre soube, que a política é uma merda, quando se veste de obreiros de merda.
Eu sei, aprendi ainda muito novo, que a arte da política é nobre; muito nobre, mas só ao alcance de pessoas sérias, sadias.
Eu sei, a vida ensinou-me, que na política há, como noutros sítios ditos sacrossantos, piranhas terríveis que destroem tudo onde põem o dente.
Eu sei, hoje os sonhos já não são ilusões, que na vida politica (sendo certo que há gente muito séria), há muito filho-da-mãe que nunca soube o que é a vida.
Hoje, não tenho dúvidas, a arte da politica é só para quem (mesmo seguindo cartilhas que – dizem – estão perdidas no tempo) pega nos desejos e sonhos de mudança para fazer um mundo novo: é difícil, cada vez mais, mas é possível.

Agora mesmo, hoje e amanhã, estarei com estes. Por uma razão prática; muito simples: há políticos oportunistas que, saindo do chinelo de onde nunca tiraram o pé, são uma treta!
E não é que aqui mesmo, em Guimarães, nesta terra que deu uma pátria a um país que agoniza e se deixa amordaçar com tenazes admitidas pelos fracos, eles levam ainda fraldas?
Ah! Grande Eça de Queirós. Há uns merdas feitos candidatos ao vazio que vão matando o mundo que deveria ser de Políticos. Homens com horizontes.

Um futuro que não foi

Os partidos políticos portugueses não escapam a esta tendência de desconfiança generalizada por parte dos eleitores, e razões, lamentavelmente, não faltam.
António José Seguro, in Compromissos para o Futuro
A vida é tão ingrata!
Para a maioria dos mortais, claro!, porque para outros – aqueles que passam a vida inteira à sombra dos papás, das juventudes partidárias ou dos fretes políticos de  ocasião – é (sempre) uma ilusão. De que se é melhor, feito deus (ainda que menor); que se pode tirar o tapete a quem sabe e faz e ajuda. Enfim, vale tudo para quem amada odiar o lado belo da vida.

A queda de um anjo é um retrato extraordinário sobre a forma como um certo morgado – Calisto Elói de Silos –, que Camilo Castelo Branco fez de uma certa burguesia que subiu e até ao parlamento português: uma burguesia rica, vazia e estúpida que tala como outro anda à deriva pela capital.
É perfeitamente atual esta realidade romanceada pelo senhor Camilo quando pensamos naqueles que, saídos das jotas partidárias, não passam de sonhadores vazios, ocos, sem provas dadas, no que quer que seja, se empupam por aí, convencidíssimos. Convencidos de donos da verdade, do mundo e do futuro.

E anda este país chamado Portugal com representes deste quilate!
Percebe-se, pois, tanta deriva que faz deste país uma coisa que não sai do sítio porque está presa sempre aos mesmo rabos de palha..

Ponto final: uns perdiam-se pela capital. Outros tempos! Outros já vão para lá perdidos; porque nunca fizeram nada na vida, para além da bajulação e do sorriso parvo, sabem lá o que é o dia-a-dia.

Quedas que voltam a derrubar

O passado passou
o presente agoniza
Miguel Torga, in Cântico do Homem
foto: veja.abril.com.br
A peça de Ana Cristina Pereira dá origem a um título no jornal Público de que não gosto nada; mesmo nada: “Comissão Europeia repreende Portugal por causa de agressões sexuais de crianças”. Não! Nada tem a ver a jornalista de quem gosto imenso, como aliás, gosto da entrada do texto da Ana Cristina Pereira: “é mais uma descompostura” para Portugal.
Lamento, mais uma vez! que tudo isto seja no país de Cavaco, Passos e Portas. Um país que vai a eleições já de seguida! Um país que não pode ter como alternativa, uma coisa mesmo ao lado ditada por um senhor vindo de uma capital que não para de nos surpreender e onde as posições são metidas no armário ou na gaveta à espera de uma bajular chegada de amigos.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Olhar do silêncio II

O acordo entre Atenas e os credores não só não vai resolver o problema como, em última análise, irá desencadear a saída da zona euro. É essa a intenção alemã.

Barry Eichengreen, Expresso (Economia), 15.07.18

Um olhar com jardim ao fundo

As coisas do Estado e da cidade não têm mão em nós.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
Gualterianas 2009
Depois de ter lido o que li nas redes sociais e como estive fora de Guimarães, confesso que estava ansioso por ver as “cobras e lagartos” que foram escritas sobre a ocupação dos espaços urbanos em terras de D. Afonso; pelo que é a vida (normal) das festas da cidade e Gualterianas.
Fui ontem ao centro da cidade e vi tudo como dantes. Felizmente que o excelente arranjo nas Hortas está lindo e preservou o que se impunha: as margens do Couros.
Ah!, dirão alguns, o pior são os pavilhões das farturas!
Tretas. Vivi no coração das festas mais de três décadas e nunca vi a coisa tão arrumadinha; quer no largo República do Brasil, quer no início da Avª D. João IV, ao lado da igreja dos Santos Passos.
Ah! É que o monumentos aos nicolinos e tal…
Mas porquê? Aquela bela peça do extraordinário José de Guimarães não faz parte da cidade e do mobiliário urbano?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Caminhante que faz perguntas

Comunicamos cada vez mais depressa, mas dizemos cada vez menos.
Joana Pereira Bastos, E, 15.06.27
Bem me parecia que havia “mouro na costa”!
Agora, Braga quer uma “melhor coordenação” das agendas culturais do Quadrilátero minhoto.
Quem o diz é Ricardo Rio, o edil bracarense, para quem “não é muito defensável que possam existir duas iniciativas no mesmo âmbito em simultâneo”.
Também concordo que essa coisa de espetáculos à medida da gaveta de cada município não é lá grande espingarda!
Mas a “melhor coordenação” não estará a olhar noutras direções; com olhares vazios?

Acesso ao básico

Na verdade, nada altera nada, e o que dizemos ou fazemos roça só os cimos dos montes, em cujos vales dormem as coisas.
Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego
foto: radiofundacao.net
É urgente, diz o vereador da CDU na câmara de Guimarães na edição semanal o reflexodigital (15.07.09) “redefinir o papel fundamental dos transportes públicos” nem Guimarães que, segundo Torcato Ribeiro, “atualmente são geridos numa lógica de gestão que pouco ou nada tem a ver com o objetivo principal da prestação de um serviço público”.

Estou completamente de acordo com Torcato Ribeiro. E, por via de outras dúvidas que virão a seguir, pergunto apenas: às vezes – muitas vezes porque o negócio é uma realidade que alimenta as almas, até aquelas que acreditavam em belas realizações –, aqui ao meu lado, no multiusos e arredores são duas da amanhã e há um redemoinho de carros, que antes entupiram todos os espaços, acessos a casas e a garagens. Será isto uma cidade que se quer verde?
Não fazia todo o sentido existirem transportes públicos no fim dos espetáculos que preenchem as noites de Guimarães; no multiusos ou no centro da cidade?
E se houvesse, sei lá!, dois ou três autocarros que fizessem um vaivém pela cidade e algumas zonas do concelho, depois das diferentes realizações?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O mundo a ruir

Ouço a canção dos povos
as últimas canções, esse rumor perdido, a sua oração dos mortos.
E quase não se ouvem. Escuta: não se ouvem.
Carlos Poças Falcão, in Bumerangue 1
José Falcão (SOS Racismo)
Há noticias que não entram em mim; doem.
Doem muito. Fazem-me pensar que, além de animais, nós os tipos humanos, somos parvos. Temos prazer em ser doentes; doidos.
Há noticias que nos devem, a todos nós cidadãos, fazer pensar se, quem se diz político, alguma vez foi Homem.

Porque escrevo isto?
Ora, leio no semanário Expresso (15.07.18) que o presidente da câmara de Estremoz foi acusado de xenofobia por – imagine-se! – “impedir entrada de ciganos nas piscinas municipais”.
Pronto! Há políticos que doem; dirigentes que dão razão total à parvoíce e animalidade; tornando ainda mais doente uma sociedade cada vez mais doente.
O pior é que esta porra (sim é atitude de raiva e ódio) é no país de sucesso que faz emigrar, corta apoios às necessidades mais primárias das pessoas. E nós, todos, feitos patetas alegres.

Olhar do silêncio

foto: noticiasaominuto.com
Ainda que na "ordem de expulsão" Portugal figure logo a seguir à Grécia, o Governo do PSD/CDS não se inibiu de manifestar a sua docilidade e subserviência ao "superior interesse nacional" da Alemanha.

Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Noticias, 15.07.16

domingo, 19 de julho de 2015

Humilde melómano me confesso

Se um corpo toca o vento, há uma página
do mundo por dizer.
Firmino Mendes, in Bumerangue 1
Sim!; sei bem que (já) não tenho cabelos compridos; nem uma faixa à volta da cabeça.
Agora sem brincar, não me surpreendi nada com o estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, que diz que o heavy metal “pode reduzir o stress, alimentar sensações positivas e regular a tristeza e a raiva”. Não só me surpreende como, ao meu jeito narcísico, confirmo esta realidade.
Bem, isso não quer dizer que esteja de acordo com a psicóloga Genevieve Dingle que diz que o efeito do heavy metal pode ser tão calmante como um abraço. Eh pá! Há abraços tão suaves; tão ternos e tão discretos…
Não é por não acreditar na senhora; é que criei um terrível hábito quando vou às assembleias municipais de Guimarães: chego a casa e só ouço este género musical. Depois durmo tão bem! Tão sossegado que me esqueço da fraqueza, fragilidade e pequenez com que se tratam as coisas belas da vida. Cá pela terra onde há tantas páginas vazias.
Ah! Meu caro amigo Firmino, há tantas páginas por dizer, não há? Eu sei que tu sabes que já nada é como foi.

Olhar (local) do silêncio

foto: reflexodigital.com

O presidente da junta tem de se limpar a um guardanapo que não queria, tem de se ver ao espelho e tem de pedir desculpas.
Cândido Capela Dias, Reflexo, julho 2015  

sábado, 18 de julho de 2015

Ecos das (minhas) férias

foto: publico.pt
Há muito por onde discutir o que está a acontecer na Guimarães saída da Capital Europeia da Cultura.
Samuel Silva, reflexodigital, 15.07.02

Depois dos elevados investimentos públicos na construção de infraestruturas culturais é urgente redefinir o papel estratégico e fundamental dos transportes públicos urbanos que atualmente são geridos numa lógica de gestão que pouco ou nada tem a ver com o objetivo prioritário de prestação de serviço público.
Torcato Ribeiro reflexodigital, 15.07.09

Só espero que esta ânsia festivaleira não comprometa a qualidade das opções culturais e artísticas que nos são oferecidas ao longo do ano, caso contrário esta torrente de festins que invade a cidade no Verão pode ter um efeito perverso afastando o público que elegia Guimarães como um centro cultural e artístico a explorar.
Cecilia Soares, reflexodigital, 15.07.16

Eles são iguais; na vida e na prática

E ele sabe, ele diz, ele murmura: a metáfora do mar é outro mar
Carlos Poças Falcão, in Bumerangue 1
foto: publico.pt
No jornal Público, num destes dias de férias (15.07.10) li que o antigo dirigente do CDS, José Ribeiro e Castro não tem dúvidas de que “o líder do partido escolhe o lugar que quiser, o líder parlamentar também, se o entender. Todos os outros deviam ser sujeitos a primárias”.
Ui! Onde já vi isto?
Ah! Diz Ribeiro e Castro que “hoje, no partido, as ideias não se discutem, discutem-se as pessoas. As coisas são boas ou más consoante quem as apresenta”.
Eh pá! Também no partido do senhor Paulo!
Será que – não, não pode ser! – pode estar por aqui um pouco da proximidade do CDS, perdão do PP, de Portas com o PS de Costa?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Afronta aos taipenses

No fim-de-semana das festas da vila e S. Pedro fomos diversas vezes abordados pela questão destas festas coincidirem com a Feira Afonsina na cidade de Guimarães. Uma “afronta aos taipenses” e a “prepotência da Câmara de Guimarães” dominaram as afirmações produzidas pelos diferentes interlocutores.

Alfredo Oliveira, editorial, Reflexo, julho 2015

Tanta criatividade!

Os últimos outdoors do PS
[emprego, emprego, emprego]
[são]
a expressão usada por António José Seguro no discurso de abertura do congresso do PS em 26 de abril de 2013.
E até foi capa do JN no dia seguinte. Andarão os spin de Costa a inspirar-se em Seguro?
Gente, Expresso, 15.07.11

quinta-feira, 16 de julho de 2015

As surpresas são sempre os outros?

Os partidos políticos correm o risco de se transformar em exércitos eleitorais, dispensáveis durante os períodos de governação.
António José Seguro, in Compromissos para o Futuro
foto: cm-guimaraes.pt
Havia – porque parece que a cada ano se vai perdendo –, um hábito político em Guimarães de criar unanimidade na assembleia municipal (AM) para a atribuição das distinções municipais.
Havia, repito.
Não seria mau que aqueles que, discretamente – ou, quem sabe?, cobardemente – quase retiraram uma dessas atribuições, dissessem publicamente porque não o fizeram este ano.

A política faz-se muito da frontalidade. E, muitos dos que fizeram o que fizeram no papelinho introduzido nas urnas na última AM, deveriam subir à tribuna. E fazer o mesmo; por palavras.

Boa realidade

foto: caras.sapo.pt
Não vou ser insultada e ofendida por algo que não fiz! Não vou permitir que um bando de gente mal-intencionada e sedenta do insulto fácil se confunda com as gentes bondosas e hospitaleiras de Guimarães.
Iva Domingues, in Jornal de Noticias, 15.06.25